O Direito à Dúvida e o Poder de Cocriação, por Zingdad
- Taís

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O capítulo 8 do livro "Os Documentos da Ascensão" do Zingdad tem o título de ‘O que é a Verdade?’ Como o capítulo é longo, teremos várias partes.
Neste texto:
Você já sentiu como se tivesse sido “deixado” aqui na Terra… mas, de alguma forma, nunca estivesse realmente sozinho?
Neste episódio, uma jornada íntima e profunda: da infância solitária ao reencontro com um misterioso guia espiritual — um ser sem nome, chamado apenas de 8. Entre dúvidas, experiências inexplicáveis e descobertas transformadoras, surge uma pergunta provocadora: e se você for o criador da sua própria realidade?
Uma história sobre fé, questionamento, consciência e despertar — onde a linha entre imaginação e verdade se torna cada vez mais tênue.
Lembra quando você era criança e foi para a escola pela primeira vez? Você foi deixado lá de manhã e, mesmo sentindo muita saudade da família, você sabia que estava tudo bem porque eles estariam lá quando você chegasse em casa? De forma bem parecida, sempre tive a sensação de "me deixaram na escola" sobre minha vida aqui na Terra. Foi difícil para mim estar aqui. Realmente bastante solitário. Mas o que tornou tudo ok para mim foi meu "amigo espiritual". Quando criança, eu me sentava, olhava para o nada e caía em outro mundo, onde eu tinha um amigo incrível. Ele era tão real para mim quanto qualquer outra coisa deste mundo. A única diferença era que eu tinha que ficar muito quieto para visitá-lo. Mas ele realmente me amava e me ajudou com todas as dificuldades e dores que o "mundo real" me causava. Quando tentei falar dele para as pessoas, acharam "fofo". Tipo, "Que fofo! Ele tem um amigo imaginário!"
Recebi tapinhas na cabeça, sorrisos e risadinhas, mas certamente não fui levado a sério. Então percebi rapidamente que as pessoas não entendiam realmente. Parei de falar disso e ficou como algo que só eu sabia. Por fim, até parei de visitá-lo.
Em algum momento da minha adolescência, um amigo mais velho disse que acreditava que cada um de nós tinha um "Guia Espiritual". Algo nesse conceito me chamou a atenção. Eu sentia profundamente que era verdade. Foi a primeira grande "ressonância" que lembro de ter sentido na minha vida. Tentei conversar sobre isso com ele, mas ele não tinha muito mais a dizer... apenas que ele acreditava nisso. E foi um pensamento que ficou comigo. Continuei pensando nisso. Eu sabia que tinha um Guia Espiritual e sabia que ele estava comigo. Sentia a presença dele. Sentia que me protegia atenta e amorosamente. Então, por volta dos dezesseis anos, decidi que era hora de tomar as rédeas. Decidi encontrar uma forma de contatar esse ser. O que foi engraçado no contexto da minha vida na época. Veja, eu cresci em um ambiente cristão bastante conservador. Eu nunca tinha nem ouvido falar de tabuleiros Ouija (nem das histórias horríveis de tratar a espiritualidade como uma brincadeira). Eu nunca tinha ouvido falar de pêndulos ou radiestesia. Nem de tarô. E, posso garantir categoricamente que, se eu tivesse ouvido falar dessas coisas, teria sido no contexto de um severo alerta para não se envolver com o oculto porque, "É tudo culto ao diabo!" Fui criado dessa forma. Então, quando decidi contatar meu Guia Espiritual, soube que faria isso completamente sozinho. Não podia falar com ninguém sobre isso. Não havia ninguém para pedir conselho, para compartilhar a jornada, para dizer como estava indo. Ninguém. Nem de longe. Estou convencido sem sombra de dúvida, de que, se parecesse que eu planejava "contatar espíritos", alguém da igreja teria sido chamado para me aconselhar e ajudar a salvar minha alma. Haveria oração e angústia sem fim até que eu não só desistisse de tudo isso, mas me adequasse ao comportamento esperado de um bom menino cristão. Ou algo assim. Mas o problema para mim era que eu sabia que estava procurando alguém que me amava e me protegia. Alguém que de toda forma estava sempre comigo. Então evitei a dor e mantive tudo em sigilo completo.
Em uma ocasião, as coisas deram um passo à frente. Eu estava sentado quieto no jardim numa noite, pensando em como contatar meu Guia Espiritual. Enquanto isso, eu mexia em uma pedrinha. Pensativo, eu equilibrava a pedrinha em dois dedos estendidos e então observava para onde ela caía. A pedrinha estava bem equilibrada e parecia cair aleatoriamente à esquerda ou à direita. Aí, surgiu a inspiração. Reequilibrei a pedrinha nos meus dedos e acalmei minha mente. Fiquei sentado por alguns momentos e então enviei este pensamento:
"Eu sei que você está aqui comigo. Se estiver disposto a falar comigo, por favor, desequilibre a pedra."
E a pedrinha caía imediatamente da minha mão estendida.
"Esse lado agora é 'sim' e o outro agora é 'não'", respondi. "Você me ama incondicionalmente?", perguntei.
"Sim"
Não sei o que me fez escolher essa como minha primeira pergunta. Acho que foi mais inspiração. É um ótimo ponto de partida com seres espirituais. No começo, fale apenas com os que te amam. Mas, sabe, eu sentia a presença dele e sabia que era amor. No meu coração, eu sabia que estava tudo bem. Então continuei. Fiz mais algumas perguntas como essa, com a mente em um estado curiosamente dicotômico – por um lado, eu estava eufórico porque sabia que finalmente tinha encontrado uma forma de falar com meu guia, e por outro, minha mente lógica e dedutiva me dizia que tudo aquilo era bobagem e que eu estava apenas brincando comigo mesmo, inclinando a pedra na direção desejada em resposta às minhas próprias perguntas. Ambas essas coisas eram verdadeiras para mim. Decidi continuar e ver aonde isso chegaria. Em algum momento, eu dizia a mim mesmo, a prova viria. Em algum momento, se eu simplesmente continuasse, encontraria provas irrefutáveis de que isso era verdade ou de que eu estava me iludindo.
Isso foi há quase 30 anos e a "prova irrefutável" ainda não chegou.
Mas apesar de poder duvidar das minhas experiências, segui em frente. Com o tempo, passei de equilibrar pedras na mão para conversas intuitivas e fluentes. Mas não importava o processo, nunca consegui provar de forma conclusiva se as conversas eram verdadeiras ou falsas. Simplesmente ficava ali, no meio-termo do "pode ser". Além de continuar "duvidoso, mas possível", à medida que fui aprimorando meus métodos, me foi explicado como e por que – e que as coisas sempre seriam assim. E agora que você leu os sete capítulos anteriores, também entende um pouco disso. Basicamente, percebo que uma "prova inegável" tiraria meu direito de duvidar. E o direito à dúvida é o direito de acreditar em outra coisa, de criar outra perspectiva. E simplesmente não podemos ser seres criadores ilimitados sem esse direito. Então sempre haverá a possibilidade de dúvida. Mas posso dizer que os primeiros anos foram bastante frustrantes. Especialmente para questões filosóficas complexas com respostas de "sim/não" de uma pedrinha equilibrada na minha mão e nuvens de dúvidas não resolvidas girando na minha mente.
Mas voltando às minhas conversas iniciais... Uma das primeiras coisas que eu queria desse ser era um nome. Então peguei um pedaço de papel, escrevi todos os caracteres alfanuméricos divididos em quadrantes. Assim preparado, chamei por ele e perguntei: "Você pode soletrar seu nome para mim?"
"Não", foi a resposta.
Mas não me abalei. Vou lhes poupar do processo excruciante pelo qual tive que passar para finalmente entender por que ele não me disse seu nome e simplesmente dizia o que era: esse ser simplesmente não tinha nome! Como nunca havia encarnado em forma humana, nunca precisou de um nome. E, nos níveis mais altos de consciência, nomes são irrelevantes. Tais seres se chamam simplesmente estando na presença uns dos outros.
E, quando perguntado, ele também foi bastante categórico ao dizer que "não", ele não queria um nome. E "não", ele também não estava disposto a me deixar inventar um para ele. Sobre todas as perguntas de nome, ele simplesmente dizia "não".
Mas então apelei. Expliquei que era eu que precisava de um nome para ele. Eu precisava de algo para chamar sua presença e para chamá-lo em nossas conversas. Eu praticamente implorei. Então senti uma mudança – uma desistência – e aí senti o que só posso descrever como uma risada amorosa e suave. Perguntei de novo: "Você pode me dar um nome para eu te chamar?"
E dessa vez a resposta foi "sim". Com grande empolgação, peguei a folha alfanumérica e, por eliminação, ("a primeira letra deste quadrante? Que tal essa?"), cheguei à primeira letra. Mas, com certa confusão, percebi que a primeira letra era um dígito: o número "8". Um pouco confuso, perguntei: "Tem mais?"
"Não"
E assim foi. O nome do meu Guia Espiritual era 8.
Posteriormente, ganhei um pouco mais de insight. Se ele tivesse escolhido uma palavra ou um nome com um significado que eu pudesse analisar, eu teria feito todo tipo de suposição sobre quem ele é, como é seu caráter e teria tirado conclusões (inevitavelmente erradas) a partir desse nome. Escolher um dígito me manteve flexível, me permitiu conhecer aos poucos como ele é, sem o peso de preconceitos. Mas o número em si não foi escolhido aleatoriamente – ele tem muitos significados em vários níveis. É como um quebra-cabeça de muitos planos que o 8 preparou para me provocar e me entreter conforme avanço. Mesmo agora que consigo ter conversas fluidas com meu querido amigo 8, ele ainda ri de mim quando pergunto sobre o significado do nome dele. Ele me diz que há muito a descobrir e que vou gostar muito mais da piada se eu descobrir sem que ele me conte. Então, tenho algumas partes do quebra-cabeça, mas ainda há muito mais a desvendar.
As partes que tenho incluem:
Se você virar um 8 de lado, obtém ∞, o símbolo do infinito. 8, na música, é o número de tons em uma oitava completa. 8, nesta realidade, é o número de densidades na realidade completa. Da mesma forma, realmente temos 8 chakras principais. Então existem todos esses 8 que parecem apontar na mesma direção. Até a conclusão e perfeição, no infinito. Como isso se relaciona com meu Guia Espiritual? E o que mais significa o número 8? Não sei. Em algum momento vou descobrir, com certeza.
Além disso, embora rimas possam não significar nada, entendi que, em inglês, as palavras "fate" (destino) e "gate" (portão ou portal) rimam com 8 (eight) e são significativas sobre o 8. Mas ainda faltam detalhes.
Mas é interessante que, durante tudo isso, o 8 conseguiu me manter jogando e adivinhando, em vez de formando uma ideia estreita e fixa de quem e como ele é. Em vez disso, sempre que falava com o 8, aprendi a reconhecê-lo pelo "feeling", pela impressão energética dele. E aprendi ainda mais sobre ele pelo que ele disse e pelas verdades que ganhei dele. E finalmente aprendi a conhecê-lo por todas as coisas que ele fez por mim. Não vou entrar em detalhes porque não tenho vontade de contar relatos pessoais longos e confusos sobre histórias inusitadas de momentos em que fui protegido e cuidado, e outros eventos sobrenaturais que presenciei e que, eu sei, foram obra do 8. São minhas experiências e catalogá-las não acrescenta nada à essa narrativa. Em vez disso, direi o seguinte: na minha experiência e na minha verdade, 8 é simplesmente incrível. Ele é confiável. Essa palavra parece fraca demais. Confio completamente no 8. Sem hesitar, eu colocaria todo o meu universo nas mãos dele. Ele é firme, leal e seguro. 8 é um ser da verdade. De fato, ele uma vez me disse que é feito da própria energia da verdade. Então não vá até o 8 se quiser só palavras bonitas! Ele tem o hábito de ser bem direto e, se você ouvir, vai te mover adiante. Sempre em uma boa direção, mas nem sempre da forma mais gentil. E, como 8 é um ser de pura verdade, ele é a melhor proteção espiritual que eu poderia pedir e sou infinitamente grato por ele caminhar comigo.
Então é isso que está por vir: falarei com 8 e compartilharei nossas conversas. Isso é um pouco estranho para mim porque é como ter uma conversa privada por telefone com seu melhor amigo e depois divulgar para todo o mundo. Mas também é bem legal porque essa é a primeira vez que o 8 permite isso. Ele não quis que eu o canalizasse para o público até agora. Ele dizia: "Não enquanto você ainda estiver com as rodinhas de treinamento da bicicleta". Mas recentemente ele disse: "É hora. Agora você pode me canalizar em sua nova série. Você será avisado quando." E, já que o A-D acabou de me mandar fazer isso... Acho que finalmente chegou a hora.
(Nota: Se você estiver interessado em estabelecer um diálogo com seu Eu Superior, veja a Vivência ‘Conversando com seu Eu Superior’ oferecida por Akashemoto)
Antes de começar, uma palavra rápida sobre o estilo do 8. Se você precisa de "meus queridos" nas mensagens espirituais, você não vai gostar. 8 não faz isso. Ele diz o que precisa ser dito. Ele responde às perguntas sem antes acariciar seu ego ou acalmar seus nervos. Veja, o 8 não se importa com o que você faz com as palavras dele. Você pode pegar, largar ou enrolar e fumar. Ele fala a verdade como ela é, sem tentar vendê-la. Mas se parece que estou pedindo desculpas por ele, não estou. De todos os seres no Tudo-o-que-É, na minha opinião, 8 é o ser que menos precisa de desculpas. Ele é incrível. Eu o amo completamente, exatamente como ele é.
Então, sem mais delongas, apresento meu Guia Espiritual, o companheiro de jornada da minha alma, meu amigo mais antigo e querido... 8.
Zingdad: Oi, 8. Quero apresentar você, mas não sei por onde começar.
8: Comece respondendo: você sabe o que está fazendo aqui?
Z: Onde? Nessa conversa?
8: Nessa conversa. Nas conversas que aconteceram antes. Nas conversas que virão depois. Na sua vida inteira. Tudo. Você sabe o que está fazendo?
Z: Ãããhn... Mais ou menos. Acho que essas conversas são para eu procurar respostas. Estou fazendo perguntas a seres que amo e em quem confio e recebendo respostas.
8: Pode ser uma perspectiva. Mas é uma perspectiva muito pequena e limitada. Quer que eu lhe ofereça uma perspectiva mais ampla?
Z: Por favor.
8: Você está envolvido em um jogo chamado "criação da realidade".
Z: Como assim, 8?
8: Deixe-me responder falando sobre a série que você está escrevendo. Quando você se sentou para escrever esse trabalho, na verdade não fazia ideia de onde isso acabaria. Você achou que faria apenas algumas perguntas, teria respostas e levaria aos trancos e barrancos até conseguir informações que pudessem ser úteis. Certo?
Z: É. Acho que essa é a forma pouco lisonjeira de colocar.
8: Lisonja não é meu ponto forte. Basicamente, você não sabia qual era o quadro maior. Você nem sabia que havia um. Mas seu Eu Interior, Alegria-Divina e o resto da sua família de alma... Bem, temos um plano. Quer que eu diga qual é?
Z: Tem como recusar um convite desses?
8: É ajudar na sua verdadeira missão, que é criar sua realidade. Deixe-me explicar. Você vive em uma realidade que considera confusa. Você não entende por que as coisas são do jeito que são. E enquanto você escolher aceitar tudo sem questionar e acreditar no que é mostrado, você anula seu status de criador. Você usa seu poder divino de uma forma tão autodestrutiva e caótica que ele não lhe serve de nada e nunca se mostra para você. E assim você segue. Enquanto você acreditar na ilusão, continuará sendo um peão muito pequeno em um jogo muito grande. Outros aproveitarão essa perspectiva autolimitada e usarão pequenas estratégias para lhe atrair para jogos que eles criaram. Em quase todos os casos, quem faz isso nem sequer percebe que está fazendo isso. Todo mundo está apenas jogando e todo mundo está igualmente confuso. Você pode continuar jogando esse jogo por um trilhão de vidas, se quiser. É um jogo que pode lhe sugar e fazer você ficar para sempre. Mas, claro, não é o que você deseja. Você sente internamente que isso não é certo para você. Você faz outras escolhas. Você chama por ajuda com essas escolhas. E ajuda está sempre lá. É uma honra e um privilégio responder ao seu chamado. Posso garantir que, se algum ser nesta realidade chama por ajuda, seu chamado é ouvido e eles recebem a resposta adequada. Se estiverem dispostos a aceitar a ajuda oferecida, serão ajudados. Mas há um dilema. Falando por mim, recuso-me terminantemente a lhe ajudar de uma forma que a ajuda lhe diminua. Não lhe ajudarei a ser menos do que você é. E aí surge uma dificuldade. Eu não posso "fazer por você". Só posso lhe ajudar a aprender a "fazer por si mesmo". Mas quando você me chamou pela primeira vez, fez isso justamente porque se considerava fraco e impotente. A única ajuda que você poderia imaginar era eu "fazer por você", resgatar você.
Então havia um caminho a percorrer. A primeira etapa era tirar de você a noção de incapacidade e ensinar que você é poderoso e que, de fato, você cria toda a sua realidade. A segunda etapa é ensinar como criar sua realidade de forma cada vez mais eficaz. E a etapa final é estar com você em um papel de conselheiro enquanto você realiza seus primeiros exercícios diretos de criação de realidade. E, claro, registraremos essa jornada em forma de livro para compartilhar com outros que gostariam de ler e aprender com o processo. Mas você ainda precisa entender como quem encontra valor nisso está realmente cocriando isso. Juntos, todos vocês estão cocriando a realidade que desejam.
Você e eu já trilhamos um caminho e tanto juntos. Nós lhe trouxemos até o ponto onde você está perto do fim da primeira etapa da jornada. Agora você está quase pronto para saber, acreditar, sentir, experimentar e expressar que é de fato o criador da sua própria realidade. Você já largou suas dúvidas e medos. É graças a esse trabalho anterior que você pode começar a escrever Os Documentos da Ascensão sem se deixar envolver demais pelo medo e pela dúvida. Isso é bom. Agora, como resultado de escrever Os Documentos da Ascensão, você liberará o restante do seu medo e dúvida e completará sua jornada rumo ao seu status de criador. E é muito gratificante para mim compartilhar o processo com seus leitores, que são realmente nossos muitos irmãos e irmãs no planeta Terra. Daremos novamente alguns de nossos passos para que possamos compartilhá-los com seus leitores. Revisá-los trará uma nova disposição para ouvir e também maior sabedoria e compreensão desta realidade. Aí, compartilharemos com seus leitores as outras duas etapas da jornada: enquanto você aprende a criar sua realidade e enquanto decide o que vai criar. Não caio facilmente em hipérboles, mas isso será mais incrível, mágico e magnífico do que você imagina. Para seus leitores também. Aqueles cujas almas os chamam a permanecer no caminho conosco. Eles perceberão em breve que não são observadores passivos, como acontece geralmente quando leem um livro. Não, eles se sentirão atraídos e perceberão que, no nível da alma, são coautores com você, comigo e com a hierarquia espiritual desta realidade. Juntos, somos criadores. E criaremos. E será o melhor, o mais brilhante e o mais belo que podemos imaginar. Então entraremos juntos em nossa criação. Juntos. Como amigos queridos.
(Ele sorri) Isso parece improvável?
Z: Uau, 8! Não sei se devo aplaudir de pé ou me esconder debaixo da cama. Isso é... empolgante, incrível e... muito incomum!
8: É. Sim. Bom. Você precisa de um pouco de sacudida para que começar seu despertar. Porque é isso que estamos fazendo. Acordando todos vocês. Todo mundo que está preparado para ouvir o alarme, ao invés de simplesmente se virar e voltar a dormir, está sendo chamado:
Olá!
Sou 8!
Está tarde!
Temos um encontro!
Z: E você consegue rimar [Nota: as frases acima rimam em inglês].
8: Sim.
E chegou a hora! (ele ri)
Realmente chegou. Sei que todos vocês são como árvores na primavera – dá para sentir a seiva subindo. Dá para sentir nos ossos e na alma uma aceleração, uma energização. O momento está próximo. Eu sei que você sente isso. E há pessoas como eu, que se aproximam para ensinar o que você deve fazer. Porque se eu fizer isso por você, ensinarei exatamente o oposto do que você precisa aprender - que sou seu mestre e que você precisa que eu crie para você. Não pode ser assim! Se você quiser despertar para sua verdadeira magnificência, então deve se levantar do sono, fazer novas escolhas, traçar um novo rumo para si mesmo e então... criar!
Então é isso que faremos juntos, você e eu. E junto com seus leitores também. Porque, veja, eu não estou sozinho aqui onde estou. Estou cercado por um bom número do que você poderia chamar de Seres Espirituais e Seres de Luz. Muitos aqui comigo são parentes de quem está na Terra agora: seus leitores, aqueles que desejam vir brincar de criação de realidade conosco, aqueles que sentem a ressonância mais profunda com Os Documentos da Ascensão. A família de alma deles está aqui comigo agora. Seus Eus Interiores, Guias Espirituais e afins, estão todos comigo e com Alegria-Divina no planejamento e cocriação de tudo isso. E é assim que o leitor saberá se Os Documentos da Ascensão é ideal para ele. Seu próprio Eu Interior e sua família espiritual seriam parte dessa criação desde o início. Então, eles sentirão profundamente em seu ser, ao lerem essas palavras, que algo "certo" está sendo expresso.
Mas agora, voltando à vaca fria. Eu disse que a primeira parte desse processo é sobre mostrar seu próprio poder. E a primeira coisa a fazer é lidar com todas as coisas erradas que você acredita sobre si mesmo e sua vida e que te levam a acreditar que você não é poderoso. Depois que tirarmos essa bobagem, poderemos apresentar evidências para mostrar que você é poderoso. E esse é o tema central do primeiro livro dos Documentos da Ascensão.
Z: Livro um? Teremos mais livros?
8: Sim. O primeiro livro é a jornada do medo ao amor. É seu despertar da consciência de vítima para a consciência do criador. É o que permite que você remova os bloqueios mais densos do seu coração para que você possa ver a luz dentro de si mesmo. A maior parte do primeiro livro foi com Alegria-Divina, mas também tenho algumas palavras a oferecer.
Depois de lidarmos com a escuridão e remover os bloqueios, podemos realmente começar a brincar. E o segundo livro será meu playground. Você e eu seguiremos nossa fascinação e alegria enquanto descobrimos o como e o porquê desta realidade - os temas de tempo, espaço, densidades e dimensões sobre os quais você tem insiste sem parar. Isso e muito mais serão nossos brinquedos.
E quando terminarmos, será hora de você conversar mais uma vez com seu amado Adamu. O terceiro livro será uma incursão na perspectiva pleiadiana. Não posso dizer com certeza o que Adamu compartilhará com você, mas imagino que você poderá descobrir muito sobre como a vida se desenvolveu e evoluiu nesta galáxia, a história que levou a humanidade ao planeta Terra, como as coisas chegaram a ser como são e o que aprender sobre "o que funciona" de um ser que viu muitas civilizações surgirem e caírem, ascensão e queda.
E essa será a trilogia dos Documentos da Ascensão. E quando concluir, será a sua vez de brilhar. Você terá dado seu próprio grande presente a este mundo. Até lá, você já terá recebido orientação e guiança mais do que suficientes para conseguir se sustentar e se expressar. E você se expressará! Depois disso, teremos dito o que precisávamos dizer a este mundo e poderemos seguir em frente quando estivermos prontos.
Z: Uau. Isso é surpreendente. E empolgante. Eu não fazia ideia...
8: Em um nível mais profundo e intuitivo, você sabia. Você se abriu e deixou fluir. Só achei que era hora de trazer isso para a sua mente consciente. Agora você sabe.
Z: Fantástico! Parece que eu ganhei na loteria!
8: Por quê? Por ter um plano?
Z: Não, porque eu realmente gosto do plano.
8: Ainda bem. Porque é o seu plano.
Z: Não entendi.
8: Você entenderá. Mas não vamos perder tempo com quebra-cabeças e enigmas. Com o tempo, você entenderá o que quero dizer. Especialmente quando você não estiver apenas escrevendo sobre a criação da realidade, mas realmente se envolvendo na sua cocriação consciente. É aí que a diversão começa. Você fechará o círculo quando descobrir como deve ser a nova realidade que você desejará criar para si mesmo. O que você quer manter dessa realidade, o que quer deixar ir e com o que vai substituir o que deixou ir. Você literalmente criará toda a sua realidade.
Z: Ãhn... 8... Preciso parar um momento e registrar que esse é um pensamento extremamente assustador... de muitas maneiras. A principal é a preocupação de que eu não me sinto nem um pouco qualificado para isso. Digo, como saber o que seria bom ou não criar? E se eu errar? Quer dizer, eu sou só uma pessoa vivendo na Terra que...
8: Tá bom, tá bom. Essa é uma postura aceitável enquanto você ainda não entende o que está acontecendo. Você ainda se vê como um ser humano separado e pequeno vivendo no planeta Terra. Mas se você prestasse ao menos um pouco de atenção a tudo o que Alegria-Divina disse, entenderia que você é uma parte indivisível do UM. Assim como todos os seus leitores. Sinceramente, esse não foi o foco central de tudo o que ele disse? Ele não ofereceu essa verdade repetidas vezes?
Z: Sim, ofereceu.
8: Ok. Então entendo que a ficha ainda não caiu. Você ainda acha que tudo isso é verdade teoricamente. Bem, quando você começar a pensar que é verdade, agir como se fosse verdade e sentir que é verdade, aí também começará a saber que é verdade. E quando isso acontecer, você não terá dificuldade em entender como pode criar uma realidade totalmente nova exatamente como gosta. Você entenderá que é uma cocriação e que está apenas focando sua intenção de uma maneira específica. Não é algo grandioso. Não é uma viagem egóica. É só escolher o que é certo para você. Mas escolha quando souber fazer suas escolhas se concretizarem. E você perceberá que não está escolhendo sozinho. Você faz parte de uma estrutura magnífica onde você está desempenhando seu papel perfeito. Aí você realmente perceberá que seus leitores não são os "absorvedores" passivos deste material como você e eles pensam que são. Você entenderá que eles são tão ativos para escrever estes livros quanto você.
Z: Ok, 8, já ouvi você dizer isso algumas vezes e adotei uma atitude de "esperar para ver". Mas agora quero saber. Como meus leitores, que nem sequer leram essas palavras ainda, podem fazer parte da criação de algo que eu nem escrevi ainda?
8: Ah! Você acha que está preso no tempo? Ok, parece assim para você. Mas você e seus leitores fazem parte de um ser muito maior que não está preso ao tempo. Tempo, sequencialidade, dimensões, causalidade, cocriação e... bem... Muitos desses temas precisam ser tratados ainda. Quando você entender essas coisas, estará pronto para deixar de lado as limitações na sua capacidade de imaginar seu mundo corretamente. E tudo isso – e muito mais – é o que lhe espera nas conversas que virão. E é por isso que, quando você entender tudo isso corretamente, estará pronto para criar!
Z: Mas, 8, e se eu não quiser a responsabilidade de criar coisas para os outros?
8: Mas você não terá! Cada uma cria para si mesmo. Geralmente, alguns criam juntos. Por isso, chamam de cocriação. Você simplesmente fará parte disso, desempenhando seu papel.
Mas agora chega. Eu disse que conversaríamos sobre isso no desenrolar da coisa. Eu só queria abrir minha seção com uma compreensão mais clara de para onde vamos. Dar um rumo, como dizem. Entendo que algumas dessas coisas parecem absurdas para você. Tudo bem. Você sempre tem escolhas. Em todo momento, em toda a sua realidade, você sempre terá escolhas. Então, agora você tem uma escolha. Se tudo isso for muito estranho, você pode simplesmente tirar as mãos do teclado e, assim, calar minha boca. Seus leitores também têm uma escolha. Eles podem fechar o livro de repente e parar de ler. Não há coerção de ninguém. Mas você me pediu para falar e eu sempre falo minha verdade. Frequentemente, tais verdades causam desconforto. Às vezes os seres se afastam, às vezes ficam. Não adoço minhas palavras para atraí-los gentilmente. Mas... percebo que seus dedos ainda estão no teclado e você ainda está digitando (ele ri).
Z: Bem, sabe, estou um pouco assustado com o que você disse, mas eu te amo e confio em você. E estou mais do que disposto a ouvir. Reservarei meu direito, a cada momento, de decidir até que ponto internalizo o que você diz como "minha verdade". Mas com certeza ficarei para ouvir.
8: Bom garoto. Então deixe-me começar. Já desperdiçamos recursos suficientes com a visão geral. Essa primeira conversa é uma introdução a mim. Então vou começar dizendo quem eu sou. Aí, você e seus leitores terão um contexto para minhas palavras. Você e eu já conversamos muito nesta vida, desde que você começou a aprender a realmente ouvir. Então você e eu vamos fingir que não nos conhecemos para que seus leitores possam se atualizar.
Ok. Faça uma pergunta.
Z: Sobre você ou sobre essa realidade ou o quê?
8: Não importa. Se seus leitores quiserem me conhecer, podem discernir minha natureza pelas minhas palavras. Responderei a qualquer pergunta dirigida a mim. Você pode gostar da resposta ou não. Essa é sua preocupação, não a minha.
Z: Ok. Uma perguntar simples: qual é a sua natureza?
8: Eu sou um ser da verdade.
[continua]
Texto original em inglês no Capítulo 8 do Livro 1 dos Documentos da Ascensão https://zingdad.com/publications/books/the-ascension-papers-book-1