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O Evento, por Zingdad

  • Foto do escritor: Taís
    Taís
  • há 16 horas
  • 45 min de leitura

Parte 1: O que é o tal Evento que tanto falam? Como será? E, principalmente, QUANDO acontecerá? Zingdad nos traz uma nova perspectiva, que é ao mesmo tempo surpreendente e animadora.

Para ouvir o texto:


Parte 2: Você está esperando ou já esperou uma mudança dimensional que não chega? Como lidar com a ansiedade e o medo de nunca acontecer?

Pular para a parte 2 do texto.

Para ouvir o texto:


Eventos de Singularidade


Zingdad: Então, Alegria-Divina, a grande questão é: o que são Eventos de Singularidade?


Alegria-Divina: Estou realmente ansioso para contar. Mas, embora cada Evento de Singularidade seja, na verdade, muito simples, a descrição não terá muito significado se você não entender o contexto. E o contexto é vasto. Tanto que será quase impossível entender do seu ponto de vista. Por exemplo, você consegue explicar todo o ciclo da água planetária para um peixinho dourado que viveu toda sua existência em uma tigela de vidro no balcão da cozinha de alguém? É exatamente assim para você: o contexto da história do seu primeiro Evento de Singularidade foi construído por bilhões de anos e é tão vasto que abrange todo o seu universo e além. E assim como acontece com os peixinhos, o problema é a perspectiva. Você está imerso em seu único ponto de vista, que abrange apenas algumas décadas passadas em um pequeno local em um dos bilhões de planetas em uma das bilhões de galáxias deste universo. Dizer que sua perspectiva humana é limitada é um eufemismo extremo.

Não que isso seja ruim, de forma alguma. É exatamente essa perspectiva muito restrita que permite a Deus experimentar a si mesmo como muitos, muitos seres separados. Então tudo é exatamente como deveria ser. Mas, para entender a história dos Eventos de Singularidade, você precisará de uma perspectiva muito mais ampla. Uma perspectiva como a que estou prestes a compartilhar.

Começaremos ampliando nossa perspectiva o suficiente para notar que sua civilização não é a primeira a habitar o planeta Terra. Se você pudesse estar onde estou e ver o que faço, notaria que, de fato, houve muitas civilizações sucessivas que precederam a atual. Vocês mantiveram mitos da Atlântida e da Lemúria, que são apenas duas de uma longa sequência de civilizações bastante diversas que floresceram na face da Terra em eras passadas, remontando a bilhões de anos.

Você pode achar difícil de compreender que houve até civilizações que viveram na Terra quando ela estava se formando; seres bem diferentes de vocês em forma, que viveram naquele protoplaneta quente. E pode ser bastante confuso para você descobrir que as primeiras civilizações eram, em muitos aspectos, as mais avançadas – cada civilização sucessiva foi de consciência inferior e inferior. Cada uma se afastou da consciência de que tudo é um e que todos são criadores de suas realidades.

Assim, incrementalmente a consciência vem caindo no planeta Terra desde sua antiga criação, há muitos bilhões de anos.

Agora vamos dar um zoom e ampliar ainda mais nossa perspectiva. Como você bem sabe, toda essa realidade e tudo que está dentro dela vem da unidade. No sentido mais real e prático. Na época do que hoje se entende como o "Big Bang", tudo era unidade. Toda a matéria e consciência de todo este universo entraram nesta realidade a partir da unidade e começaram a se expandir em densidade e separação.

Se você olhar as coisas assim, entenderá que a queda da graça começou no Big Bang e vem acontecendo desde então. A vida caiu cada vez mais na densidade e separação. Desceu por muitos, muitos pequenos degraus.

E não foi por acaso! Era o UM buscando a resposta para a pergunta: "E se eu não fosse um.... e se eu fosse muitos?"

Mas o ponto é que a consciência, neste universo, começou do alto, da unidade, da criação, e a partir daí despencou, descendo, descendo, até a total separação e a total vitimização. A queda foi alcançada em uma sequência de etapas e esta é etapa final: sua civilização planetária aqui na Terra alcançou o máximo em separação e consciência de vítima. O nível de crença na separação do Criador divino da Sua criação, possível para a civilização humana atual no planeta Terra, é realmente profundo. Vocês, amados seres humanos do planeta Terra, realizaram esta tarefa extremamente e dolorosamente difícil. Vocês são os portadores da resposta definitiva à grande pergunta: "E se eu fosse muitos?"


Z: Então esse é o ponto mais baixo da consciência? O mundo onde vivo agora? Dá para acreditar, considerando tudo o que está acontecendo no mundo.


A-D: Não, há mais na história.

Estou dizendo que, como um todo, a civilização humana da Terra afundou o máximo na consciência. Mas agora, este momento da sua grande jornada pelo tempo e espaço, não é o ponto mais baixo. O ponto mais baixo ficou para trás no passado coletivo.

Posso compreender que, aos seus olhos, pareça ser o ponto mais baixo, mas se você pudesse se afastar e olhar com os olhos da eternidade, veria que não. E provarei.

Considere os pensamentos: "Tudo é Um" e "Você é o criador da sua realidade". Essas ideias estão facilmente disponíveis para sua consciência planetária neste momento do espaço e do tempo, e muitos aceitam isso como verdade.

Agora recue um instante. Você seria considerado realmente estranho por tais ideias nos anos 1950. Você não seria bem-vindo se dissesse coisas assim. Você seria socialmente excluído. Você não teria conseguido um emprego remunerado em nenhuma empresa respeitável. Você teria que viver às margens da vida se quisesse expressar tais ideias. E você teria se sentido completamente sozinho em suas crenças.

E se voltarmos um pouco mais na história, essas ideias teriam resultado em sanções ainda mais agressivas. Você não precisaria voltar muito no tempo para ser morto por expressar ideias assim.

O ponto aqui é que a escuridão mais profunda ficou para atrás. Não é possível dizer exatamente quando foi o verdadeiro ponto mais baixo, pois isso depende da perspectiva de cada um e de qual medida você usará para decidir qual foi o momento mais sombrio. Mas se observarmos o espírito da humanidade durante eventos como as guerras mundiais, as cruzadas, as inquisições, os julgamentos das bruxas, veremos tempos realmente muito sombrios. E mesmo esses provavelmente não eram as profundezas mais profundas.

Você sabia que houve um tempo em que era considerado normal um exército invasor saquear tudo nas casas invadidas, arrastar para as ruas todos os meninos e massacrá-los e estuprar todas as meninas e mulheres? Nesses tempos, quando um exército invasor acabava com uma cidade, não restava nada além de escombros em chamas. Todos eram mortos ou escravizados. Todo o possível era levado e o resto era destruído.

Se você conhecesse alguém de uma época assim, seria difícil encontrar sequer um vislumbre do que você chamaria de "humanidade" nos olhos da pessoa. Todos foram tão brutalizados por suas duras circunstâncias que não havia espaço para gentileza ou compaixão.

Mas a história da humanidade não é simples. É intricada e há complexidade demais para afirmar exatamente quando foi a mais profunda e verdadeira escuridão. Certamente, na época dos seus primeiros registros históricos, há vários milhares de anos e antes disso, as coisas eram realmente muito sombrias. E mesmo assim, se você souber olhar, encontrará os primeiros lampejos de esperança. Mesmo lá, havia Andarilhos que encarnaram na Terra trazendo mensagens luminosas de amor, cura, compaixão e perdão. Se você procurasse, ainda assim encontraria alguma centelha de luz, mesmo nas profundezas da escuridão. E essas faíscas de luz começaram muito, muito lentamente a se multiplicar e a ficar mais brilhantes. E assim, em ritmo de lesma, o coração da humanidade tem se transformado. Comportamentos cruéis e destrutivos que antes eram normais e aceitáveis tornaram-se inaceitáveis e anormais. Pensamentos estranhos e impossíveis sobre tratar o outro como você gostaria de ser tratado foram sugeridos e, aos poucos, foram cada vez mais aceitos.

E assim seguiu a história.

E onde está a humanidade agora? Imagine mergulhar em um oceano sem fundo. Mergulhando para baixo, para baixo, para baixo até que restasse apenas uma escuridão total ao redor. Até que a pressão da água estivesse prestes a esmagar seu corpo. Então, quando você não conseguisse ir mais fundo, você mudasse lentamente a direção do mergulho em uma curva parabólica. Você começasse devagar a se virar. E assim você visse pela primeira vez a luz, muito, muito distante acima de você. É mais ou menos onde você está agora. Poucos de vocês já tiveram esse primeiro vislumbre. Muitos mais estão prestes a ter. E essa luz é a luz da consciência de que tudo é um e que cada um é o criador de sua realidade.


Z: Uma história e tanto. Obrigado por compartilhar. Enquanto você passava tudo isso pela minha mente, senti todo tipo de coisa girando na minha cabeça... um congestionamento e uma liberação... Era estranho e desconfortável, para dizer o mínimo.


A-D: Quando uma história é tão incrivelmente complexa, não é fácil dançar agilmente entre contá-la com sinceridade e perder-se nos detalhes. Pois, é claro, há muitas exceções ao foco principal da minha história. Há reviravoltas e complexidades na trama. Por exemplo, sua civilização foi, para o bem ou para o mal, amplamente interferida por outras civilizações não terrestres nos tempos antigos. E embora a interferência tenha se tornado cada vez mais sutil, nunca de fato cessou.


Z: Agora você disse algo que me fascina. Posso perguntar sobre isso? Você está falando de alienígenas? O que exatamente eles fizeram aqui na Terra?


A-D: Não. Esse é um tema grande por si só e há alguém mais qualificado para falar sobre isso. Com o tempo, daqui a muitos capítulos, você falará com Adamu novamente como parte deste trabalho.

(Nota : isso está no Livro 3 que já está na playlist do canal https://www.youtube.com/playlist?list=PLTYd9w-A2LSncUT_rwYQt_zEn7XLBDUft )

Este será o momento de se aprofundar nessas questões. Só falei disso para deixar claro que de muitas formas simplifiquei demais minha história. Mas, pelo menos agora você tem um contexto do que quero compartilhar.


Z: Os Eventos da Singularidade?


A-D: Correto.

A história até agora tem sido contada de uma perspectiva ampla. Tem sido sobre a evolução da consciência neste universo em geral e no planeta Terra especificamente. Agora quero mudar nosso foco para o pessoal. Estou falando agora com você, meu caro leitor. Agora estou falando sobre sua experiência pessoal de vida.

Sei algumas coisas sobre você. Sei que você se feriu terrivelmente. Você carrega cicatrizes e feridas na sua mente. Você lida com isso da melhor forma possível e tem trabalhado com dedicação na sua cura há algum tempo. Nesta vida, você recontou sua própria história da alma. Você também buscou seu próprio dom mágico nesta vida. Você também sentiu dores terríveis e dificuldades e trabalhou para curar sua dor e lidar com as dificuldades. Através de tudo isso, você adquiriu sabedoria e compaixão. E agora, mais recentemente, você está realmente começando a fazer um bem real em relação à cura. Ainda há muito a percorrer. Mas você está pelo menos no caminho certo.

Isso será verdade para quase todos que leem isso. Alguns estarão um pouco mais fundos na escuridão e outros mais na luz. E, de fato, alguns já terão realmente visto sua própria luz.

E este – o momento de ver a luz – talvez seja o motivo mais importante de todos pelos quais chegamos à separação em primeiro lugar.


Vendo a Luz


Z: Ah é? Isso me interessa. Muitas vezes me perguntei por que exatamente estamos aqui. Honestamente, entrar na separação não é moleza. Viver na dualidade é difícil, doloroso e confuso. Por isso, eu sempre me perguntava por que faríamos isso com nós mesmos. Certamente não estamos aqui por engano... Não entramos nessa realidade por engano. Certamente não pode ser que nosso Eu Interior tenha passado por tudo isso sem saber que seria difícil.


A-D: Não, de fato! Não houve erro. Estamos todos aqui intencionalmente e todos sabíamos que seria um desafio extremo.

Z: Foi o que presumi. Então, logicamente, deve haver um motivo muito bom para passarmos por isso.


A-D: Existem muitos motivos, cada um dependendo da perspectiva ao perguntar: "Por que estou aqui?" Há muitos, muitos ótimos motivos que fazem essa jornada incrivelmente difícil valer a pena, de novo e de novo. Mas o único motivo que vou abordar agora é a descoberta do Eu.

Para contar essa história, vou pedir que você mude de perspectiva mais uma vez. Mas desta vez, em vez de ampliar sua perspectiva para incluir vastas eras da humanidade, vamos simplesmente sair completamente desta realidade.

Você consegue imaginar, nem que seja por um momento, como é ser seu Eu mais interior e divino?


Z: Eu... ãããhn... não. Acho que não.


A-D: Claro que não. É assim quando você está onde está, tão profundamente separado, que você esqueceu completamente sua verdadeira natureza. Mas posso lhe contar um pouco e você pode tentar imaginar.

Existe um ser. Que é ilimitado e eterno. Para esse ser, não há diferença entre "imaginação criativa" e "realidade". Quero dizer que esse ser recebe o que cria da forma mais poderosa e literal. Tudo isso é garantido porque é simplesmente "assim" para esse ser.

Esse ser também está ciente, de uma forma que não pode ser duvidada ou negada, de que faz parte de algo muito maior do que ele mesmo. É como se esse ser soubesse, em seu âmago, que é um tom particular e especial de luz que faz parte da luz branca perfeita que é toda luz. Ele sabe que não há começo nem fim para si mesmo, mas, ao mesmo tempo, sabe que existem outros eus responsáveis por todas as outras cores de luz.

E assim pode-se dizer que esse ser é portador da Luz de Deus.

É verdade quando dizem: assim como é acima, é abaixo e assim como é abaixo, é acima.

À medida que esse ser toma consciência de seu "eu", começa a ficar curioso. "Quem e o que sou eu?" pergunta a si mesmo. E usa tudo o que pode em busca da resposta.

Uma forma de buscar respostas é perguntar às outras luzes o que elas veem quando olham para você. E há muitas realidades maravilhosas que foram criadas para essa interação. Nessas realidades, seres Brilhantes dançam e brincam juntos e buscam maneiras de mostrar uns aos outros o que veem uns nos outros. Essas realidades são leves e alegres. Nelas, seres Brilhantes criam com toda a força possível a partir do puro amor.

As interações são profundas e poderosas. É algo maravilhoso de observar e de participar.

Mas, apesar de tudo, há algo insatisfatório. Veja, quando os seres Brilhantes jogam juntos esses jogos, eles nunca conseguem realmente se ver. Em vez disso, só conseguem ver o que podem ver do que os outros veem deles. É algo muito indireto.

Então, como alguém pode realmente se enxergar?


Z: Com um espelho?


A-D: Boa escolha. Você realmente precisa de um espelho. E na Terra você pode usar um espelho de vidro prateado para ver a camada externa da sua forma terrena. Mas que tipo de espelho seria necessário para mostrar aos seres Brilhantes sua verdadeira luz?


Z: Se isso é uma charada, não sei a resposta.


A-D: Não, não é uma charada... Mas certamente um enigma!

Eis a solução. Imagine que o ser Brilhante pudesse primeiro pegar uma parte de si mesmo e fazer essa parte esquecer completamente que era um ser brilhante e, então, quando tivesse esquecido completamente quem era, pudesse ser trazido para a presença do ser brilhante novamente. Quando aquele que esqueceu se vê pela primeira vez... O que verá? E o que pensará do ser Brilhante que vê? E à medida que começa a se lembrar de que é o ser Brilhante, como então ele vai se experimentar? E a cada passo do caminho, à medida que lembra mais e mais, à medida que se funde cada vez mais com seu verdadeiro eu, o que descobrirá e saberá? Como se sentirá consigo mesmo? E que sabedoria, conhecimento e percepção ele trará para si mesmo sobre si mesmo?


Z: É isso que estamos fazendo!


A-D: Sim, amado Eu. É isso que você e eu estamos fazendo. É isso que todos na Terra estão fazendo e é isso que cada fragmento de consciência em todo o universo está fazendo. Estamos respondendo à pergunta: "Quem sou eu?"


Z: E... os Eventos da Singularidade?


A-D: Esses são os momentos em que você realmente vê sua própria luz. São as primeiras visões claras e inequívocas de si mesmo. Os Eventos da Singularidade são quando você cumpre sua tarefa de ser o espelho da sua própria alma.

Com seu primeiro Evento de Singularidade, uma conexão é criada e, a partir desse momento, você nunca mais poderá se perder na separação. No entanto, este não é o fim da sua jornada! É o ponto intermediário. É exatamente a metade do caminho entre sua jornada de saída para a separação e de retorno à unidade. Mas é chamado de Evento de Singularidade porque, naquele momento, há uma união. Um momento de unidade. O perdido foi encontrado. E todo o processo de se tornar inteiro não apenas está em andamento, como nunca mais poderá ser interrompido ou revertido.

Quando você vê a luz, você muda para sempre. Quando você vê a luz, vê a direção para casa. E, como um farol brilhando em um porto, você é atraído para ele. Agora você sabe seu caminho e, quando souber, nunca mais pode deixar de saber.


Z: Isso parece incrível!


A-D: Sério? Na verdade, achei meio seco e entediante. O que falei acima é uma descrição teórica do evento. E a descrição não chega nem perto da experiência completa, rica e maravilhosa do evento.

Uma descrição de algo, por mais verdadeira e precisa que seja, nunca pode se comparar à experiência real. Por exemplo: você gostaria de comer um prato de sementes amargas esmagadas, suor modificado, óvulos de pássaros, seiva cristalizada de grama e sementes de grama esmagadas?


Z: Eca!


A-D: Então você não gostaria? Até provar um bolo de chocolate amargo úmido e quente, de repente, você mudaria de opinião! Porque, sim, cacau é na verdade apenas uma semente amarga triturada, leite é produzido por glândulas sudoríparas bovinas modificadas, ovos são óvulos de pássaros, açúcar é seiva cristalizada de grama e farinha é feita das sementes de um tipo de grama.


Z: Entendo, a descrição não é nada comparada à experiência.

Ok. Então, como será a experiência do Evento da Singularidade?


A-D: Assim como cada alma é totalmente única, a experiência também será única, quando cada um estiver pronto. Quando acontecer com cada um. Será feito sob medida pelo seu Eu-Deus para ser o chamado perfeito de volta para Casa.


Z: Mas todo mundo vai experimentar Eventos de Singularidade?


A-D: Quando estiverem prontos.

Lembra da Luz que brilhou para os Sombrícolas no capítulo anterior? Bem, neste capítulo, contamos essa história novamente de uma forma diferente. O Evento da Singularidade é a Luz. Está disponível para todos e tem aumentado cada vez mais em intensidade. Ficou cada vez mais fácil encontrá-la dentro de cada um, porque cada vez mais pessoas têm feito essa escolha. Assim, à medida que fica mais fácil, cada vez mais pessoas escolhem. Ninguém será forçado, mas quem estiver pronto pode procurá-la e encontrá-la. E quando acontecer, a experiência deles será exatamente perfeita para eles. A experiência mudará o rumo da vida deles e os colocará no caminho de volta para casa.

E agora gostaria de pedir que, por favor, compartilhe com nossos leitores o seu primeiro vislumbre da Luz. O momento em que você mudou de rumo e começou a encontrar o caminho direto para Casa.


Z: Bem, tive muitas experiências muito poderosas e transformadoras nos últimos anos, mas, quando você me pede para falar sobre minha primeira visão da Luz, sei exatamente de qual você está falando. Deixe-me compartilhar uma experiência sobre a qual escrevi em 2010:


Minha Experiência na Montanha


Para pintar o quadro direito, preciso contar primeiro sobre dois yuppies urbanos - minha alma gêmea, Lisa, e eu. Eu tinha meu próprio negócio, com várias estações de rádio, cada uma fornecendo programação para uma rede nacional diferente de varejo. Lisa foi uma guerreira de sala de reuniões para uma grande empresa multinacional de biotecnologia. Vivíamos como yuppies e nos demos muito bem. Não quero caricaturizar nossas vidas, então devo dizer que ambos estávamos muito envolvidos em nossas buscas espirituais e estávamos um pouco desconfortáveis com as partes mais materialistas e não autênticas das nossas vidas. Mas isso tudo é apenas o pano de fundo. A parte importante aconteceu nas férias de abril de 2008. Mesmo sendo urbanos, sempre amamos a natureza e passávamos todas as férias possíveis em uma região do meu país chamada A Rota do Jardim. Éramos atraídos principalmente pelas florestas nativas nas encostas das Montanhas Outeniqua. Mas para nós sempre houve algo especial, indefinível em toda a região, como se, em nossas almas, soubéssemos que aquele sempre foi nosso verdadeiro lar aqui no planeta Terra.

Em um feriado, tivemos uma experiência que nos mudou para sempre. Aconteceu enquanto estávamos em uma trilha para ver uma floresta intocada de árvores antigas. Em algum momento, a trilha nos levou para fora de um vale e para uma longa e cansativa subida. Demos duro morro acima, saindo da floresta e chegando a um pequeno platô, com vista para um vale espetacularmente belo, com um pequeno rio que serpenteava até o mar à distância, lá no fundo. Em qualquer dia, era o tipo de visão que eu pararia para ver e me maravilhar. Certamente foi lindo. Mas naquele dia, parado ali, olhando para o vale e as montanhas cobertas de florestas ao longe, algo mudou. O mundo ao meu redor de repente se tornou impossivelmente belo. Eu poderia tentar descrever, exaltar a forma como o sol derramava sua luz sobre a terra como xarope dourado. Eu poderia dizer que cada folha de cada árvore parecia uma joia, uma esmeralda perfeita e que o vento passando pela grama criava uma vibração que cantava e vibrava em minha alma. Eu poderia dizer que acreditava que podia ver, com absoluta e perfeita clareza, cada folha até o horizonte distante. Eu poderia falar sobre a qualidade do ar – que ficou gélido com a densidade da essência de vida pura que me cercava e penetrava a mim e a tudo ao meu redor. Eu poderia dizer como me sentia, que realmente era um com aquela paisagem magnífica e que a terra era minha pele, e a grama e as árvores, meu cabelo. Eu poderia encher páginas e páginas com essas palavras em uma tentativa vã de compartilhar a pura e transcendente felicidade daquele momento, mas eu nem sequer arranharia a superfície. Talvez eu possa simplesmente dizer que acredito que realmente vi Deus na própria Vida da terra naquele dia. Meu coração se abriu e um portal foi criado, através do qual vi o mundo de novo. E então senti que, pela primeira vez na vida, eu estava realmente, realmente vendo. Vi com meu coração e minha alma, em vez de apenas ver com os olhos. E era lindo. Era mais bonito do que qualquer coisa que eu pudesse imaginar. Essa experiência incrível e mística estava além da minha capacidade de sequer começar a entender.

Eu me levantei. Fiquei olhando. Fiquei impressionado.

Eu sentia.

Eu sabia.

Eu pertencia.

Buscando compreensão, minha mente teve uma ideia do que fazer com essa experiência. Enviei um pensamento para a floresta dizendo: "Eu te vejo! Eu te amo! Você nos aceita como guardiões?"

E então me perguntei o que tinha acontecido com Lisa. Eu não fazia ideia de quanto tempo tinha passado desde a última vez que falei com ela, enquanto arfávamos e suspirávamos na ladeira íngreme. Virei para procurá-la. Ela estava a alguns metros de distância, ajoelhada de costas para mim. Percebi que ela tremia. Quando me aproximei, percebi que ela chorava, com lágrimas brilhando nos olhos. Cheguei mais perto e ouvi ela repetindo: "... Sim... Sim... Sim..."

Naquele momento, senti que Lisa estava respondendo minha pergunta em nome da floresta. Ou talvez a floresta tivesse feito a mesma pergunta, e ela estivesse respondendo. Parecia que Lisa, toda a floresta e eu éramos todos um ser e todos fazíamos a mesma pergunta e respondíamos para nós mesmos: "Vocês nos aceitariam como guardiões? Sim... Sim... Sim..."

Ou talvez essa seja apenas a melhor forma da minha mente entender uma experiência além da mente e além da descrição.

Depois de um tempo – não faço ideia de quanto – percebemos que estava ficando tarde e que tínhamos uma boa distância para caminhar de volta até o carro. Relutantemente, mas com o coração cheio, voltamos para o carro em uma espécie de semi-transe eufórico e feliz. Ambos sabíamos que tinha acontecido algo que mudou nossa vida, mas não entendíamos como.

Sou profundamente grato a Lisa por ter vivido isso comigo. Em parte, porque vivenciar isso sozinho seria menos significativo, mas mais ainda porque, se eu tivesse passado por isso sozinho, saberia que depois estaria em uma jornada sem ela. Uma experiência como essa muda você. Você não é mais a mesma pessoa que era antes de um evento assim. Tudo muda. Certamente seu caminho de vida e todas as coisas que você valorizou antes são substancialmente reorganizadas.

Ficou muito claro para mim que minha Alma tinha um plano e que as florestas das Montanhas Outeniqua eram parte vital dele. Sou profundamente grato ao UM por Lisa ter sentido exatamente o mesmo.

E aqui estou eu agora: enquanto escrevo, em meados de 2010, olhando por uma enorme janela panorâmica para uma vista infinita de desfiladeiros enevoados e arborizados. Sim, conseguimos, nos mudamos. Passaram mais de 2 anos desde que nossos corações foram abertos naquela caminhada na montanha, mas agora moramos aqui! No momento, alugamos uma linda casa de madeira na floresta de Outeniqua enquanto esperamos a compra do nosso terreno. Quando acontecer, começaremos a construir nossa casa. Já temos a planta e estamos aprendendo rapidamente tudo o que precisamos sobre como criar uma propriedade autossustentável e fora da rede. O sol nos fornecerá eletricidade e o aquecimento da água, a chuva e nossas barragens agrícolas nos fornecerão água. Vamos cultivar nossas próprias frutas e vegetais e negociar localmente a maior parte dos alimentos que precisamos. Vamos conseguir quase tudo ali mesmo da nossa própria terra. E para o resto, vou oferecer minhas produções criativas ao mundo e ganhar o que for necessário. Estamos TÃO perto e vamos continuar seguindo nossos corações.

Chegar até aqui deu um bom trabalho. Eu tinha um negócio que não podia simplesmente fechar e ir embora, pois não teria me sentido bem assim. Então entreguei a empresa a dois membros da minha equipe que demonstraram muita paixão e compromisso. Lisa tinha acabado de receber uma proposta de grande promoção corporativa e um salário equivalente. Mas ela recusou e deu o aviso prévio! Ambos passamos seis meses transferindo tudo para aqueles que assumiriam nosso lugar. Nesse tempo, colocamos à venda nossa casa yuppie no subúrbio arborizado da Cidade do Cabo. Vendemos nossos carros esportivos urbanos. Encerramos nossos investimentos e todos os instrumentos financeiros baseados no medo, que já não faziam sentido para nós – seguro e similares, que partem da premissa de que coisas ruins podem acontecer comigo sem que eu as crie primeiro. Doamos uma montanha de pertences para vários brechós (por que acreditamos que precisávamos de tudo aquilo mesmo?!?) e aliviamos o peso de nossas vidas, nossos corações e nossas almas. Viemos para a região de Outeniqua em busca do lugar perfeito dos nossos sonhos, com algum conhecimento no coração de como seria quando o encontrássemos. E encontramos.

E aqui estamos agora.

Mas o movimento físico geográfico é, na verdade, apenas um sintoma superficial da mudança real. A verdadeira mudança aconteceu em nossas almas. Depois de vermos com o coração, nunca mais poderíamos voltar a ver apenas com os olhos. Fomos transformados.

Para você ter uma ideia: antes da Experiência da Montanha, eu já escrevia conversas intuitivas em vários fóruns da Internet, mas naquela época o material tinha uma qualidade diferente. A lente do meu próprio ser filtrava as coisas em termos de bem versus mal. Eu mesmo tinha uma mentalidade muito dualista e, naturalmente, o material que recebia refletia isso. Eu acreditava que estava do lado do bem, trabalhando para mudar o mundo e torná-lo melhor. Eu acreditava que havia forças malignas fora de mim que eu precisava resistir e combater. A Experiência da Montanha liberou isso de mim. Me mostraram, da forma mais direta e pessoal, que sou um com tudo ao meu redor. Eu sou a Vida e a Vida sou eu, e não há separação em nenhum lugar, apenas temos uma ilusão transitória disso. A outra diferença entre minhas conversas intuitivas antes e agora era a mentalidade de vítima que meus escritos defendiam. Eu procurava um salvador para o mundo. Não conseguia ver que eu – ou qualquer outra pessoa aqui na Terra – poderia nos salvar da nossa bagunça.

E então, perto do final de 2008, todo o fenômeno das Naves de Luz aconteceu, ou melhor, não aconteceu, dependendo da sua perspectiva. Lembra? Parece que praticamente todo canalizador do mundo recebia alguma variação de uma mensagem de que uma enorme Nave de Luz apareceria em nossos céus e salvaria a todos. Eu participei disso, pois recebi informações de um amigo espiritual chamado Adamu que foram incrivelmente empolgantes e impressionantes. E que também não aconteceu. Ou talvez tenha acontecido, só não foi do jeito que esperávamos. Ou... bem... Exatamente o que aconteceu e o que tudo isso significa para mim é tema de outra conversa. Abordarei com mais detalhes quando começar os capítulos de Adamu (que estão no Livro 3 dos Documentos da Ascensão, ver playlist no canal Akashemoto https://www.youtube.com/playlist?list=PLTYd9w-A2LSncUT_rwYQt_zEn7XLBDUft ). Mas, enfim, para mim o efeito foi soltar de forma bastante dramática minha mentalidade de vítima. Decidi ser o criador da minha própria realidade, mesmo sem saber o que isso realmente significava.

Olhando para trás, vejo que convidei a Experiência da Montanha. Lisa e eu estávamos ativamente na busca espiritual. Tínhamos decidido seguir nossos corações de uma forma firme, clara e consciente. Estávamos nos abrindo o tempo todo, consciente e intencionalmente, para o crescimento e para o Amor. Então, mesmo que a experiência nos tenha pego de surpresa, ainda era o que queríamos e escolhemos para nós mesmos. Foi um presente glorioso da graça que nos mostrou com absoluta clareza o que realmente é importante para nós. E ver isso mudou absolutamente tudo para nós. Demorou para aceitarmos essa enorme mudança e demorou ainda mais para que nosso mundo exterior refletisse a mudança interior, que, de fato, ainda está em processo.

Mas talvez a diferença mais clara para mim está em meus escritos. Só depois dessa experiência consegui me abrir para os ensinamentos do tipo "tudo é um" que passaram pela minha mente desde então. Posso dizer com absoluta convicção que a Experiência da Montanha foi essencial para a transformação da minha consciência, o que tornou possível este trabalho.

... E essa é a história...


A-D: Lindamente contado. Obrigado.

Agora, o que você chama de sua Experiência da Montanha foi seu primeiro vislumbre do que eu prefiro chamar de seu primeiro Evento de Singularidade. Foi sua primeira visão da Luz da unidade desde que sua alma começou a afundar na separação. Embora a experiência tenha sido completamente única para você, há algumas coisas em comum com todas as primeiras visões. Em resumo:

1. O primeiro Evento de Singularidade não acontece aleatoriamente com as pessoas. Ele vem depois que você toma uma decisão firme de se conectar com o divino interior (e começa a viver essa decisão). Você e Lisa chamaram isso de "seguir seus corações", outros podem dizer de forma diferente, mas no fundo, não importa como você chame, tudo se resume à mesma coisa: um compromisso profundo de encontrar Deus no âmago do seu próprio ser.

2. Quando você se engaja positivamente nessa busca com a disposição de abrir mão dos apegos do seu ego às ilusões do mundo em favor da sua conexão com o divino interior, você está no caminho do seu primeiro Evento de Singularidade.

3. Os dois pontos acima mostram que o primeiro Evento da Singularidade acontece com quem está pronto e disposto – quem escolheu firmemente e deu passos concretos nessa direção. E é melhor assim, já que seu primeiro Evento de Singularidade, quando acontecer, vai mudar completamente sua vida. De maneiras que você nunca imaginaria, toda a sua perspectiva mudará. Nesse momento poderoso de luz e graça, você mudará o rumo da sua vida. Muitas das coisas que você achava importantes antes imediatamente ficarão irrelevantes. Dons e habilidades surgirão de habilidades pouco desenvolvidas que você antes não valorizava. Você será fortemente atraído por novas escolhas e decisões que parecerão incrivelmente certas para você.

Em resumo, seu primeiro Evento de Singularidade será completamente diferente de tudo que você já experimentou em todas as suas jornadas pelo espaço e tempo. A beleza e o encanto disso vão te transformar completamente. Nada será igual depois disso.


Z: Mas é estranho porque nada mudou "fora" de mim. Só eu mudei.


A-D: Correto. Esse mundo de ilusões ensina que "o que é verdade" está fora de você, que "o que é importante" é "mudar as coisas no mundo". Mas seu primeiro Evento de Singularidade mostra algo completamente diferente. Mostra que a verdade real está dentro de você e que a única coisa realmente importante é a conexão do seu coração com o divino. É uma reestruturação radical de toda a sua visão de mundo e acontece em um instante. E é uma felicidade além das palavras.

Há um ponto final:

4. Após este Primeiro Evento da Singularidade, você dedicará sua vida a aprofundar sua conexão com o divino. Você viverá para o seu próximo Evento de Singularidade.


Z: Meu próximo Evento de Singularidade? Existem mais Eventos de Singularidade?


A-D: Sim. Sua alma atrairá algumas coisas entre a primeira e a segunda experiência. Pode parecer que há um grande intervalo entre elas, mas cada Evento de Singularidade marca um salto na direção da totalidade e da unidade. Cada Evento da Singularidade é, na verdade, a celebração da evolução da sua alma. Cada evento é seu passo para uma densidade maior de consciência.

Antes dos eventos da sua Experiência na Montanha, você estava profundamente envolvido nas ilusões deste mundo. É verdade que você buscava e estava aberto para mais, mas todas as coisas que você achava verdadeiras e importantes eram coisas do mundo. Seus apegos e prioridades eram apropriados para uma consciência de terceira densidade. Então você chegou a uma escolha nova e fundamental. Você escolheu parar de se alinhar com o mundo ilusório fora de si e, em vez disso, encontrar sua conexão e sua verdade interior. À medida que você tornou real a decisão que tomou, você começou a evoluir. Logo depois, ao se tornar, substancialmente, uma consciência de quarta densidade, você teve seu primeiro Evento de Singularidade. Você continuou a crescer e evoluir desde então. É inevitável que, a seu tempo, você alcance e transcenda fronteiras adicionais nas densidades da consciência.


Z: Muito interessante! Agora você pode me dizer exatamente quais são essas densidades de consciência? Eu realmente gostaria de saber quantas densidades existem, quais são as características de cada uma e também qual pode ser a diferença entre densidades e dimensões. (ver playlist do canal Akashemoto https://www.youtube.com/playlist?list=PLTYd9w-A2LSncUT_rwYQt_zEn7XLBDUft )


A-D: Esta é uma informação realmente vital. E como já prometi, prometerei novamente: você receberá essa informação em breve. Mas não ainda. Há muito mais a dizer sobre os Eventos de Singularidade.


[Parte 2]

Z: Ok. Tudo bem, porque quero ouvir. Mas tem algo me pesando, que eu realmente preciso tirar do peito.


A-D: Pode dizer...


Z: Bem... enquanto escrevo, estou revisando a 3ª edição de Os Documentos da Ascensão. Embora eu tenha revisado o livro inteiro para a terceira edição, a maior parte da revisão foi relativamente superficial. Mas este capítulo (o Capítulo 7) foi uma exceção. Fui inspirado por você para simplesmente descartar toda a versão anterior e começar de novo, para reescrevê-lo do zero em sua forma atual, porque a versão anterior estava totalmente errada. E senti todo tipo de dor com isso. Senti raiva de você por me enganar e depois senti culpa e vergonha por enganar meus leitores e, embora agora eu consiga ver como essa nova versão dos fatos é certa e boa, preciso perguntar: o que aconteceu da última vez?


A-D: Bom. Fico feliz que você tenha perguntado, pois é o momento perfeito para abordar essa questão. Você poderia, por favor, resumir, o mais brevemente possível, o que você entendeu anteriormente sobre o Evento da Singularidade... Sobre como "erramos" antes?


Z: Ok, vamos lá:

Você começou me dizendo que o Evento da Singularidade estava ligado à uma data no calendário, ao ano de 2012. Enquanto eu escrevia, havia muita empolgação na nossa consciência planetária em relação a essa data. Muitas pessoas acreditavam, por vários motivos, que a data específica de 21 de dezembro de 2012 era significativa. Alguns acreditavam que seria o fim catastrófico do mundo, outros acreditavam que seria um momento eufórico de ascensão espiritual para todos nós. Eu não sabia no que acreditar, mas certamente sentia que era importante.

Na conversa, você disse que o Evento da Singularidade estava ligado a essa data. Que havia uma janela em torno dessa data em que cada um de nós experimentaria seu próprio Evento de Singularidade. Mas do jeito que você contou da última vez, seria algo que chegaria e nos arrastaria. Levaria todos para o coração da unidade e seria uma experiência tão feliz e incrível que seríamos transformados para sempre. Depois disso, cada um de nós retornaria a um mundo mudado e mais congruente com seu nível vibratório.

Com tudo isso, eu meio que esperava que algo acontecesse... Tipo, entrar na meditação mais profunda e maravilhosa. E então entrar no coração de Deus. Eu esperava sentir, ver e conhecer as coisas mais maravilhosas. E então, quando estivesse pronto, quando começasse a pensar novamente sobre a vida encarnada, esperava voltar a ser eu, mas com o mundo inteiro magicamente transformado para melhor.


A-D: Mas em vez disso?


Z: Em vez disso, nada. O dia 21 de dezembro de 2012 foi talvez o dia mais comum de toda a minha vida. Nada de notável aconteceu. Eu nem consegui meditar como normalmente. O dia passou ridiculamente sem acontecimentos.


A-D: Certo. E se eu dissesse que foi um simples mal-entendido? E que tudo o que você esperava antes ainda vai acontecer? Tudo. Há um derramamento energético vindo do coração da unidade que varrerá seu planeta, elevará todos vocês, levará vocês de volta à unidade, você tocará o coração de Deus e então retornará a um planeta renovado e se verá cercado por pessoas cheias de amor e bondade. E se eu dissesse que isso ainda vai acontecer, mas por razões complicadas relacionadas com um mal-entendido sobre como as datas são usadas na Terra e a lei do livre-arbítrio e tal, simplesmente erramos a data? E se eu dissesse que ainda vai acontecer... mas daqui a 5 anos?


Z: Ahh, A-D. Sabe... Tem uma parte de mim que sente uma leve empolgação quando você fala isso... uma parte de mim realmente quer acreditar nisso.... mas eu simplesmente não consigo. Vou até o meu coração e ele diz "não". Se você dissesse tudo isso a sério, eu simplesmente tiraria as mãos do teclado e pararia de digitar. Porque está errado. As coisas simplesmente não acontecerão assim.


A-D: Ok. E como você sabe que está errado?


Z: Eu te disse: meu coração diz "não".


A-D: E por que seu coração não disse "não" da última vez?


Z: (Faço uma longa, longa pausa para pensar. Levanto da mesa e ando pela casa. Volto para minha mesa algumas vezes, levanto de novo e ando mais um pouco. Acho que estou realmente com dificuldade para responder.) Não sei exatamente como responder, A-D.


A-D: Tudo bem, voltaremos nisso em um momento. Que tal outra pergunta: e se o seu coração não dissesse não... Ou se você não estivesse ouvindo seu coração? E se você escrevesse esse capítulo revisado como acabei de descrever – se dissesse que todo aquele momento feliz, de Deus-resolverá-tudo ainda virá e que todos só precisam esperar cinco anos? O que aconteceria?


Z: Não muito. Acho que nenhum dos meus leitores acreditaria nisso também.


A-D: Ah, então algo mudou. Algo indefinível e, ao mesmo tempo, bem grande. Toda a sua cultura planetária passou de disposta a entregar sua crença em um enorme evento externo que viria e mudaria você e seu mundo para sempre... para não querer acreditar em algo assim nunca mais.


Z: É. Verdade.


A-D: E naquele momento, quando cada um de vocês mudou sua estrutura de crenças, decidiu algo diferente. Ao perceber que esse evento imenso, que mudaria o mundo, estava fora de cogitação, você decidiu algo novo. Algo importante. Alguns decidiram que, "Esse conto de fadas da ascensão é só bobagem para os de mente fraca", outros decidiram que "Nunca mais serei enganado e ficarei esperando uma mudança mágica", e você decidiu...


Z: Hmm. Interessante. Decidi mais uma vez ser o crescimento e a mudança que eu desejava ver no mundo. Decidi encontrar dentro de mim o Evento de Singularidade que eu esperava e sonhava. Decidi buscar uma forma de criar o paraíso onde quero viver.


A-D: Então, sua dor foi transformada em um novo compromisso de seguir seu próprio coração, de buscar sua conexão com o divino dentro do seu próprio ser?


Z: Bem, sim e não. É como você disse, mas ao mesmo tempo também senti uma enorme responsabilidade, uma culpa e vergonha enormes, pela forma como enganei quem leu a versão anterior deste capítulo e colocou fé e esperança nele.


A-D: Nessa afirmação você levanta duas questões muito interessantes. A primeira é que você sente culpa pelo que disse antes que foi erro meu. A segunda é que você na verdade resolveu sua própria dor rapidamente, mas sentiu dor contínua como resultado da sua percepção de responsabilidade pelo que os outros possam pensar ou acreditar. Então, analisaremos esses dois pontos. Em primeiro lugar... o culpado é você ou sou eu?


Z: Conforme você pergunta, sinto todo tipo de energia girando na minha cabeça. Uma sensação muito peculiar. E com isso eu simplesmente sei que a resposta é:

Sou responsável por tudo que digo. E eu disse isso. Usamos uma artimanha para fingir que existe um "você" separado de "mim". Mas você é meu Eu Interior. Você e eu somos realmente um só. Somos o mesmo ser, talvez apenas com duas perspectivas diferentes. Mas sou eu quem deve assumir a responsabilidade por este livro e por tudo o que está escrito nele. Então, se há culpa, ela é minha. E falando em culpa, tenho uma forte sensação de que levei as coisas nessa direção porque eu queria muito um incrível resgate divino. Sinto que fui eu que influenciei e fiz ser escrito assim.


A-D: De formas que você não vai entender agora, o que você fez naquela época foi invocar aspectos de mim... de nós... que precisavam, de uma vez por todas, finalmente deixar de lado o anseio por um salvador externo. Você fez parte da cocriação de uma história que resultaria em nós – toda nossa estrutura monádica de alma – finalmente liberarmos esse desejo inútil.

E foi perfeito porque era exatamente o momento de abordar isso em grande escala na consciência planetária da Terra. Você entenderá depois, mas o final de dezembro de 2012 foi realmente um momento decisivo para a humanidade. E esse divisor de águas foi cocriado por todos que se envolveram. Todos que escreveram sobre isso, falaram sobre isso, pensaram sobre isso, energizaram e acreditaram nisso... todos, inclusive você e todos que leram as edições anteriores dos Documentos da Ascensão... todos nós cocriamos isso.

Você achava que estava cocriando um resgate maravilhoso e divino. Mas o que vocês realmente estavam cocriando era sua última renúncia ao desejo de ser resgatado. E com isso você começou a deixar ir os últimos vestígios do triângulo vítima – agressor – salvador. Você começou então a cocriar a verdadeira consciência do criador.

Há, claro, muitos outros no planeta Terra neste momento que ainda estão agarrados à consciência de vítima e podem continuar assim por um bom tempo, se isso lhes servir. Mas, em um nível fundamental, algo grande mudou no potencial da consciência humana naquele momento. Para quem liderou o movimento rumo ao despertar pleno da consciência da unidade e da consciência do criador, as coisas se intensificaram naquela época. E uma parte importante dessa mudança foi deixar de lado a ideia de que você deveria esperar passivamente um resgate de cima ou do além ou de qualquer outra forma de fora de si mesmo.


Z: É uma perspectiva interessante e parece certa. Mas também sinto que não quero simplesmente "me liberar" de ter enganado os outros.


A-D: Bem, então o último pensamento que ofereço é que você deve praticar o que prega. Você sempre disse que deseja assumir 100% da responsabilidade por si mesmo. É verdade?


Z: Sim, claro!


A-D: Mas e os outros? Eles também devem assumir responsabilidade por si mesmos ou você deve assumir a responsabilidade por eles?


Z: Hum... Não, claro que não. Cada um deve assumir a responsabilidade por si mesmo.


A-D: Então, os outros deveriam assumir a responsabilidade por seus próprios pensamentos, crenças e escolhas?


Z: Sim. Obviamente. Mas e o fato de que eu sou responsável pelas minhas palavras?


A-D: Você é! É sua responsabilidade falar a verdade do seu coração com a maior clareza possível em cada momento. Aí, se você crescer e mudar e perceber que sua verdade evoluiu, então deve verificar com seu coração novamente se é certo voltar e abordar de novo qualquer coisa que tenha dito, para corrigir e alinhar de novo com seu coração.


Z: Você está dizendo que todos cometemos erros e que está tudo bem, se corrigirmos quando percebermos?


A-D: É uma forma de ver. Mas prefiro dizer que, desde que você faça o seu melhor para ouvir seu coração, não há erros, só há expressões do seu coração. E a cada momento as expressões serão perfeitas. E cada uma das expressões fará você crescer e evoluir. E se, como resultado desse crescimento e evolução, você olhar para uma expressão anterior e desejar atualizá-la para a verdade atual do seu coração, isso também é perfeito.


Z: Tudo bem. Aceito isso. Há graça e beleza e parece verdadeiro.

Porém, gostaria de dizer a quem leu a versão anterior deste capítulo que peço desculpas se causei confusão. A vida neste mundo pode ser bem difícil e nunca foi minha intenção aumentar seu fardo. Na verdade, meu desejo, se possível, é tornar este mundo um lugar melhor e aliviar o fardo de quem vive aqui. Então, peço sinceramente perdão por isso.

Aprendi muito nesse processo e, daqui em diante, serei cada vez mais vigilante ao ouvir meu coração e separar meus desejos do ego das expressões mais verdadeiras do meu coração. Comprometo-me a falar a verdade que vem do meu coração.


A-D: É um bom pedido de desculpas e uma ótima declaração de intenções.

Podemos seguir em frente então?


Z: Sim. Agora podemos.


A-D: Bom. Então gostaria de falar de três pequenos pontos antes de abordarmos qualquer pergunta sobre o Evento da Singularidade.

Primeiro: esse erro sempre foi evidente para todos. Se você não tivesse desejado tanto se enganar, se não quisesse tanto acreditar na ficção do resgate cósmico, teria ficado claro como o dia que a versão anterior deste capítulo estava em contradição direta com todo o resto do livro. A mensagem central de todo o livro é que cada um de vocês é criador da sua própria realidade. Ao longo do livro, repetimos diversas vezes de várias maneiras: você é o criador da sua realidade.


Z: "Você sempre recebe exatamente o que cria."


A-D: Exatamente. Repetimos essa frase várias vezes e, em contradição direta com a essência deste livro, a versão anterior deste capítulo detalhava como você, e o mundo inteiro, seriam resgatados de suas escolhas. Como essa energia do centro do universo os varreria e resolveria tudo para vocês. Lembra como a luz no Capítulo Seis "não fez nada", não mudou nada? E de repente, na versão anterior deste capítulo, a luz mudou tudo da forma mais radical; levando você para experiências totalmente novas e depois removendo completamente o planeta Terra da 3ª densidade! Claramente havia uma grave contradição. E embora a verdade estivesse disponível para você e para seus leitores, cada um escolheu o que queria acreditar por motivos próprios. E cada um recebeu as consequências de suas próprias escolhas. E agora que, finalmente, você lidou com as consequências das suas escolhas de uma forma que lhe dá crédito, o bem maior foi servido.

Meu segundo ponto é sobre equilíbrio. Assumir a responsabilidade, como você acabou de fazer, funciona nos dois sentidos. Se você está disposto a assumir a responsabilidade pelas suas expressões quando sente que elas estão erradas, então também deve estar disposto a assumir a responsabilidade por suas expressões quando elas são verdadeiras, corretas e bonitas.

Você se dispôs a assumir a responsabilidade pelo erro percebido, mas tem sido tímido em aceitar a responsabilidade por todo o grande bem que catalisou.

Levanto esse ponto para você, mas certamente se aplica também a seus leitores: cada um deve assumir responsabilidade absoluta por todas as suas crenças, escolhas, ações e criações. Há partes difíceis, mas sempre há coisas maravilhosas. Significa estar disposto a assumir suas conquistas e se alegrar com o bem que você fez.


Z: Obrigado, A-D. Terei que refletir um pouco sobre isso. Eu não tinha pensado dessa forma e vejo que ainda tenho muito a processar.


A-D: Calma. Permita-se também o luxo de amar e valorizar a si mesmo pelas expressões que trazem alegria.

Agora, meu terceiro e último ponto antes de passarmos às suas perguntas:

Quero que você entenda que não há nada de errado neste mundo.

Não há erros e este mundo não está errado. O mundo não precisa de um salvador e não há nada nem ninguém que precise ser mudado. Não sei como dizer isso com mais clareza; O mundo é, de fato, exatamente, 100% precisamente como deveria ser, ou seja, uma "máquina de escolhas". O papel deste mundo, desde quando você nasce nele, é apresentar constantemente uma vasta gama de escolhas. Você é convidado a acreditar que isso ou aquilo é importante para você, que vale a pena lutar por essa causa, que isso aqui vai deixar você seguro, que essa pessoa conhece a verdade, que aquela pessoa é confiável, que essa história é a verdade absoluta, que aquela história é uma absoluta mentira, que este grupo é o meu grupo e aquele grupo é o inimigo... e assim por diante. Este mundo oferece uma seleção ininterrupta de opções para você acreditar. E no instante em que você faz isso – no exato segundo em que você aceita qualquer uma das escolhas que o mundo apresenta e acredita nela como verdade – você se apega à ilusão. Aí você começa a entregar sua energia ao mundo. Você começa esse trabalho, vota naquele partido político, segue esse time esportivo, se associa a esse grupo de pessoas, luta por essa causa, investe seu dinheiro naquilo. E assim por diante. Não há nada de errado nisso. Mas você pegou algo verdadeiro – sua natureza eterna e imortal de criador – e o associou a algo transitório e fictício – as ilusões deste mundo. Novamente, isso não está errado, mas gera muita dor. E essa dor faz você lutar e lutar. Que, por sua vez, faz você se apegar ainda mais. E assim você desce cada vez mais fundo no mundo ilusório da separação.

E esse mergulho na separação continua vida após vida, exatamente como deveria ser. Pode continuar por uma eternidade se você permitir, porque cada escolha que o mundo apresenta leva você de volta, mais fundo na ilusão.

Existe apenas uma escolha que tira você da ilusão, que é deixar de escolher entre as escolhas que o mundo oferece e escolher, em vez disso, sua verdade mais profunda e íntima. Só então você começa a deixar o mundo para trás e a se mover para os níveis mais altos da consciência. Mas ainda assim, o mundo não está errado. Ainda assim, cumpre seu propósito perfeito como um espetáculo hipnotizante que atrai todos que desejam vivenciá-lo profundamente em um mundo fictício de separação e dualidade. E eles não estão errados em desejar essa experiência. Assim como vocês encontraram um enorme crescimento e evolução vindo para cá, eles também têm esse direito.

Portanto, não é seu papel mudar o mundo e impedir que ele seja a perfeita "máquina de escolhas" que é. E menos ainda, tentar mudar os outros e impedir que queiram o mesmo tipo de crescimento acelerado que você encontrou aqui.

Então, de uma vez por todas, meu amado Eu, peço que deixemos de lado o desejo de resgatar ou ser resgatados. Não existe resgate verdadeiro. Isso nunca acontece de verdade. Quando parece que acontece, sempre dá errado, acaba em desastre e causa muito mais dor do que alívio. Não há nada de bom nisso.


Z: Sim, combinado. Chega de tentar ser resgatado e nada de resgatar os outros. Já superei isso totalmente.

Mas há uma diferença crucial entre resgatar e ajudar!


A-D: Sim, há. Sem sombra de dúvidas. Resumirei assim:

Um salvador encontra uma vítima que está "quebrada". A vítima sente que não consegue ajudar a si mesma e implora: "Me conserte", e o salvador diz: "Eu vou consertar você!" O salvador então decide o que deve fazer com ou para a vítima enquanto a vítima é a receptora passiva de seus cuidados. Ou talvez o salvador diga à vítima o que fazer e ela obedece obedientemente. E como a vítima reside em estado de necessidade e o salvador está em estado de suprir essa necessidade, cresce uma dependência entre os dois. Mas não assumem que o salvador também se alimenta da necessidade da vítima. Assim, nenhum dos dois realmente quer que a vítima se cure, pois isso encerraria a interação. Como resultado, a vítima não se cura e fica ainda mais impotente, ainda mais vítima, e sua necessidade só aumenta. Com o tempo, o salvador começa a sentir que a necessidade da vítima é grande demais. O trabalho de resgatá-la constantemente se torna pesado demais. Em resumo, o salvador se sente vitimizado pela necessidade da vítima. Quando isso acontece, o salvador começa a retirar sua energia da vítima, fazendo com que ela se sinta vitimizada pelo salvador. Tudo termina em uma grande confusão, com todos afundando cada vez mais na condição de vítima.

Uma sanadora, por outro lado, começa com o conhecimento de que ela está aqui, antes de tudo, para se curar. Então, quando ela vê outra pessoa sofrendo, ela sabe que está vendo "outro eu sofrendo". Ela pode avaliar se é certo ajudar esse outro eu ou não. E um dos principais critérios nessa decisão é se o outro eu está realmente buscando cura ou se é apenas uma vítima procurando um salvador. Se a sanadora decidir que é certo assumir o cliente, então ela começa com a crença de que, "Meu papel é mostrar ao cliente como ele pode se curar." Sanadores ajudam seus clientes a se curarem. O cliente percebe que não é uma vítima, mas sim o criador de sua dificuldade e também o criador de sua própria cura. Há um compartilhamento de informações, sabedoria ou qualquer outra coisa que a sanadora ofereça. A verdadeira cura só ocorre quando o cliente está disposto a assumir sua responsabilidade pelo sofrimento/doença e também por sua própria cura. Quando a cura é concluída, o cliente se sente empoderado e tem mais chances de realizar sua própria cura no futuro. Ele fica mais independente e mais forte em todos os aspectos. E a sanadora também se expande e se cura através da interação. A interação termina em crescimento e cura em todos os aspectos.

À medida que a sanadora se cura, mudará a cura que ela oferecerá. Ela trabalhará em níveis energéticos cada vez mais altos. Eventualmente, ela estará completamente curada e deixará de oferecer cura e deixará por completo de viver separada.


Z: Entendi realmente a diferença, obrigado.

Todo mundo é sanador?


A-D: Sim, mas não do jeito que você pensa. Todos na separação estão fragmentados em muitas partes. Essa é a natureza da separação. Assim, todo mundo está sofrendo. E para sair da separação, cada um terá que curar sua própria alma e encontrar plenitude e unidade dentro de si. No final, cada ser separado se curará. Cada um será seu próprio sanador. E é disso que estamos falando aqui neste capítulo. Cada alma brilhará sua luz e criará momentos de unidade para si mesma, trazendo todas as partes de si de volta para casa, para a completude e integralidade.

Mas não é disso que você fala quando pergunta se todo mundo é sanador. Você pergunta se todo mundo é sanador dos outros.

Uma metáfora da vida na separação seria um campo de batalha, onde vemos imediatamente que diferentes pessoas são especializadas em diferentes partes da batalha. A maioria são soldados que realmente combatem, enquanto muitos apoiam os soldados de várias formas: sinalizadores, engenheiros, cozinheiros, transporte e logística... Essas são apenas algumas das inúmeras tarefas especializadas. De todas as especializações, apenas uma pequena porcentagem são os médicos de campo que cuidam dos soldados no meio da batalha para que possam continuar lutando. São os sanadores que ajudam você a lidar com sua dor enquanto você continua a avançar, cada vez mais fundo na batalha. E há um grupo muito, muito pequeno com a sua especialização – os paramédicos de evacuação. A Reintegração da Alma que você oferece ajuda quem finalmente está pronto para deixar completamente o campo de batalha. Ajuda a encontrar todos os soldados do seu batalhão, a curar todas as partes desse batalhão para que todos estejam prontos para ver sua luz guia e segui-la de volta para casa.

Resumindo: todos são sanadores de si mesmos, mas apenas alguns ajudam os outros a se curar e menos ainda ajudam os outros a se curar para começar a sair completamente da separação. Mas justamente porque você é um sanador que você vê todo o seu mundo no contexto da cura. Você acha que é só isso que acontece aqui. É certo e bom que essa seja sua perspectiva, mas definitivamente não é a única perspectiva válida. Há muitos, muitos outros papéis e dons além da cura.


Z: Perfeito. Obrigado.


A-D: E agora você pode fazer algumas das perguntas que estão se formando na sua mente...


Z: Você me conhece bem demais!

Eu me pergunto: Por quê? Por que tudo isso? Por que a batalha? Por que a separação? Se entendi corretamente, você tem dito que tudo é verdadeiramente um. Que o UM escolheu criar partes de si mesmo para explorar diferentes questões e pensamentos sobre si mesmo. E uma pergunta foi: "E se eu for muitos?" Aí toda a realidade da separação surgiu. E estamos explorando a resposta a essa pergunta. Estamos vivendo isso. Mas o resultado final, para todos nós, é que veremos a luz e começaremos a retornar à plenitude e à unidade novamente. Mas se viemos aqui apenas para ver a luz da unidade para voltar para Casa novamente... Qual é o sentido disso?

Por que fazer todo esse esforço e nos submeter a toda essa agonia se vamos simplesmente voltar a ser como éramos antes de virmos para cá?

Suponho que outra forma de fazer essa pergunta é: se o UM sabe tudo, então por que o UM precisa se submeter a si mesmo para descobrir como é a separação, apenas para se retornar à unidade novamente?


A-D: Algumas coisas só podem ser conhecidas e vividas a partir de um estado de limitação, divisão e separação. E assim, paradoxalmente, para que os seres de unidade conheçam tudo, eles também precisam experimentar a não-unidade. O cerne do paradoxo é que eles podem e, de fato, experimentam a separação enquanto ainda estão em um estado de unidade. Ou podem escolher criar graus de separação dentro de sua unidade.


A História do Espírito da Água


Para ajudá-lo a entender isso, contarei uma pequena história usando o exemplo da água. A água é uma substância composta por moléculas com a fórmula química H2O. Vamos fingir que é possível você encontrar e conversar com uma única molécula de água para saber sua perspectiva sobre a vida. Imaginemos que escolhemos aleatoriamente uma molécula e a encontramos em uma paisagem de inverno no alto de uma montanha. Se perguntássemos à nossa colega o que ela está fazendo, ela poderia dizer: "Estou sentada bem parada, segurando firme todos os meus outros amigos moléculas de água ao meu redor. Juntos, formamos uma geleira."

É o que as moléculas de água fazem quando esfriam. Elas desaceleram e ficam bem paradas. Conforme fazem isso, elas se aconchegam nas outras moléculas ao redor e se ligam formando uma rede cristalina, que é o gelo. E assim permanecem, relativamente paradas e ligadas, até que esquente.

O que me leva à próxima vez que encontramos nossa pequena molécula de água. O inverno passa e os raios quentes do sol da primavera aquecem a geleira. Todas as moléculas de água são energizadas e começam a se mover. E algum momento, algumas se movem com força demais para manter seus laços e se soltam, escorrendo para um riacho. Quando finalmente encontramos nossa nova amiga e perguntamos o que ela está fazendo, ela diz: "Estou descendo uma encosta de montanha em uma corredeira!"

Mais uma vez, deixamos passar um tempo e chega o verão. O riacho termina em um grande lago e o sol quente do verão bate na água. As moléculas de água na superfície do lago aquecem ainda mais. A energia extra faz com que elas dancem ainda mais vigorosamente e voem como vapor, libertas da superfície da água. Agora nossa amiga pode dizer: "Estou à deriva, voando para longe na brisa!"

No tempo certo, nossa amiga provavelmente se juntará a uma nuvem e eventualmente esfriará, formará ligações de água novamente e cairá no solo. E assim ela repetirá o ciclo mais uma vez.

E agora que você conheceu um pouco a molécula de água, qual de seus estados você acha que é mais parecido com estar na unidade? Ficar quieto, pacífico e conectado com os outros na geleira? Ser fluido, mas ainda conectado ao rio? Ou ser livre e energizado como vapor?


Z: Acho que na geleira. Acho que ela se sentia mais conectada a outras moléculas de água. E ela estava quieta e em paz.


A-D: É um bom palpite, porém, não está correto. Mas tenho que admitir que foi uma pegadinha, foi uma pergunta capciosa. Nenhum desses estados da água se parece muito com uma experiência de unidade. Os três são estados de ação e separação. Em todos os três, a pequena molécula ainda é apenas um ser de perspectiva única. Parece com sua experiência atual de vida. Assim como no estado do gelo, você pode acabar fazendo coisas que o aproximam da harmonia e conexão com os outros. Você pode ficar quieto e pacífico. Você pode fazer uma introspecção e meditar. Mas ainda assim você é um indivíduo, experimentando a separação. E se você escolher fazer coisas mais energéticas e individualistas, isso não te fará um ser de perspectiva mais ou menos única.

Mas agora, imaginemos que nossa molécula de água se torna parte de uma nuvem. Mas desta vez, em vez de conversarmos com uma molécula individual, imagine que podemos falar com toda a nuvem, que tem dentro dela muitas, muitas moléculas de água. Muito mais do que o maior número que você conhece.


Z: Mais de um trilhão?


A-D: Pela minha estimativa, pode muito bem haver um trilhão de moléculas de água em cerca de 5 ou 10 gotas de chuva, e essa nuvem contém uma tempestade inteira. Então, não, muito mais que um trilhão.


Z: Uau!


A-D: É sério. Portanto, essa nuvem inclui um grande número de moléculas, cada uma com uma perspectiva única e individual. Imaginemos que a nuvem sabe, sente, pensa, vê, lembra e experimenta tudo o que todas as moléculas individuais fazem. A nuvem é realmente o coletivo de todas as moléculas juntas. Mas é mais do que isso. Ela não sabe apenas o que todas as moléculas sabem, coletivamente... Ela sabe mais do que isso. Ela também sabe o que é ser uma nuvem. Ela sabe o que é saber, ao mesmo tempo, o que esse número impressionante de pequenos seres sabe. E aqui está algo que você pode ter dificuldade em entender: a nuvem não é um ser que tem outros seres dentro dela. Ela é todos os pequenos seres. A nuvem é as moléculas de água e elas são a nuvem. Não há separação. Não existe nuvem sem moléculas de água. Mas a nuvem é, simplesmente, muito mais do que a soma de suas partes. Imagine como seria para você se pudesse, agora, pensar todos os pensamentos que todas as pessoas na Terra estão pensando. Isso ampliaria sua capacidade de percepção e autoconsciência de uma forma inimaginável. Você não seria simplesmente um ser humano que agora é sete bilhões de vezes mais inteligente. Você seria um tipo totalmente diferente de ser, com uma perspectiva totalmente distinta do que é a Vida e do que significa o Eu.

Entendeu?


Z: Uau, acho que sim!


A-D: Bom. Então, agora, você acha que a nuvem sabe o que é a verdadeira unidade?


Z: Parece que sim.


A-D: Não, a nuvem certamente sabe o que é ter muitas perspectivas, é verdade. Mas não significa que ela conhece a verdadeira unidade. Não sabe, por exemplo, o que é ser um oceano. Mas ela terá mais noção porque todas as moléculas de água que compõem seu ser, em algum momento de seus muitos ciclos, já estiveram no oceano. Então, a nuvem começará a sentir a essência da unidade, mas também será uma consciência separada e individualizada, mesmo que ainda seja composta por muitas.

Eu poderia levá-lo em uma jornada por construções cada vez maiores da água. Poderíamos encontrar um ser chamado Espírito das Nuvens, composto por todas as nuvens do planeta inteiro. Então poderíamos nos aproximar e conhecer o Espírito da Água da Terra, composto por toda a água do planeta em todas as suas formas. Cada um desses seres, como resultado de seu nível cada vez maior de consciência e do número cada vez maior de perspectivas, estaria cada vez mais próximo de conhecer o que é a verdadeira unidade. Quanto maior a consciência, mais "outros" ela conhece. Em algum momento você encontra um ser que chamaremos de Espírito da Água. Imaginemos que toda a água que já existiu em qualquer lugar faz parte desse grande ser. Cada molécula de água é apenas uma partícula de consciência na grande mente deste ser. Agora, o que você acha? Se perguntarmos ao Espírito da Água o que ele está fazendo agora, o que você acha que ele nos diria? Falaria de geleiras? De corredeiras furiosas? De oceanos enormes e preguiçosos? Será que falaria sobre nuvens gigantes? Ou de tempestades, neves ou granizo? Ou do sangue que corre por todas as veias de toda criatura viva? E quanto a planetas compostos inteiramente por água em um estado ou outro? O que você acha?


Z: Não consigo imaginar...


A-D: Bem, acho que esse grande ser sorriria gentilmente e diria: "Criança, estou além das considerações do 'fazer'. O que faço é ser. E neste aqui e agora, sou água."

E aqui, finalmente, teríamos encontrado um ser que sabe o que é a unidade. Embora ainda tenha uma identidade e uma natureza única, esse ser não está se identificando erroneamente. Não acha que é isso que faz. Sabe que simplesmente é. É consciência. É Vida. E neste momento, é água. Mas também é muito consciente de que é um com todo outro ser, em todo lugar, em Tudo o Que É. E dentro de sua consciência está o conhecimento absoluto do que é experimentar todos os estados de fazer, em todos os níveis de separação possíveis nesta realidade. O Espírito da Água é inteiro e completo e, ao mesmo tempo, está totalmente expresso nessa realidade de separação.


Z: E sem ter vindo para a realidade da separação, o Espírito da Água não saberia nada disso, como é ser uma molécula de água, uma nuvem de vapor, uma corredeira furiosa ou... Nada disso.


A-D: Sem ter se separado, o Espírito da Água não seria o Espírito da Água. Não há água fora da separação! Esta é uma parte do UM que só descobriu ao vir aqui seu dom único e precioso de manter o padrão da água. E que experiência rica, variada e multifacetada! Que maravilha! A profundidade dessa experiência é simplesmente profunda e impressionante demais para ser contemplada.


Z: Não dá para descrever direito, né? Na verdade, só pode ser experimentada e a única forma de vivenciá-la é vindo aqui para a separação.


A-D: Então, finalmente, você respondeu sua própria pergunta. Por que separação? Porque precisa ser vivido. Simples assim... E ainda assim tão impossível de compreender.


Z: Então não viemos aqui para nos curar. Não viemos aqui para sair daqui. Não viemos aqui para encontrar a unidade. Viemos aqui para isso! Viemos aqui para experimentar a separação!


A-D: Parece quase bobo demais dizer isso, não? Viemos para a separação para experimentar a separação.


Z: É, parece bobo. Então, em vez disso, temos que contar grandes histórias sobre ser o Espírito da Água...


A-D:... ou sobre ser Alegria-Divina, que também é expressa como Deleite, o Intervencionista.


Z: Sim. Entendo. Portanto, não estamos aqui para nossos Eventos de Singularidade, mas eles são como começaremos a sair daqui quando terminarmos.


A-D: Quase certo. Basicamente, você começa sua jornada a partir da unidade. Então você entra em separação e se fragmenta. Você vai cada vez mais fundo na separação até chegar ao fundo do poço, que também é conhecido como a noite escura da alma. É quando você percebe que não pode avançar mais na direção da separação. Essa dor profunda faz com que você pare de escolher a separação e então busque outras opções. Todas as escolhas, exceto uma, farão com que você permaneça nesse estado de agonia. Essa única escolha é realmente começar a curar sua alma; para reintegrar todos os seus fragmentos perdidos. E a única maneira de fazer isso é seguir seu coração e encontrar plenitude e unidade dentro de si mesmo. Quando você escolhe isso, então escolhe pelo amor. Você muda sua direção. Você deixa de descer mais fundo na separação e começa a ir, em vez disso, na direção da unidade. Como a luz de que estamos falando é a luz da unidade, se você permanecer nessa escolha, verá a luz. E terá seu primeiro Evento de Singularidade.

Então você saberá além de qualquer dúvida que está no caminho de volta para casa. À medida que você mantém o rumo, você evoluirá, crescerá e se curará e, no devido tempo, experimentará momentos adicionais de conhecimento da unidade – mais Eventos de Singularidade. No final, isso o levará até o limite da separação, onde você poderá escolher sair de vez.


Z: Acho que entendi. Obrigado!

Outra pergunta que tem ficado na minha cabeça é: "Por que 2012?"Cansei da ideia de que todos seremos salvos por unicórnios e fadas entregando marshmallows grátis e distribuindo pó de glitter pelo mundo todo no final de 2012 porque... bem... porque eu procurei muito e isso não aconteceu. Então, quando começamos a reescrever este capítulo, eu meio que esperava que você se afastasse completamente dessa data e dissesse que ela era, na verdade, irrelevante. Mas você não fez isso. Você disse que ainda é significativo. Você pode explicar?


A-D: A resposta completa é extremamente complexa. Para que você compreenda, teria que entender exatamente quais são as dimensões dessa realidade, quais são as densidades da consciência e exatamente o que é espaço e tempo. Só então você poderia realmente entender o contexto da resposta para "Por que 2012?"


Z: Ok, mas... de verdade... Preciso dessa informação agora! Tudo que você me contou sempre parece voltar para essas informações cruciais e agora realmente sinto que há como não seguir adiante sem isso.


A-D: Ok então! Parece que chegamos ao fim desta conversa. Parece que não podemos ir além sem ter uma compreensão profunda dessas verdades. Assim, finalmente chegou a hora de você começar suas "conversas oficialmente gravadas" com nosso muito amado e estimado parceiro de alma, 8.

Então você pode começar seu próximo capítulo e dar o título "O que é a Verdade?" e com isso você pode começar a conversar com 8. Há uma série de informações realmente importantes que ele precisa compartilhar para aumentar sua capacidade de liberar seus bloqueios e medos e, quando estiver pronto, ele explicará tudo isso que lhe deixa tão ansioso. E quando você finalmente compreender espaço, tempo, dimensões e densidades... Então você deveria perguntar novamente: "Por que 2012?"


Z: Fantástico! Eu estava me perguntando mesmo quando começaria a falar com o 8. E faremos isso no capítulo 8! Perfeito.


A-D: Nada é por acaso, amado.


Z: Ok. Muito obrigado, A-D. Tem sido simplesmente incrível conversar com você. Os últimos sete capítulos foram algumas das conversas mais incríveis da minha vida. Eu te amo tanto! Obrigado!


A-D: Perfeito. De nada.


Z: E agora vou falar com o 8...

Texto original em inglês no Capítulo 7 do Livro 1 dos Documentos da Ascensão https://zingdad.com/publications/books/the-ascension-papers-book-1

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