Fim de jogo - saindo da Dualidade, por zingdad
- Taís

- 14 de abr.
- 27 min de leitura
Como podemos sair da Dualidade muito antes de um Evento de Colheita da humanidade? O que é a consciência de Unidade? Como podemos experimentar a consciência de Unidade aqui nessa vida humana?
Confira a primeira parte deste texto em https://www.akashemoto.com.br/post/deuses-ets-bons-e-maus-por-zingdad
Agora começamos...
A História dos Sombrícolas, Parte 3
Você deve entender que os do terceiro grupo, os Unificadores, não se definem em termos de a quem servem. Eles não necessariamente servem a si mesmos ou ao "outro" . Eles sabem que o "outro" e o "eu" são, em última análise, o mesmo ser. Eles sabem que o que você faz com o "outro", você faz automática e diretamente com o Eu. Então, embora sejam bons, amorosos e gentis como regra (porque é isso que gostariam que fizessem com eles), eles não entram automaticamente em modo de servir a si mesmos ou aos outros. Toda a noção de "serviço" não tem grande importância para eles. Em vez disso, o que geralmente move tal ser é a pura expressão do Eu. Um Unificador compreende que cada partícula da Unidade é absoluta e completamente única. E se cada um encontrasse aquilo que é sua maior felicidade e simplesmente expressasse isso, então tudo ficaria bem. Porque, veja, nenhum ser em lugar nenhum é igual ao outro. Então, a maior felicidade de dois seres jamais seria exatamente a mesma. Cada um será amado e valorizado por algo único que tem a oferecer. E o que o ser oferecer será perfeitamente necessário em algum lugar.
Para os Unificadores, não há escassez, nem competição. Há equilíbrio e perfeição. Em vez de agir rapidamente, esses seres escolhem simplesmente existir. Para explorar e ver. Para caminhar até o coração de Deus e encontrar o que os chama a dar seu dom único e maior. Eles se expressam em puro amor e alegria.
Z: Que lindo. Mas realmente não entendo uma coisa. Como você pode ser UM com todos e com tudo sem se perder? Ou seja, eu entendo a unidade conceitualmente, mas se for literalmente verdade que não há separação entre você e qualquer outro ser... Como você ainda seria você?
A-D: Sua pergunta é sobre individualidade. Sobre perder sua identidade. Vamos deixar de lado por um momento a história dos Sombrícolas para um rápido desvio. Lembra que na nossa primeira conversa, no Capítulo 2 desta obra, prometi contar sobre "A Metáfora do Arco-Íris"?
Z: Ah, sim. Agora que você mencionou, lembrei.
A-D: Bem, aqui está...
A Metáfora do Arco-Íris
Imagine um arco-íris e que você é uma das cores.
Você e todos seus irmãos e irmãs de cores podem parecer individuais e separados lá no céu. Mas são mesmo?
Z: Ah, entendi. Não. As cores são contínuas, né?
A-D: Sim, o que você vê, na verdade, é uma distribuição uniforme, ininterrupta e sem divisões das frequências da luz. O observador é quem decide, em sua mente, agrupar uma parte das frequências como amarelo e outra área como verde, por exemplo. Mas, na realidade, não há um local onde uma cor termina e outra começa. Não existe, em nenhum sentido real, uma "banda" de qualquer cor. Mas você pode escolher imaginar assim.
Z: Então você está dizendo que todas as cores são realmente uma só. Apenas parecem separadas lá no céu. Disso, podemos entender como um ser pode se perceber como tendo uma natureza diferente ou única, mas ao mesmo tempo saber que na verdade também faz parte da luz branca brilhante do UM.
A-D: Gostei. Sim. Mas podemos observar outra coisa agradável da analogia do arco-íris. Que tal o fato de que, claro, não existe um arco-íris ali? É tudo ilusão. Existe luz e umidade. A interação entre essas duas coisas faz você acreditar que vê cores no céu. Mas o que você realmente está vendo? Gotas de chuva? Ou raios de sol?
Z: Ambos, eu acho.
A-D: Mas então por que uma pessoa diferente, em outro lugar veria o arco-íris em um local diferente de você? Porque dois observadores a poucos metros de distância estão realmente vendo a luz refletir em diferentes gotas de chuva. Ou seja, existe um terceiro componente. A luz, a umidade e... Você, o observador. Sua perspectiva absolutamente única é o terceiro componente. Para cada observador, o arco-íris parecerá um pouco diferente. Porque obviamente, ele estará em um local diferente dependendo de onde o observador está.
Z: E a grande verdade espiritual que tiramos disso seria...
A-D: Parece que tenho que fazer todo o trabalho... Ok. Voltemos para você e todos seus irmãos e irmãs de cores. Você não existe no vácuo. Você tem suas próprias experiências, mas cada observador, cada ser com quem você interage, lhe vê de forma um pouco diferente. Você é recriado na mente de todos os outros com quem você terá alguma interação. E você deve refletir profundamente sobre isso. Quero que você pense nisso porque é uma noção muito importante que surgirá novamente conforme nosso diálogo se desenrolar.
Z: Espera aí. Mas... se eu for eu; digamos que eu seja a cor amarela desse arco-íris. E cem pessoas me veem e cada uma me vê de um jeito um pouco diferente... Qual versão de mim sou eu?
A-D: Esse é um ponto interessante. Outro ponto é: eles te veem como você é? Ou eles te veem como eles são?
Z: Ah, é mesmo! Voltamos nisso.
A-D: Sim, voltamos. Mas espero que você possa ver na metáfora do arco-íris que é muito possível ter sua própria identidade única e individual, com suas próprias características e natureza, e ainda assim estar absolutamente consciente da sua unidade com todas as outras cores e até mesmo estar ciente da sua unidade com todos os observadores e da sua unidade com todos os outros fenômenos que compõem sua existência.
Z: Uau, sim. Muito legal, obrigado.
A-D: E agora precisamos voltar à nossa parábola, não?
Z: Nossa! Sim. Está virando uma conversa épica! Então, ok, dissemos que havia Unificadores que acreditavam que tudo era UM. E por isso não saíam correndo para ajudar ninguém em particular. Eles só observavam as coisas e ficavam por perto.
A-D: Eles estavam envolvidos em ser e em observar o que é. Sim.
Z: Eles não ficavam entediados?
A-D: Muito, muito longe disso. Na verdade, pelo contrário. Quanto menos você faz e quanto mais simplesmente é, mais próximo você está de Deus. Quero dizer que a experiência de você mesmo se eleva e você pode ser uma versão cada vez maior de si mesmo. Você pode expandir sua consciência. As experiências mais magníficas, transcendentais e abençoadas que as pessoas já tiveram em meditação profunda acontecem estando realmente quieto e parado. Sem pensar ou ter um único pensamento. Só sendo.
Z: Ok. Então, na prática, o que os Unificadores experimentaram?
A-D: É impossível juntar todas as experiências deles. O que eles experimentaram dependia do que estavam criando. Mas para facilitar um pouco, vamos escolher um deles e ver o que ele viveu?
Z: Ok. Ele tem um nome?
A-D: Está bem. Vamos chamá-lo de... Feliz.
Z: Feliz? Como nos sete anões?
A-D: Se quiser. Ou talvez Feliz, como em Alegria, ou talvez até Alegria-Divina.
Z: Ah, é mesmo! Essa história é sobre você então?
A-D: É uma parábola. Uma história que ilustra algo sobre a vida. É sobre todos nós.
Z: Ok. Por favor, continue. O que aconteceu com Feliz?
A-D: Bem, veja, Feliz era o tipo de ser que amava a vida. Adorava experiências. Adorava ver e conhecer as coisas. Ele encontrava alegria em todas as experiências. Por isso chamamos ele de "Feliz". Era isso que ele era, e felicidade era o que ele buscava. Então, quando subiu pela primeira vez no andaime e chegou às Terras Brilhantes, olhou ao redor e ficou maravilhado com a beleza que viu. Ele se permitiu ficar realmente quieto e, com grande reverência no coração, apreciar profundamente o encanto de tudo aquilo. Ele percebeu, depois de um tempo, que fazendo exatamente isso, ele ficava cada vez mais brilhante. Ele começou a ver mais / e o mundo lhe mostrou cada vez mais magnificência e esplendor. Ele começou a perceber que, fechando os olhos, liberando sua intenção e simplesmente experimentando reverente e alegremente tudo o que lhe era trazido, podia embarcar em jornadas verdadeiramente maravilhosas dentro de sua própria consciência. E então, um dia, ele teve um insight. Ele descobriu outro novo nível de existência.
Z: Você quer dizer acima das Terras Brilhantes?
A-D: De certa forma. Ele percebeu que as Terras Brilhantes são brilhantes, não por causa do lugar, mas porque os habitantes têm um certo nível de consciência. Isso significava para ele que, obviamente, não eram as Terras Sombrias que eram escuras ou as Terras Brilhantes que eram brilhantes. A diferença eram os seres que escolhiam experimentá-las; o nível de consciência deles e as verdades que eles guardavam sobre si mesmos. Então, ele desejou uma verdade ainda maior. Ele percebeu que não ficava acima, além ou fora de si mesmo. Ele percebeu que a mudança viria de dentro, da mesma forma que aconteceu quando ele e os outros ascenderam às Terras Brilhantes. Então ele ficou quieto e olhou para dentro. Ele acalmou a mente e esperou pela luz. Demorou um pouco para acertar a disciplina, mas eventualmente chegou a um novo nível de consciência. Dentro de si, ele encontrou realidades totalmente novas. Ele encontrou um novo nível de ser. Ele encontrou um lugar onde não era só um ser com alguma luz interior, mas sim um ser realmente feito de pura luz! E ali, dentro de si, podia interagir com outros seres de luz. Ele e todos brincaram, amaram e criaram juntos. Eles eram UM, e ainda eram indivíduos.
Z: Como o arco-íris.
A-D: Exatamente. Finalmente, neste nível, ele realmente se experimentava como uma cor do arco-íris que é um com todas as outras cores... mas ainda consciente do Eu.
Z: E o que aconteceu depois?
A-D: Bem, agora poderíamos dizer, "Ele viveu feliz para sempre", e seria verdade. Também poderíamos dizer: "Ele conseguiu exatamente o que criou", porque isso é sempre verdade. Mas aí a história ficaria um pouco inacabada. Veja, no nível de realidade que ele alcançou, no nível do corpo de luz, ele também estava ciente de inúmeras outras realidades. Ele e os outros seres de luz criaram um número infinito de realidades e brincaram nas criações. E ele também estava ciente de outras realidades que não criou, mas que podia explorar e ver o que outros haviam criado. Além disso, ele estava consciente de si mesmo como um ser que vivia em muitas, muitas realidades. Realidades além do incontável o hospedavam de uma forma ou de outra. E tudo isso acontecia no agora para ele.
Z: Como assim?
A-D: Bem, sabe o que você chama de "lembrança"? Para ele, não era uma tentativa de trazer algo à mente. Não. Para ele, estava bem ali, no momento que desejava lembrar. Por exemplo, se você tentasse lembrar da sua infância, de repente, estaria lá. De repente, você seria um menino de três anos no jardim da sua mãe brincando no balanço. Era assim para ele. Exceto, é claro, que ele tinha acesso, literalmente, a um número infinito de "vidas" em um número infinito de realidades.
Z: Tipo, muitas, muitas encarnações?
A-D: Mais ou menos. Digo "vidas" entre aspas porque a maioria delas eram experiências completamente diferentes do que você entende como uma vida inteira. Realidades completamente diferentes.
Z: É difícil de explicar?
A-D: Muito. Podemos tentar outra hora. O ponto aqui é que Feliz conseguia passar, segundo sua vontade, de um estado de ser, no qual estava em sua própria felicidade interior e conhecimento perfeito, para qualquer um de um número infinito de estados de fazer e experimentar. E ele fez isso. E foi maravilhoso e lindo. E, claro, ele também se percebeu como algo maior ainda. Mas é outra história. Voltando nessa história, direi simplesmente o seguinte: Feliz guardava em sua consciência uma memória. Ele se lembrava das Terras Sombrias, de estar ali. Fazendo isso, ele ficou na presença de outros seres de luz que também estavam se lembrando disso. Eles lembravam da dor de pedir ajuda. Eles se lembraram e estavam lá juntos, em seus corpos de luz mais verdadeiros.
Z: Nas Terras Sombrias?
A-D: Sim.
Z: E o que eles fizeram?
A-D: Você não tem prestado atenção, né? Eles não fizeram nada, lembra? Só estavam lá.
Z: Nossa! Que legal! Eles voltaram para si mesmos e salvaram a si mesmos!
A-D: Salvaram?! Não acho que eles se "salvaram". Eles se amavam. Eles foram lá para ficar com a memória do Eu e, desta vez, viram que não havia apenas algumas linhas do tempo e algumas partes na história. Desta vez, eles conseguiram ver com clareza suficiente que havia um número infinito de versões da história, cada uma com um número infinito de linhas do tempo. E viram que, em uma das versões da história, todos os seres – os Sombrícolas, os seres do SAO, os seres SASM, os unificadores – todos eles, encontraram um caminho de volta à unidade. Cada um fez isso à sua maneira. Em uma versão da história ou outra, todos encontraram o caminho de volta para casa. E ainda assim... sempre existem também histórias em que um número suficiente deles não encontra a unidade para que a história ainda possa acontecer.
Z: Ãhn... Desculpa... Não entendi muito bem.
A-D: Você está dentro do tempo e, portanto, pensa de forma limitada em termos de tempo linear. Mas deixe-me explicar. Fora do tempo, um ser pode estar em quantos lugares quiser. Pode estar na realidade das Terras Sombrias e também em casa com a unidade. Tal ser pode então desempenhar muitos papéis. Pode ser um Realista de coração duro e, ao mesmo tempo, um Sonhador de olhos brilhantes e, ao mesmo tempo, um Lumícola e ao mesmo tempo um Ser de Luz. E muitas, muitas outras coisas além disso. Sendo assim, não há contradição. É apenas uma questão de perspectiva. E é assim para você também. Agora você tem a perspectiva bastante interessante de ser apenas um ser humano no planeta Terra. Mas você é muitas outras coisas além disso, incluindo ser eu, Alegria-Divina. E, em algum nível, cada pessoa na Terra também é um ser de luz que conhece a unidade de tudo. E, em algum nível, cada pessoa na Terra realmente é Deus.
Z: Uau. Que conceito grande.
A-D: É, e dará um pouco de trabalho para você realmente entender. Mas não há pressa – continuaremos conversando e abordando isso de maneiras novas e diferentes até funcionar.
Z: Obrigado. Mas... Hum... este capítulo deveria ser sobre as "Implicações da Unidade". Sei que estamos falando sobre isso, que tudo está perfeito e tudo o mais, mas...
A-D: Mas você quer que eu fale sobre o que o título diz?
Z: Sim, por favor.
A-D: Muito bom. Isso viria em seguida mesmo. Eu queria ilustrar que existem muitos níveis de existência aqui na sua realidade. Existe o nível mais profundo – onde você reside atualmente – e onde você pode esquecer completamente que é UM. Há um ou dois níveis acima disso, em que ainda é possível, se você escolher, continuar escondendo de si mesmo a unidade de tudo. Mas só é possível entrar em si mesmo até certo ponto antes de ser forçado a confrontar e aceitar o fato... de que tudo é real e verdadeiramente UM. Se você se recusar a ver isso e a tornar isso verdade para si mesmo, pode continuar pelo tempo que quiser em um estado de separação e dualidade. Onde existem muitas coisas incríveis para fazer e muitas experiências maravilhosas, mas você simplesmente nunca irá além de certo ponto. Por outro lado, quando você aceita a unidade como um fato fundamental do seu ser, não só você pode ir além desse ponto, mas também ganha acesso a reinos infinitos além disso.
Z: Deixe ver se eu entendi... Seres que não acreditam na unidade de tudo recebem o que acreditam, a separação.
A-D: Sim.
Z: E isso os limita.
A-D: Sim. Ser um com Deus obviamente torna você infinitamente mais poderoso do que estar separado. Ironicamente, quando você é um com Deus, mesmo quem não acredita que é um com Deus também é um com você.
Z: Hã?
A-D: É difícil de entender, eu sei. Usemos você mesmo como exemplo. Você está dentro de mim. Todas as suas experiências também são minhas. Você pode acreditar que está separado de mim se quiser, mas eu sei que não está. Sei que você é um aspecto de mim que está cumprindo perfeitamente seu papel ao me trazer as experiências que desejo. Você não pode deixar de servir à minha agenda. Se você não quiser reconhecer esse fato, pode servir à minha agenda enquanto escolhe a separação e a dor de ficar sozinho. Ou você pode reconhecer a verdade da unidade, harmonizar-se comigo e perceber que eu também estou servindo à sua agenda - aí você pode viajar comigo em unidade amorosa e alegria. Então é uma constatação importante. Tudo é um com Deus e está dentro de Deus. Mesmo quem não consegue ver isso. E quem não consegue enxergar isso fica em desarmonia e sente que luta contra a correnteza para atingir qualquer coisa. Mas quem escolhe ver isso, desperta de repente para uma realidade infinita e sem fim, repleta de seres que desejam trabalhar e cocriar com eles. Desperta para seu verdadeiro poder e dons e se vê cercados por outros, com poder verdadeiro e dons que se complementam perfeitamente.
Z: Isso começa a fazer sentido para mim.
A-D: Voltaremos nisso até ficar perfeitamente enraizado em sua consciência. Quero que você entenda que existe um nível de consciência no qual todos os seres conhecem sua própria unidade essencial. Seres nesse nível são os Eus Interiores de todos os encarnados com você no planeta Terra e que não conhecem sua própria unidade. Embora esses Eus Exteriores que residem em separação possam decidir ferir ou até matar uns aos outros, os Eus Interiores que conhecem a unidade sabem que isso é apenas uma experiência muito temporária e ilusória. Eles sabem que os combatentes são na verdade como atores que fingem se matar e que, na verdade, só existe amor entre eles. Para os Eus-Interiores, isso é verdade. Eles se amam porque são UM. Nesse nível de realidade, eles sabem que é impossível desejar realmente machucar um ao outro. Eles sabem que ferir ao outro é ferir a si mesmos. De verdade. Para eles, não há diferença. O que tal ser fizer com o outro, fará instantaneamente consigo mesmo.
Z: Porque eles são UM único ser?
A-D: Sim, exatamente. UM que também é muitos. Muitos que são realmente UM.
Z: Então, nesse nível não encontraríamos coisas feias. Ou seja, ninguém atacaria ou machucaria o outro. Ninguém tentaria manipular ou tirar do outro, certo?
A-D: Só acontece se ambas as partes concordarem antecipadamente.
Z: E isso acontece?
A-D: Mas claro! Como você acha que seu mundo é como é? Como existem dentro dos seres de luz manifestações que fazem todas essas coisas uns com os outros? Tudo é acordado antecipadamente. Sempre existe um contrato.
Z: Se uma pessoa machuca ou manipula outra, então seu Ser de Luz concordou com isso?
A-D: Sim. É o que estou dizendo. Vocês na Terra estão dentro de nós. Vocês são nossas criações e nós, as suas. Juntos, criamos o mundo inteiro que você vivencia. Vocês atraem certas experiências para si mesmos com seus pensamentos e crenças, com suas ideias sobre si mesmos. Fazemos parte disso. Fazemos todo tipo de facilitação, em um sentido maior, para que tudo ocorra exatamente conforme o planejado.
Z: Isso não faz sentido. E o livre-arbítrio?
A-D: Ah, com certeza, você tem livre-arbítrio! Fazemos toda essa facilitação precisamente para que todos tenham livre-arbítrio. Para que o livre-arbítrio de ninguém seja anulado.
Z: Explique...
A-D: Bem, e se você, com seus pensamentos, escolhas e crenças, criasse para si mesmo uma circunstância em que quisesse sentir como é ser um agressor? Digamos que você quisesse cometer algum crime em que sentisse que ganhou algum poder sobre alguém. Como parte da sua jornada da alma, você escolhesse isso. Então, como isso seria feito? Teríamos que encontrar um parceiro para você; alguém disposto a ser a outra metade dessa transação. Haverá alguém por aí que, por motivos próprios, escolherá ver como é ser uma vítima.
Z: Você está dizendo que pessoas que passaram por coisas ruins escolheram isso?
A-D: Sim. Esse é frequentemente o momento em que as pessoas ficam na dúvida. Elas frequentemente se afastam da verdade porque não conseguem aceitar que elas mesmas criaram as "coisas ruins" que aconteceram com elas. Imediatamente retrucam: "E uma criança que foi estuprada?" ou alguma experiência igualmente horrível. E insistirão que não há como uma pessoa escolher isso.
Z: Mas você está dizendo que sim?
A-D: Sim. Sei que será difícil para alguns aceitarem isso. É por isso que uma mensagem como a minha não é para todos. Nem todos estão prontos para ouvir isso. Muitos ainda precisam que exista um "outro malvado". Eles querem e precisam acreditar que existem seres malvados fora de si mesmos que criam todo o mal que acontece no mundo. Eles querem continuar sendo vítimas de suas circunstâncias. E está perfeito. Se as pessoas quiserem permanecer nesse nível de percepção por um tempo, não há nada de errado. Mas se você estiver disposto a avançar para um nível mais empoderado de consciência, então ofereço outra forma de pensar. E digo algo bem simples: você é o criador da sua própria realidade. Sendo assim, então obviamente você também não pode ser vítima da sua realidade! "Vítima" e "criador" são dois estados opostos. Estou dizendo que você já é o criador da sua realidade. Você escolheu esquecer isso para poder jogar esse jogo agora. Você pode continuar no esquecimento se quiser. Aí, você está criando: "Eu não sou o criador da minha realidade". E, se você está criando isso, então também está criando: "Eu sou uma vítima das minhas circunstâncias". E se você está criando isso, experimentará isso, porque...
"Você sempre recebe exatamente o que cria"
Assim, você criará para si mesmo oportunidades de experimentar a vitimização. Daí as chamadas "coisas ruins" que você permite que aconteçam. Você continuará tendo essas experiências até ter um novo pensamento, até decidir retomar seu poder e parar de ser uma vítima. Até decidir assumir a responsabilidade e se tornar um criador. E quando acontecer, as coisas começarão a mudar. Quanto mais você acredita que é o criador da sua realidade, mais você experimenta isso e vê tudo o que você experimenta como resultado direto das suas escolhas.
Z: Como a "luz" na parábola!
A-D: Isso! Agora você também está começando a ver a luz!
Z: Ah! Gostei do trocadilho. Então, se acreditamos que somos vítimas, teremos experiências de vítima negociadas pelo nosso Eu Interior.
A-D: Certo.
Z: Até estarmos prontos para descobrir que criamos todas as experiências, superá-las e começar a criar experiências que gostamos mais.
A-D: Correto.
Z: Então nos tornamos, cada vez mais poderosamente, os criadores da nossa própria realidade.
A-D: Sim.
Z: Mas e as crianças? Você usou o exemplo de uma criança que foi estuprada. Com certeza é injusto esperar que uma criança pequena escolha transcender seu status de vítima, não?
A-D: Esse é um tema emocionalmente carregado e posso entender facilmente por que é difícil para você. Mas você precisa entender que uma criança não é mais nem menos uma expressão de um ser espiritual do que um adulto. Você mesmo teve uma experiência bem horrível como uma criança com deficiência em uma outra vida.
Z: Sim. Compartilhei isso com nossos leitores. (Nota de Zingdad: no Capítulo 1)
A-D: Bem, quando você finalmente entender sua história corretamente, começará a ver a simetria das suas escolhas. Você verá como essas vidas se equilibram e como essas experiências chegaram a você como resultado das suas escolhas e decisões. Você foi um predador sexual em uma vida e foi abusado sexualmente em outra. Surpreendentemente, você entenderá até que seu agressor e suas vítimas vêm todos do mesmo ser de luz. Em outras palavras, você e o outro ser de luz trocaram papéis para que ambos pudessem realmente entender, vivenciando isso pessoalmente. No Capítulo 5, eu disse que, se você encontrasse algo em outro ser que você não tivesse encontrado em si mesmo, não entenderia. Isso lhe deixaria intrigado. Você provavelmente julgaria o outro. Mas se você tivesse experimentado por si mesmo, teria muito mais chance de achar compaixão e, assim, ajudar o outro ser a encontrar cura. É, na verdade, a autocompreensão que permite que você sirva ao outro. Suas experiências em outras vidas podem ser usadas, se quiser, para sentir empatia profunda pelos que estão profundamente em um estado de vítima, porque você esteve lá, e também pôde encontrar compaixão pelos agressores porque sabe que você também é capaz de ser um abusador. Esse é um dos resultados das suas escolhas. O ponto a lembrar aqui é:
"Se você não consegue ver a perfeição, então está perto demais da imagem."
Z: Nossa, sim! Isso faz mais sentido aqui.
A-D: E pode ser ilustrado de forma mais contundente pelo horror de um inocente, como uma criança, por exemplo, passando por alguma experiência abusiva. Ver isso parece muito errado, muito injusto. Tão inexplicavelmente incongruente com a existência de um Deus amoroso. E como eu poderia dizer que você está errado em sentir isso? Não posso. Mas digo que chegará um momento em que você ficará longe o suficiente da imagem para ver a perfeição. Também sei que, se eu dissesse isso quando seu filho fosse abusado, você diria "nunca!" E você me acharia um monstro só por sugerir isso. As coisas funcionam assim. Seres que escolhem um status de vítima, por definição, não conseguem ver que estão fazendo isso. Se vissem, perceberiam que estão criando sua própria realidade e não seriam mais vítimas. Na verdade, é meio que um dilema. A única saída é você escolher assumir a responsabilidade, decidir ser o criador da sua própria realidade e gastar um tempo para permitir que isso se torne verdade para você. Mas certamente não é algo que todos conseguirão ouvir.
Z: E os abusadores? Eles não sabem que são os criadores da própria realidade?
A-D: Não. Mas é uma excelente pergunta. Você lembra que eu disse que havia um triângulo vítima/agressor/salvador?
Z: Lembro.
A-D: Bem, parece assim para quem não sabe que é o criador da própria realidade. Parece que eles estão sempre em um dos três papéis em relação aos outros. Mas não parece assim de uma perspectiva mais ampla. De uma perspectiva mais elevada, só existe criador e vítima.
Z: O que acontece com o salvador e o agressor?
A-D: Se você olhar com atenção, verá que ambos são apenas vítimas. Desafio você a encontrar qualquer abusador. Olhe bem para as histórias deles. Você descobrirá, prometo, que eles terminaram agindo como abusadores porque se consideravam vítimas. Foi por causa da própria crença em sua própria condição de vítima que agiram como agiram.
Z: Sempre?
A-D: Sempre. Todos os piores criminosos nas suas prisões tiveram as piores circunstâncias na infância. Todos estão traumatizados em suas próprias psiques. Se a psique deles fosse curada e amada, então não expressariam raiva pelo mundo em geral. Veja o que acontece quando um dos agressores encontra cura, amor-próprio e aceitação. Ele se transforma. Ele se torna um agente do bem. Então, claramente sua natureza de agressor está ligada ao seu próprio senso de vítima.
Z: Hmm... então os abusadores são na verdade vítimas. E quanto aos salvadores?
A-D: Também são vítimas, mas muitas vezes é o último passo antes de se libertarem da condição de vítima. É uma forma de continuar no jogo vítima/agressor, sem ser ativamente nenhum dos dois. Veja, antes de deixar a vítima/agressor para trás, você precisará se curar da dor e do trauma que sente que foram infligidos enquanto estava no jogo. Você pode fazer isso tentando ajudar outros em circunstâncias semelhantes. Você pode reverter sua dor e transformá-la em algo útil. Você pode superar isso sendo um farol de amor. Por exemplo, uma vítima de estupro pode criar um grupo de aconselhamento e defesa. Você frequentemente descobre que as pessoas que originaram tais iniciativas foram vítimas que se ergueram e retomaram seu poder. Ou às vezes existem até mesmo abusadores que decidiram se redimir. Seres que querem acabar com a vítima/abusador frequentemente passam por um ciclo de salvador antes de abandonarem o jogo. Existem também outros motivos para ser salvador. Às vezes, o salvador simplesmente deseja se sentir "nobre". Deseja conquistar amor-próprio com suas boas ações. Frequentemente, resulta em um tipo de salvador que interfere de uma forma que a vítima não aprecia muito. Outro caso seria um abusador reformado. Por exemplo, um marido, que por anos cometeu abuso conjugal, pode iniciar um "grupo de homens" no qual os homens se apoiam mutuamente para encontrar formas de lidar com a raiva e o desempoderamento. Existem muitas variações e não posso mencionar todas. Simplesmente defendo que vítimas, agressores e salvadores ainda acreditam que são, em última análise, vítimas. Os seres criadores, por outro lado, sabem que todos são seres criadores. Que tudo é perfeito. Que não há nada nem ninguém que precise ser consertado. É sempre perfeito.
Z: Mas isso me soa indiferente e cruel.
A-D: Por quê?
Z: Bem, significa que, se eu vejo alguém sofrendo, devo ignorá-lo e simplesmente dizer: "Ah, você criou isso para si mesmo".
A-D: Você poderia. Mas lembre-se, a cada momento, a cada pensamento e a cada ação, você está criando sua realidade e a si mesmo. Se você for um ser criador, sabe disso. Então, se você vê a dor de outra pessoa, na verdade, de certa forma isso está em você. Você precisa decidir o que fazer. Você deve escolher.
Z: Mas...
A-D: Deixe-me terminar. Você, onde está agora, vivendo na Terra, não conhece a unidade de tudo. Não importa o quão avançada seja sua consciência. Por definição, para que você esteja na Terra, você deve ver os outros apenas como outros. Você ainda não está na verdadeira consciência da unidade. Se estivesse, estaria aqui comigo. Não lá embaixo, na Terra. Então você pode aceitar o que digo de forma intelectual, mas ainda não vivencia isso como sua realidade. Certo?
Z: Sim, verdade.
A-D: Então você ainda vê esse outro que está sofrendo como um "outro". Você ainda pensa que a dor que está observando é a dor dele, não a sua. E, naquele momento, você é chamado a decidir o que fazer com o que observa. E sua resposta a esse chamado vai definir quem você é naquele momento.
Z: Aff! Agora fiquei confuso. Então, o que devo fazer? Devo ajudar todo mundo ou deixar que eles criem por si mesmos?
A-D: Ah. Agora chegamos à questão ética e moral. Muito bom. Lembra que foi disso que tudo começou? Você disse que queria saber como seria entender moral e eticamente que tudo é UM.
Z: Ah, é. Parece que foi um milhão de páginas atrás!
A-D: É mesmo. Desde então, fizemos uma pequena jornada. Para responder a essa pergunta, pedirei que você reflita sobre a história dos Sombrícolas. Havia seres de consciência de muitos tipos diferentes na história. Havia os Sombrícolas que permaneciam indecisos sobre como desejavam se criar. Depois, havia os Lumícolas, que escolheram entre três expressões: os seres SAO e SASM conscientes da dualidade e os Unificadores conscientes da unidade. De todos eles, apenas os Unificadores conheciam a unidade de tudo. Então, se você quer entender a moralidade da consciência da unidade, deveria reler como os Unificadores se comportavam.
Unificadores sabem que você e eles são essencialmente o mesmo ser. Por isso, eles olham para você com amor e compaixão. Eles não veem você ou suas escolhas como "erradas". Eles não te julgam e não têm pena de você (pois isso também é julgamento!) Se você pedir ajuda, então os Unificadores virão em seu auxílio de uma forma que, na verdade deles, é a melhor forma de fazê-lo. Não significa que eles correrão para te salvar, nem darão tudo o que você pedir. Porque muitas vezes o que você implora é justamente o que vai te manter em um estado de separação e dor. Então eles ajudarão como eles mesmos gostariam de ser ajudados, de uma forma que você perceba que você é o criador da sua própria realidade e uma parte indivisível da unidade.
Darei um exemplo prático. Se você me disser, "Por favor, A-D, conserte minha vida porque está uma bagunça" e eu correr para consertar, então o que você e eu realmente estamos dizendo? Estamos dizendo que você é incapaz e que não é o criador da sua realidade. Certo? Mas veja, eu sei que você é eu e eu sou você. Portanto, estaria dizendo que eu também sou incapaz e não sou o criador da minha realidade. O que torna impossível que eu lhe ajude. Então nada acontece. Viu?
Z: Que lindo... Ok. Então você só pode me ajudar de uma forma que seja congruente com a sua verdade.
A-D: Exatamente! E minha verdade é que tudo é UM com Deus e que todos, sabendo disso ou não, criam sua própria realidade. Não posso fazer nada com você ou por você de uma forma que negue essa verdade. Então, a ajuda que posso e vou oferecer será na forma de assistência que lhe ajude a se ajudar. Isso permite que você entenda com mais força que você é o criador da sua própria realidade. Isso lhe dá as ferramentas para se levantar, pegar as coisas que você não gosta na sua vida e criá-las de forma diferente até que sejam do jeito que você gosta.
Z: Ah! Por isso a luz na parábola é como é. Não entra para mudar as coisas e fazer as coisas do jeito que ela gostaria. Está ali apenas para ajudar quem está pronto para ver que pode escolher diferente e construir a vida como deseja.
A-D: Exatamente. Esse é exatamente o ponto de toda essa parábola. Veja, a luz não está lá para julgar ninguém como errado. Não está lá porque achava que os Sombrícolas eram maus, errados ou incapazes. Lembra como chegou lá? Chegou lá porque muitos Sombrícolas pediam ajuda. Eles chamaram, e o que essencialmente se revelou como um aspecto deles mesmos, respondeu porque se lembrava de sua própria dor interior. Sem julgamentos. Só uma resposta a um chamado. E a resposta não veio na forma de um salvador, nem na forma de um agressor, pois vemos o que acontece com essas respostas – elas apenas mantêm o ciclo. Não, a resposta veio na forma de um presente gentil de amor que cada pessoa pode aceitar ou recusar. E mesmo que rejeitem, não há julgamento. Fica lá para aceitarem depois. E quando aceitam, não há exigências sobre o que devem fazer. Sempre podem criar exatamente o que desejam e sempre receberão o que criam. Assim, podem até usar a luz oferecida para criar dor para si mesmos e para os outros. Se essa for a escolha, eles continuarão recebendo o que criam. E isso continuará até que estejam prontos para ver que isso não lhes traz amor, alegria ou paz.
Conhecer a unidade de tudo é ganhar uma perspectiva muito mais ampla. É ver a perfeição de todas as coisas. E aí você para de julgar os outros e começa a simplesmente discernir o que é certo, bom e verdadeiro para você. Então você vai para onde sua verdade lhe levar, em vez de ser levado pelo julgamento do que está acontecendo ao seu redor.
Ok. Ainda estamos muito longe de terminar de falar sobre a unidade e o que ela significa. Mas sinto que já estabeleci uma base importante. Quero fazer uma pergunta simples. Dado o que expus nesta conversa, você acha que o conhecimento da unidade provavelmente levará a comportamentos antiéticos ou imorais?
Z: Não. Quero agradecer por essa conversa. Porque eu realmente vejo que seres de consciência de unidade só desejarão o que é melhor para todos os outros seres. Me parece que, por definição, eles serão os seres mais amorosos. E que nunca conseguirão fazer algo que sabem ser prejudicial ao outro.
A-D: Ok. Então respondi à pergunta do final do Capítulo 5, que é o que pretendíamos fazer neste Capítulo. E agora, quero concluir fazendo mais um pequeno ponto. Você se lembra de como, algumas páginas atrás, você estava em um turbilhão sobre como essa conversa estava dando errado? Sobre como você perdeu tempo neste capítulo com perguntas irrelevantes?
Z: Sim, lembro.
A-D: Bem, na sua cabeça, naquele ponto, o desperdício na conversa era basicamente a história dos Sombrícolas. Você queria uma resposta para as implicações morais e éticas de conhecer a unidade de todos e sentiu que estávamos divagando enormemente e que era apenas perda de tempo. Mas agora quero destacar que não apenas a história dos Sombrícolas formou a base para uma compreensão muito boa das implicações da unidade, mas também para muitos outros entendimentos futuros. Não apenas fizemos o que nos propusemos, mas também alcançamos muitas outras coisas lindas. Você conseguiu uma resposta para sua pergunta e isso trouxe uma rica compreensão, muito além do que você esperava. Estou certo?
Z: Sim. Com certeza. Essa conversa em particular foi minha favorita até agora. Tenho certeza de que relerei várias vezes.
A-D: Boa ideia. Sugiro que você releia logo. Você perceberá que plantei entendimentos que se abrirão se você reler mais uma ou duas vezes. E se você voltar em um ano, adquirirá outros insights novos e mais profundos. Assim, este capítulo ficou muito mais rico do que seria se fossemos direto ao ponto, respondendo diretamente à sua pergunta, como você queria.
Z: Uau, certamente consigo ver a beleza e a perfeição nisso.
A-D: E isso porque,
"No nível da unidade, todas as coisas sempre conspiram para o maior bem."
Que é outra forma de dizer,
"Tudo é sempre perfeito."
E, correndo o risco de bater demais na mesma tecla,
"Se você não consegue ver a perfeição, então está perto demais da imagem."
Z: Isso é incrível, A-D! Obrigado por trazer tudo isso tão poderosamente.
Mas tenho que admitir... Ainda tem algo que me incomoda nisso tudo.
A-D: Que seria...?
Z: Tudo bem você falar sobre toda essa coisa de unidade, mas... bem... eu estou aqui no planeta Terra fazendo o meu melhor para entender as coisas, para ser uma boa pessoa. Mas com toda essa busca espiritual... ainda assim estou separado de você, de Deus e de tudo mais! Eu entendo o que você diz. Mas para mim, tudo isso ainda é só teórico. Minha experiência pessoal direta não é que tudo é um.
A-D: E isso é um problema para você?
Z: Pelo amor de Deus, sim!! Desejo do fundo do meu coração conhecer a unidade de tudo. E falar com você só aumentou esse desejo. Mas ainda não me sinto assim. Quero dizer, tive algumas experiências espirituais maravilhosas na minha vida, mas ainda assim, aqui estou eu, separado de você, de Deus e de todos os outros.
A-D: E? Você tem alguma pergunta?
Z: Sim. Quero saber como vivenciar isso – como saber, como fato direto da minha própria experiência, que sou absoluta e completamente um com Tudo-O-Que-É?
A-D: Fico tão feliz que você tenha perguntado. É a pergunta perfeita para nos levar ao próximo capítulo. Porque o motivo de eu estar aqui nessa realidade está ligado à resposta a essa pergunta e agora é a hora de começar.
Como indiquei, todos em separação queriam estar aqui. Não há erros nisso. E todos que permitiram que uma parte de si mesmo afundasse até a dualidade escolheram isso. Sobre isso, também não houve erros. E é isso que todo ser humano no planeta Terra realmente é: parte de um grande ser espiritual que escolheu experimentar essa parte da realidade. Você está lá porque desejou. Para você, certamente pode parecer que outro ser fez você ir para lá. Na dualidade, você pode pensar que o outro ser é Deus. Você pode pensar que Deus lhe criou ali na dualidade para viver uma existência pequena e confusa. Mas não é assim. Deus não fez isso com você. Você escolheu essa experiência. Aí, para ter a experiência que você desejava, você escolheu atravessar as camadas do Véu do Esquecimento. A cada camada, você esquecia mais quem realmente é. Você escolheu tudo isso. Mas você é a parte de si mesmo que esqueceu quem realmente é.
Z: Eu sou você. Eu sempre fui você. Eu sempre serei você. Mas eu sou a parte de você que esqueceu isso?
A-D: É exatamente o que estou dizendo.
E o mesmo vale para cada um dos seus leitores e para cada outro fragmento de consciência que está com você em sua realidade de dualidade. Vocês são todos seu Eus-Interiores. Vocês são apenas as partes deles que esqueceram isso.
Z: E obviamente o fato de termos esquecido significa que esquecemos que escolhemos esquecer. Esquecemos o esquecimento.
A-D: (sorri) Sim, de fato. E tem mais que você esqueceu.
Vocês esqueceram que cada um de vocês é, na verdade, muito mais amoroso, poderoso e sábio do que podem se imaginar agora.
E como você é amoroso, não abandonará uma parte de si mesmo na separação. Quando chegar a hora de partir, você trabalhará para se curar e devolver as partes fragmentadas perdidas à unidade amorosa.
E como você é poderoso, você recebe o que deseja criar. Você queria cocriar essa realidade de separação e conseguiu exatamente isso. Você queria se sentir completamente separado e sozinho, e conseguiu exatamente isso. Você desejou se redescobrir a partir do total esquecimento e, em maior ou menor grau, todos vocês estão fazendo isso. Quando você terminar com as coisas que queria da separação, quando estiver pronto para partir, você irá embora. E conseguirá exatamente isso.
E como você é sábio, sabe que precisa de amigos para vivenciar as coisas que deseja. Você sabe quais amigos podem ajudar em quais partes de cada tarefa. Você escolhe seus amigos com sabedoria. Isso é igualmente verdade para sua escolha de parceiros de cocriação, tanto para os que ajudariam você a penetrar cada vez mais fundo na separação, a fim de encontrar seu caminho até a dualidade, assim como para os que ajudariam você a despertar a si mesmo e a voltar para a plena lembrança do seu Eu mais ilimitado, eterno e magnífico. Um Eu que é um com a unidade.
E então, agora que você pergunta como pode saber que é um com Tudo o Que É, agora é hora de dizer por que eu, Alegria-Divina, estou aqui nesta realidade. Pois na verdade estou aqui por esse único motivo. Estou aqui para ser esse tipo de parceiro de cocriação que ajuda os outros a despertar.
Z: Ah... sim... De certa forma, acho que sempre soube disso.
Mas não sei como. Como fazemos isso? Como nós, todos nós, cocriamos esse despertar para nós mesmos?
A-D: É um assunto maravilhoso que estou muito animado para compartilhar. É hora de começar o próximo capítulo. Dê o título "Eventos de Singularidade" e então comece a conversa me perguntando: "O que são Eventos de Singularidade?"
Z: Excelente. Farei isso. Tudo isso parece tão fascinante, mas... você me deixou intrigado... O que são Eventos de Singularidade?
A-D: No próximo capítulo, moleque!
Z: Ok (risos). Te vejo lá...
Texto original em inglês no Capítulo 6 do Livro 1 dos Documentos da Ascensão https://zingdad.com/publications/books/the-ascension-papers-book-1