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Deuses & ETs Bons e Maus, por Zingdad

  • Foto do escritor: Taís
    Taís
  • 14 de abr.
  • 27 min de leitura

Em forma de parábola, acompanharemos a história dos Sombrícolas em busca da luz e da ascensão e seus encontros com os 'deuses' do Serviço a Si Mesmos, do Serviço ao Outro e os de consciência de Unidade.

A-D: Por favor, acalme seus medos e dúvidas. Essas conversas certamente terão grande valor. Muito mais do que você pode imaginar agora. Mas isso não é o trabalho! À medida que avançarmos nas conversas, você entenderá realmente qual é nosso trabalho. As conversas funcionam simplesmente como uma espécie de convite para outros viram e cocriarem conosco. Conforme as conversas acontecerem, você terá uma ideia cada vez melhor do valor delas. Portanto, embora seja verdade que essas conversas terão um valor profundo para muitos e irão muito além do que você imagina, tenho que dizer que certamente não é isso para mim. O meu "trabalho" é realizado de maneiras que você ainda não entendeu. Na verdade, eu não preciso "fazer" nada. Eu simplesmente estou aqui. Consigo realizar tudo o que preciso simplesmente sendo aquilo que sou. Eu uso minha energia e a disponibilizo, e isso muda as coisas da maneira desejada.


Z: Como assim? Como você pode mudar as coisas só por "estar lá"? Com certeza você tem que fazer alguma coisa.


A-D: É difícil explicar o poder de "ser" para os humanos da Terra. Vocês só pensam no poder da ação. Vocês acham que são mais poderosos e eficazes quando fazem algo. Mas o oposto é verdade. Fazer apenas diminui seu verdadeiro poder. Mas você não entenderá isso. Deixe-me contar em forma de parábola.


Z: Excelente, uma história!


A-D: Sim, lá vamos nós:


A História dos Sombrícolas


Era uma vez uma raça chamada Sombrícolas. Eles viviam em uma vasta e escura caverna subterrânea. Nenhum dos Sombrícolas jamais tinha saído da caverna, mas seus mitos e lendas falavam de um tempo antigo – um tempo anterior – quando seus deuses desceram das grandes Terras Brilhantes acima, criaram os Sombrícolas na caverna escura, e depois partiram e retornaram às Terras Brilhantes. Diziam que os deuses um dia voltariam e trariam a luz para os Sombrícolas. Os Sombrícolas imaginavam como eram as Terras Brilhantes acima, mas não conseguiam, pois ninguém jamais tinha visto uma única luz. Então, alguns dos Sombrícolas começaram a se sentir limitados por seu mundo sombrio. Eles ansiavam por experimentar o mundo mítico acima. As lendas contavam de paisagens incríveis, espaços abertos e experiências maravilhosas, e isso era muito desejado por alguns dos Sombrícolas. No fundo de seus corações, esses poucos Sombrícolas sentiam que sabiam que ela existia e clamavam por ela. Outros Sombrícolas, claro, disseram que tudo isso era "superstição sem sentido". Disseram que as pessoas deveriam ser práticas e simplesmente seguir com a vida, como ela era, sem desejar bobagens. E assim vemos como surgiram dois tipos: os Sonhadores que ansiavam pela vida além, e os Realistas que se interessavam apenas pela vida mundana. Os Realistas, em vez de perderem tempo com mitos, lendas e sonhos, exploravam a caverna e tentavam entender tudo o que podiam perceber para aproveitar ao máximo a vida que tinham. Eles criavam soluções práticas para seus problemas, em vez de perder tempo com o que estava fora de seu alcance. Mas ainda assim os Sonhadores continuaram sonhando e orando. E então um dia, quando chegou o momento certo, suas preces começaram a ser atendidas de uma forma inesperada. Os deuses enviaram uma luz muito pequena e muito fraca para os Sombrícolas.


Z: Uma luz pequena e fraca? Como isso ajudou?


A-D: Não ajudou. Mas também não doeu. Veja, a luz minúscula e fraca nessa parábola era diferente da luz que você conhece. Foi entregue a cada um dos Sombrícolas... colocada dentro de cada um deles. Mas era tão pequena e tão escura que só os mais atentos notavam algo diferente. Na verdade, era tão pequena e tão tênue que, mesmo que notassem, os Sombrícolas podiam pensar que estavam apenas imaginando. Eles podiam escolher dizer a si mesmos que havia "algo" ou que era apenas sua imaginação e que, na verdade, não era "nada". Se um Sombrícola aceitava a luz, ela aumentava. Veja, o simples desejo de olhar e ver, o simples desejo, fazia a luz aumentar lentamente. E assim, com o tempo, aqueles que desejavam a luz, meditavam sobre ela e trabalhavam com ela, ficavam cada vez mais brilhantes.


Z: Você quer dizer que eles viam mais claramente, né?


A-D: Não, quero dizer que eles mesmos ficaram mais brilhantes. Eles mesmos brilhavam com a luz. Vou repetir: essa luz era diferente da luz que você conhece. Ela foi colocada dentro de cada um dos Sombrícolas. Ao aceitar, prestar atenção, respeitar, cuidar e amar, ela crescia dentro deles. Virava uma luz própria, que brilhava dentro deles e pela qual cada um deles podia ver. E à medida que ficavam mais brilhantes, podiam enxergar cada vez mais longe.


Z: E como isso ajudou?


A-D: Não ajudou. A luz não ajudou em nada. Isso não os tirou da caverna. Não trouxe ferramentas, mapas, instruções, novas informações, nem disse que suas lendas eram verdadeiras ou algo assim. A luz não fazia absolutamente nada além de ser. Simplesmente era o que era. Fez o que toda luz faz... Brilhou. Brilhava de um jeito especial: uma luz suave, cintilante e dourada. Mas ela chegava até eles de forma tão gentil, só aumentando quando era desejada ativamente, que por um bom tempo ninguém falou sobre isso. Veja, no começo, os que notaram a luz e trabalharam para aumentá-la eram os maiores Sonhadores. Eles eram os mais abertos e disponíveis para esse presente. Mas, sendo tão Sonhadores, eles estavam muito acostumados a ouvir que eram loucos, preguiçosos e maus. Eles se acostumaram a não serem ouvidos, a não ter poder nas Terras Sombrias. Então eles não se esforçaram muito para compartilhar a descoberta da luz. A maioria deles achava que era o único tendo essa experiência estranha, mas maravilhosa. Mas não se importavam muito porque, embora sentissem que ninguém mais entenderia, pela primeira vez, como resultado da luz, não se sentiam tão sozinhos.


Z: Então a luz não ajudou. Simplesmente foi... uma luz. Mas como isso respondeu às preces dos Sombrícolas?


A-D: Bem, veja, nem todos rezaram pela luz ou pelo retorno às Terras Brilhantes. Só alguns. Então, se todos os Sombrícolas tivessem sido simplesmente levados para fora da caverna para as Terras Brilhantes, muitos deles teriam recebido o que não queriam. Assim, a luz não fazia nada além de brilhar suavemente, e só para aqueles que a escolhiam e que, por suas ações e decisões, criavam a luz para si mesmos a partir de dentro. Eis a questão... veja, para os Observadores mais ávidos, a luz eventualmente ficou forte o suficiente para que começassem a ver coisas interessantes, como os belos cristais pendurados no teto da caverna. E foi aí que as coisas chegaram ao limite. Alguns dos Observadores notaram uns aos outros olhando para os cristais no teto, e então, pela primeira vez, souberam que não estavam sozinhos! E começaram a conversar. Eles reuniram grupos de Observadores para compartilhar suas experiências e se ajudar mutuamente com dicas e estratégias para aumentar a luz. Alguns não-Observadores vieram ouvir. Alguns se interessaram o suficiente para praticar o que ouviram e também viraram Observadores. A notícia se espalhou e, por um tempo, foi a coisa mais empolgante que aconteceu na caverna. O que teria sido aceitável, exceto pelo fato de que os que escolheram a luz provavelmente eram Sonhadores e os que não escolheram provavelmente eram Realistas. E veja, os Realistas comandavam tudo. Eles tinham o poder, os recursos. Eles faziam as regras. E como eles não escolheram ver e não criaram a luz dentro de si, simplesmente negavam que ela existia. O que não era estranho porque – veja, do ponto de vista deles – se olhassem ao redor, não viam luz nenhuma! Então, para os Realistas, isso era tudo mentira. E não só era mentira, como também era perigosa! Aí, disseram que os Observadores se tornaram um incômodo social. Eles se recusavam a obedecer às ordens e instruções de seus superiores! Eles não eram membros produtivos da sociedade! Toda essa bobagem de "Observadores" estava desestabilizando a sociedade!

Aqueles no poder não podiam proibir a luz ou os Observadores, afinal alegavam que era tudo apenas uma invenção. Então usaram sua influência e poder para ridicularizar qualquer um que falasse disso. As autoridades deles divulgaram que só pessoas loucas tentavam enxergar a luz. Que tudo era mentira. Eles deixaram claro que nenhum Sombrícola bom, saudável e são deveria tentar ver a luz.

"Se você quer saber o que existe lá fora", disseram aqueles no poder, "temos especialistas que podem dizer." Eles eram as autoridades, afinal.

"Tentar Ver é socialmente disruptivo e um absurdo desnecessário. É não- Sombrícola!" declararam.

Mas, claro, eles não conseguiram eliminar os Observadores. Na verdade, a Observação foi crescendo lentamente em popularidade. E então aconteceu que um grupo dos Observadores mais ávidos descobriu algo novo. Eles descobriram que, ao unirem suas luzes como uma só, podiam cocriar uma luz muito, muito mais brilhante. Eles descobriram que conseguiam enxergar bem longe e claramente. E assim eles se reuniam todos os dias e vasculhavam o teto da caverna. Seria apenas uma questão de tempo até verem a fenda no teto, exatamente como descrita nos antigos mitos, como o portal para as Terras Brilhantes acima!

Era o impulso que precisavam! Os Observadores começaram a trabalhar juntos com um fervor jamais visto. Eles reuniram materiais e começaram a construir andaimes para que pudessem subir até a fenda para ver se era a saída. O trabalho deles era ocasionalmente prejudicado pelas autoridades, mas não de forma grave. Veja, as autoridades não tinham luz e, portanto, não podiam ver o que os Observadores estavam fazendo. Portanto, não entendiam seus planos e, como nem sequer podiam admitir o fato de verem a fenda ou de sua existência, não podiam fazer muito para impedir a construção. Então os Observadores continuaram e construíram seus andaimes.

Nossa história chega ao fim aqui, enquanto o andaime dos Observadores se estendia até a fenda. Eles estavam esperançosos e animados. E o resto dos Sombrícolas lá embaixo não sabia de nada. Alguns ouviram falar e ficaram intrigados. Alguns insistiam que aquilo era tudo uma bobagem. O que aconteceu depois? Bem... Infelizmente, é aqui que a parábola termina.


Z: Ah não! Por quê?


A-D: Bem, você fez uma pergunta. Você perguntou como, simplesmente sendo, em vez de fazer, eu poderia realizar meu trabalho. Não foi ?


Z: Sim, foi.


A-D: Bem, vejamos como foi a parábola: você consegue ver na parábola como a luz conseguiu entrar nas Terras Sombrias e como ela pôde, sem fazer nada, trazer opções, escolhas e mudanças? Embora estivesse bem presente, ainda cabia aos Sombrícolas decidir vê-la ou não. E se escolhessem vê-la, poderiam decidir por si mesmos o que fariam. Então a luz em si não fez nada e, mesmo assim, toda a estrutura social e dinâmica da população mudou. Sem fazer nada, a luz oferecia um meio de encontrar a saída aos que queriam. Mas, veja bem, isso na verdade não ajudou eles. Não. Algo muito melhor aconteceu: permitiu que eles criassem seu próprio caminho para ajudarem a si mesmos a ver o caminho, caso assim desejassem. Só os que desejavam a luz realmente receberam. Os que negaram a luz, não. Ninguém era forçado a fazer algo que não quisesse. Cada um podia criar a realidade que desejava. E ainda assim, tudo foi mudado pela simples existência da luz. Então, acho que a parábola fez um ótimo trabalho ao expressar não só como ser pode mudar tudo, mas também trouxe vários paralelos sobre como as coisas se desenrolaram na sua realidade.


Z: Concordo que é uma parábola bem legal. Obrigado. Acho que agora entendo o poder de ser. Mas agora passamos muito tempo com questões tangenciais. Me sinto bem mal. Era para falarmos sobre as implicações da unidade. Mas, em vez disso, perdemos tempo respondendo a todas essas perguntas que acabaram de surgir na minha cabeça e nem começamos a falar sobre a questão!


A-D: Tenha um pouco de fé. Você não sabe que, "Tudo é sempre perfeito"?


Z: Hum. Não. Quer dizer, já ouvi isso. É uma daquelas coisas "totalmente espirituais" que almas iluminadas às vezes dizem. Mas não é sempre perfeito, né?


A-D: Só porque sua perspectiva está perto demais do quadro. Lembre disso:

"Se você não consegue ver a perfeição, então está perto demais da imagem."

Z: De novo, isso parece muito profundo e tal, mas na prática, como assim?


A-D: Gostaria de um exemplo?


Z: Seria bom.


A-D: Ok. Aqui está: esta conversa! Ainda estamos nela. Aí você olha o produto incompleto e vê os erros que cometeu ao fazer as perguntas erradas. Você vê os erros que cometi ao responder com tanta calma. E tudo isso é um grande erro porque não era isso que você tinha em mente sobre esse tema. Mas aqui está a reviravolta: agora digo que só é imperfeita porque ainda está incompleta.


Z: Então, o que faço com essa informação?


A-D: Pensar seria um começo! Pense. O que eu disse?


Z: Que ela só é imperfeita porque está incompleta?


A-D: Sim. Então, o que parece incompleto?


Z: Ãhn...


A-D: Outra palavra para incompleto é "inacabado"...


Z: A história! A história! Você não terminou a parábola. Quer dizer... Você terminou quando respondeu perfeitamente à minha pergunta. Mas admito que fiquei decepcionado porque você deixou a história em aberto.


A-D: Isso! E aí? O que você quer que eu faça?


Z: Bem, hum. Você poderia, por favor, me dizer como termina a parábola?


A-D: Claro, eu adoraria!


Z: Obrigado. Porque eu entendo como essa parábola realmente se relaciona conosco aqui na Terra. E consigo ver que aquela coisa fofa de "subir a estrutura de andaimes" é uma alusão ao processo de ascensão. Então estou bem curioso para saber como vai terminar. Acho que isso pode dar uma ideia do que vai acontecer no futuro conosco aqui na Terra.


A-D: Sim, a parábola realmente alude à vida na Terra. Mas não como você pensa. Há uma grande reviravolta no final. Mas você vai ver quando chegarmos lá. Deixe-me continuar com a parábola.


A História dos Sombrícolas, Parte 2


Eu poderia terminar toda a história dizendo simplesmente: "Cada um recebeu exatamente o que criou para si mesmo". Seria verdade para esta história e para todas as outras histórias verdadeiras em toda a realidade. Mas seria insatisfatório. Porque mesmo que

"Você sempre receba exatamente o que cria",

Ainda assim, as pessoas querem saber detalhes das histórias. Então vejamos como essa regra de sempre conseguir o que você cria se aplica aos Sombrícolas.

Lembre-se, a maioria dos Sombrícolas escolheu não enxergar a luz. A maioria deles ficou nas Terras Sombrias, certo?


Z: Certo.


A-D: Ok. Então, claramente, a crença deles era que não podiam enxergar a luz e que precisavam permanecer nas Terras Sombrias e que as coisas continuariam mais ou menos como antes. Era nisso que eles acreditavam e, portanto, foi isso que experimentaram. A nova história deles começa exatamente onde a antiga parou. Os Sombrícolas ainda estavam nas Terras Sombrias e ainda não tinham luz. Mas agora havia uma diferença. Agora eles sabiam sobre seus amigos e familiares que estavam com eles nas Terras Sombrias e simplesmente desapareceram. Eles também sabiam que os que desapareceram eram os Observadores. Eles sabiam que os Observadores falavam sobre subir para as Terras Brilhantes. E aí eles sumiram. Então os Sombrícolas ficaram confusos e muitos perguntavam: "O que aconteceu com os Observadores?" Alguns reivindicaram: "Os deuses voltaram por eles!" Outros disseram: "Eles foram punidos por seus caminhos malignos e levados embora!". E assim continuou. Ninguém sabia ao certo o que tinha acontecido, mas sabiam que seu mundo, pequeno, fechado e arrumadinho nunca mais seria o mesmo. Algo inexplicável havia acontecido. E em sua confusão, muitos deles se lembraram dos deuses antigos e começaram a rezar.

E é aí que os deixaremos por enquanto. A seguir, retomaremos ao outro grupo, dos que subiram no andaime.


Z: Os Observadores. Eles obviamente encontraram as Terras Brilhantes!


A-D: Com certeza. Eles começaram sua nova história em um novo nível de existência. Eles emergiram do subterrâneo e descobriram que o motivo das Terras Brilhantes serem tão brilhantes não era porque havia alguma fonte de luz brilhante ali, não, eram Terras Brilhantes porque todos ali eram eles mesmos uma fonte brilhante de luz.


Z: Uau! Todo mundo brilhou!


A-D: Sim. Ou seja, todos claramente viam a realidade ao seu redor como eles mesmos eram. Entendeu? Nas Terras Sombrias, as pessoas achavam que percebiam o mundo como o mundo era. Nas Terras Brilhantes, perceberam que viam o mundo como as pessoas eram.


Z: Hum. Peraí. Não entendi.


A-D: Bem, a verdade é que cada um cria sua própria realidade. Quando você vê claramente, então percebe que sua realidade é como é por causa do que você mais acredita – que é o que você percebe no seu coração. Assim, os que ascendiam ao próximo nível imediatamente percebiam que a realidade ao redor deles era resultado direto de suas próprias crenças e escolhas. O que significa que eles sabiam que criavam sua própria realidade. Teremos que discutir mais isso nas conversas seguintes, porque será difícil para você entender. Você ainda está vivendo muito em sua própria "Terra Sombria". Você ainda acredita que vê as coisas como elas são. E como você acredita que é assim, é mesmo! Em breve, debateremos muito sobre isso. Por enquanto, por favor, aceite que os que ascenderam ao próximo nível terão uma experiência diferente da sua.


Z: Ok, acho que isso é óbvio – faz sentido que um nível diferente de existência seja bem diferente deste.


A-D: E a diferença será difícil para você compreender justamente porque você não tem experiência nisso.


Z: Ok. Concordo.


A-D: Bem, o próximo nível de realidade para você é o nível de autodomínio. Você já ouviu falar de "mestres ascensos"? Bem, no que exatamente você achava que eles eram mestres? Digo que eles são mestres de si mesmos. Verdadeiro autodomínio significa que eles estão prontos para completamente acreditar, saber e experimentar que criam sua própria realidade. Eles estão prontos para ver o mundo como cada um acredita que é. Eles estão prontos para criar o mundo deles como eles são. E é disso que estou falando com a luz. Eles brilham com sua luz e ela lhes mostra o mundo como cada um acredita que é.


Z: Uau. Então acho que o próximo nível de realidade é um lugar realmente incrível.


A-D: Pode ser. Mas infelizmente, é possível alcançar o autodomínio sem alcançar o amor universal.


Z: É mesmo? E aí, o que acontece?


A-D: Bem, voltemos à parábola. Essa conversa será longa. Ainda há bastante coisa para contar. Mas me acompanhe, ok?


Z: Eu não vou a lugar nenhum. Estou fascinado para ver como tudo isso acabará!


A-D: Bom. Acho que sua paciência será bem recompensada. Então, voltando à parábola. Para os propósitos da história, dividiremos os que ascenderam às Terras Brilhantes em três grupos principais. Primeiro, havia aqueles com uma mentalidade de serviço a si mesmos (SASM), que achavam que o fato de terem saído das Terras Sombrias provava que eram mais especiais do que os habitantes das Terras Sombrias que permaneceram lá embaixo. Decidiram que deviam ser muito poderosos e sábios comparados aos Sombrícolas que ainda estavam na caverna. Agora posso dizer que, mesmo tendo escapado das Terras Sombrias para as Terras Brilhantes, eles ainda se viam nos termos das Terras Sombrias. Assim, eles começariam sua nova história de volta nas Terras Sombrias.


Z: Ãhn... não, não entendi direito. Se eles acabaram de escapar das Terras Sombrias. Por que eles voltariam?


A-D: Ok. Vamos lá... Você recebe o que cria, certo? E quando você tem a luz, você cria imediatamente. Você recebe o que você foca sua intenção e atenção. Assim, esse grupo de seres, mesmo estando nas Terras Brilhantes, ainda pensava em termos das Terras Sombrias abaixo. Eles pensavam assim: "Somos os melhores e mais brilhantes dos Sombrícolas." Então foi isso que eles receberam... ser o "melhor e mais brilhante dos Sombrícolas"! E claro, havia algo mais que os motivava também. Agora que eles tinham esse novo poder, o que você acha que eles queriam fazer?


Z: Ãhn...


A-D: Darei uma dica. Você não acha que esses seres SASM podem ter em mente um pouco de vingança?


Z: Vingança? Ah, claro! Uma espécie de "vingança dos nerds".


A-D: Explique...


Z: Vingança dos nerds? Bem, nas Terras Sombrias esses caras eram considerados excluídos, lembra? Nas Terras Sombrias, eles eram os Sonhadores e eram considerados elementos indesejáveis da sociedade pelos Realistas, especialmente pelos que estavam no poder. Eram os esquisitos e os malucos que foram desrespeitados. Então, quando seus métodos deram certo, talvez achassem que era hora de se vingar. Os mais fracos revidaram. Vingança dos nerds.


A-D: É uma análise muito boa. Então agora você pode ver que, mesmo tendo encontrado a luz e as Terras Brilhantes, eles nunca realmente escaparam das Terras Sombrias. Eles estavam presos por suas emoções negativas.


Z: Sim. Faz sentido. Consigo imaginar isso.


A-D: Se você encontra seu poder intrínseco, mas não encontra cura e amor primeiro, então você fica preso novamente... Só que você faz isso em um nível mais alto. Mas enfim, voltando à história: em seguida os seres do SASM voltaram para as Terras Sombrias com a luz deles. Por isso, daqui em diante os chamaremos de "os Portadores da Luz". Eles eram o "olho que vê" na terra dos cegos, sabe. E, claro, os seres do SASM eram muito mais poderosos do que os Sombrícolas comuns.


Z: E o que esses Portadores da Luz faziam nas Terras Sombrias?


A-D: Bem, você lembra onde deixamos os Sombrícolas? Eles foram jogados em um estado de desordem e confusão pela saída dos Observadores. Tente se colocar no lugar deles por um momento. De repente, eles ficaram em profunda dúvida sobre tudo o que antes consideravam verdade. Muitos começaram a rezar aos deuses para que os salvassem. Mas você consegue ver o problema de orar assim?


Z: Não. Como orar pode ser um problema?


A-D: Não a oração propriamente dita. Mas orar para que um salvador venha resolver todos os seus problemas e confusão.


Z: Por que isso é um problema?


A-D: Porque você vai receber o que pede. Ou melhor, o que você está pedindo de verdade. Deixe-me ajudá-lo a entender. Se você diz que está fraco, confuso, impotente e perdido; que você não sabe o que quer e nem mesmo o que deveria querer; que quer que alguém lhe diga o que querer, o que fazer e como escolher... Na verdade, você quer que um grande salvador entre no seu mundo e tire de você suas escolhas e criações e entregue, em vez disso, o que o salvador quer para você. E você o servirá, adorará e fará tudo o que ele mandar... Então você está criando um mundo de dor para si mesmo. Você está criando uma vaga para que outra pessoa na sua vida ocupe um papel específico. Você está se criando como a vítima perfeita. E, enquanto você diz que quer um salvador, o que você realmente está pedindo ao Universo é para receber um agressor.


Z: Não entendi muito bem.


A-D: Ok. Então, é um bom momento para eu falar sobre o triângulo vítima/agressor/salvador.


O Triângulo vítima/agressor/salvador


Se sua vida parece dar errado e você se considerar uma vítima, então escolherá acreditar que outra pessoa está "fazendo isso" com você. Outra pessoa é a responsável por toda a sua miséria. E, como você é uma vítima impotente, deve encontrar alguém para lhe ajudar a sair dessa situação, alguém que seja responsável por resgatá-lo e melhorar tudo. E assim as três relações são estabelecidas: vítima, agressor e salvador sempre andam juntos. Onde há um, há também os outros dois. Assim, os Sombrícolas estavam claramente se declarando como vítimas. Embora seja verdade que eles diziam a si mesmos que queriam ser resgatados, o que primeiro convidaram foi um agressor. Eles ficaram disponíveis para isso. Eles criaram essa abertura.


Z: Não entendi. Não faz sentido ser assim. Eles queriam que alguém bom viesse ajudá-los. Por que isso convidaria alguém ruim?


A-D: Porque eles criaram com medo e dúvida. Detalharei essa ideia quando falar sobre ferramentas de criação. Mas o ponto é simples: suas ferramentas de criação são suas emoções. Se você cria com amor, então consegue o que realmente quer. Se você cria com medo, então consegue o que não quer. Se você cria com dúvida, então você acaba com uma mistura de coisas ou com nada. E os Sombrícolas estavam com medo e dúvida. Então, a primeira coisa que eles receberam foi o que não queriam. E você tem que receber o que cria. De que outra forma você aprenderá a criar direito?


Z: Uau, isso é difícil de entender. Mas ok, continue a história. Quero voltar nisso de como criar o que eu quero outra hora.


A-D: Sim, prometo que conversaremos sobre isso em breve. Mas, por enquanto, aceite que os Sombrícolas não estavam criando um resultado claro e inequívoco para si mesmos, com amor e positividade. Assim, uma abertura foi criada. E se juntarmos com o que os Portadores da Luz estavam criando, teremos uma combinação muito boa. Os Portadores da Luz ficaram muito felizes em serem recebidos pelos Sombrícolas como os "deuses retornando". Eles estavam muito dispostos a serem servidos e adorados e a terem seus egos inflados com muitas ‘humilde reverências’ e bajulação, que lhes agradaram bastante. Eles não só queriam ser tratados como deuses, mas também queriam ensinar ao povo das Terras Sombrias como deveriam ser adorados. Eles ensinaram canções de louvor e pediram oferendas dos melhores alimentos da terra, preparadas pelos chefs mais habilidosos. E promoveram a posições de poder os Sombrícolas que melhor os serviam, criando assim uma classe sacerdotal para que apenas os servos mais leais se aproximassem. E o resto do povo não passava de escravos dos sacerdotes e de seus deuses arrogantes. E foram forçados a trabalhar e trabalhar e trabalhar durante todas as horas em que estavam acordados. E foram forçados a construir grandes palácios para apaziguar os deuses egocêntricos e templos para apaziguar os egos crescentes dos sacerdotes, que eram como animais de estimação dos deuses.

Aí aconteceu algo interessante. Os deuses começaram a ficar com ciúmes uns dos outros. E começaram a competir entre si. Cada um queria ter mais poder e controle sobre o povo do que o outro. Cada um queria um palácio melhor que o outro. Cada um começou a instruir seus sacerdotes a reunir fiéis, para dizer aos Sombrícolas que deveriam adorar apenas este ou aquele deus e abandonar todos os outros. Isso continuou por um tempo, enquanto os egos se confrontavam e os ânimos fervilhavam. E então, a guerra estourou. Adoradores de alguns deuses começaram a receber instruções para matar os adoradores dos outros deuses. As retaliações rapidamente escalaram para uma guerra total. E então os deuses também usaram seus poderes para castigar os adoradores dos outros. As Terras Sombrias foram destruídas! Depois de algum tempo, um certo impasse foi alcançado. Cada um dos deuses vivia em uma área diferente, com seus lacaios sobreviventes, distantes uns dos outros. Lá, eles estabeleceram suas cidades. E embora continuassem a guerrear entre si, também havia tempos de paz intermitente para os pobres Sombrícolas. Mas suas vidas eram difíceis. Agora, não só precisavam trabalhar para construir e servir, mas também transformavam seus equipamentos agrícolas em armas de guerra e eram mortos e mutilados. Tudo a serviço do ego dos Portadores da Luz.

Mas, em meio a tudo isso, algo novo começou a surgir nos corações dos Sombrícolas. Veja, eles não eram mais os Realistas arrogantes de antes. Eles passaram por momentos muito difíceis. E superaram tudo juntos. Eles sobreviveram até aquele momento encontrando compaixão uns pelos outros. Irmão ajudando irmão, eles conseguiram sobreviver. Suas dificuldades abriram seus corações uns para os outros. E agora seus corações voltaram a clamar por um resgate. Mas desta vez, com esperança no coração. Esperança, porque eles viram amor e compaixão nos olhos uns dos outros. E começaram a esperar amor e compaixão dos deuses.

E novamente, eles receberam o que criaram. Como sempre foi e sempre será. Porque lembre-se...


Z: "Você sempre recebe exatamente o que cria para si mesmo."


A-D: Na mosca! Então, quem você acha que atendeu às orações deles desta vez?


Z: Não tenho certeza. Se não me engano, você disse que os Observadores que ascendiam às Terras Brilhantes deveriam ser divididos em três grupos. O primeiro grupo era composto pelos SASM, que agora chamamos de Portadores da Luz. Então, imagino que agora você vai nos contar sobre um segundo grupo de Lumícolas. Imagino que eles tenham sido de alguma forma uma resposta mais amorosa aos chamados dos Sombrícolas.


A-D: É um palpite muito bom. Então vejamos esse segundo grupo. Eles tinham mentalidade de serviço ao outro (SAO). Quando eles chegaram às Terras Brilhantes, sentiram que era uma maravilha, uma bênção e um privilégio. Eles desejavam usar esse privilégio para se dedicar a servir aos outros. Eles sentiam amor e compaixão por seus amigos e familiares que haviam deixado para trás nas Terras Sombrias, então decidiram voltar e ajudar os Sombrícolas restantes da forma que pudessem. E assim ouviram os gritos agonizantes por ajuda amorosa vindos das Terras Sombrias lá embaixo. Eles ouviram o chamado e responderam. E quando chegaram às Terras Sombrias, os seres do SAO ficaram horrorizados ao descobrir o que os Portadores da Luz fizeram. A miséria e a morte que causaram aos Sombrícolas eram terríveis demais.


Z: Espera um minuto, por favor. Não entendi. Parece que você está dizendo que os caras do SASM chegaram primeiro. E que eles passaram bastante tempo nas Terras Sombrias construindo impérios e depois fazendo guerras e tal, e só depois de, sei lá, centenas de anos ou algo assim, os caras do SAO desceram. É isso mesmo?


A-D: Muito mais do que centenas de anos... Mas sim, é isso que estou dizendo. Veja, o tempo não é igual nos diferentes reinos. Você não se move entre dimensões e continua na mesma linha de tempo. Os sistemas de sequencialidade são totalmente diferentes. Então, quando você passa das Terras Brilhantes para as Terras Sombrias, por exemplo, você chega na hora que ressoa com sua chegada. Você chega quando as Terras Sombrias estão prontas para você chegar. Você chega quando é hora de desempenhar seu papel.

Uma peça de teatro é uma boa analogia. Imagine uma peça de teatro em que todos os atores entram juntos na abertura e, ao mesmo tempo, todos repetem todas as falas em um longo monólogo ininterrupto. Seria uma baboseira caótica e não faria sentido para ninguém. Então, em vez disso, cada um entra no momento certo e cada um desempenha seu papel em perfeita resposta ao outro.


Z: Entendi. Mas isso levanta outra questão: quem decide trazê-los "na hora certa"?


A-D: Eles mesmos. Eles criam isso com seus desejos. Vamos analisar o pensamento por trás dos desejos dos seres do SAO. Eles queriam ser úteis. Eles desejavam ajudar alguém. Eles queriam salvar os Sombrícolas. Mas eles queriam fazer isso por uma motivação amorosa e gentil. Uma generosidade de espírito desejava se expressar. Vê? Os seres do SAO podem ir para as Terras Sombrias exatamente no momento em que os habitantes das Terras Sombrias criam uma abertura para o que os seres do SAO oferecem. E o momento perfeito não estava no começo dessa parte da história, quando os Portadores da Luz chegaram. Não. Os Sombrícolas primeiro precisavam encontrar os Portadores da Luz e ver como eles respondiam ao seu chamado. Só então, quando trilhassem juntos esse caminho por um tempo, os Sombrícolas estariam prontos para fazer uma nova escolha. Veja, uma vítima precisa de um agressor antes de um salvador.

Deixe-me explicar outra coisa. Lembra que na primeira parte da história, os Sombrícolas tinham sido arrogantes e haviam abusado dos Observadores? Eles eram assim e era o que conheciam. Portanto, para os Sombrícolas, seres em posição de autoridade eram egocêntricos e imperiosos. Era assim que eles tratavam uns aos outros. Era o que eles conheciam e conseguiam imaginar como resposta ao chamado.


Z: Porque, se você não consegue imaginar algo, não pode criá-lo?


A-D: O que você acabou de dizer é profundamente verdadeiro. Em breve, quando falarmos sobre as ferramentas da criação, você entenderá o quão poderoso é o que vocês chamam de "imaginação". E sim, se você não consegue imaginar, então não pode criar.

Mas agora, nesta parte da história, aconteceu que os Sombrícolas tinham passado por uma longa série de experiências muito traumáticas. O engraçado é que quando as pessoas passam por dificuldades, muitas vezes o melhor delas vem à tona. E assim os Sombrícolas responderam ao tratamento severo dos Portadores da Luz expressando apoio, compaixão, amor e bondade uns pelos outros. Amigo ajudando amigo, estranhos oferecendo ajuda inesperada uns aos outros... então os tempos escuros acenderam uma faísca no coração dos Sombrícolas. Uma luz nova e diferente foi cultivada em seus corações. A luz da compaixão começou a brilhar suavemente. E assim os Sombrícolas estavam prontos para enfrentar os Lumícolas do SAO. Resumirei assim: os Sombrícolas primeiro precisavam ter um novo pensamento sobre si mesmos antes de poderem ter um novo pensamento sobre seu mundo. Eles precisavam encontrar amor e compaixão em seus corações antes de perceberem a necessidade de uma resposta amorosa e compassiva.


Z: E como os caras do SAO desceram e resgataram os Sombrícolas dos Portadores da Luz? Imagino que eles não entraram em cavalos brancos disparando armas.


A-D: Bem, há várias formas diferentes de eles entrarem na história. Mais para a frente, quando você entender as complexidades das linhas de tempo alternativas, entenderá quando digo que todas as alternativas possíveis realmente aconteceram. Em algumas linhas do tempo, eles todos chegaram irados: exércitos angelicais com espadas flamejantes da vingança dos justos. Nessas realidades, houve uma grande batalha entre os SAO e os SASM. Mas não deu muito certo. Todo mundo só se machucou e ninguém foi ajudado. Esse é um jogo que, uma vez iniciado, não tem fim. A guerra causa medo e dor. Medo e dor geram ódio. E o ódio causa guerra. E segue em círculos. E, como os seres do SAO queriam ajudar e não ferir os Sombrícolas, não foi o melhor para ninguém.

Existe um segundo conjunto de linhas temporais em que os seres do SAO chegaram a essa realidade como semideuses bondosos e gentis. Eles não lutaram com os seres do SASM. Eles não fizeram nenhum mal e não travaram guerra. Ficaram em seu poder e fizeram tudo o que podiam para ajudar os Sombrícolas. Foram deuses grandes, gentis e benevolentes que ensinaram, ajudaram, curaram e fizeram infinitos serviços de bondade.


Z: Ah! Uma abordagem melhor!


A-D: Talvez. Mas, em última análise, não foi muito melhor do que apenas travar guerra.


Z: Para com isso! Como assim?


A-D: Bem, dessa vez, os Sombrícolas simplesmente pararam de se virar. Eles viam que era inútil sequer tentar. Existiam deuses bons e deuses maus. Se você apelasse aos bons deuses, coisas boas aconteceriam com você. Se você irritasse os deuses maus, coisas ruins aconteceriam com você. Dessa forma, os Sombrícolas decidiram que não tinham poder algum e simplesmente pararam de tentar. Assim, os seres do SAO falharam em ajudá-los a ascender às Terras Brilhantes. Os Sombrícolas apenas disseram: "Nós não somos como vocês. Vocês são deuses. Nós somos impotentes. Nós serviremos vocês e vocês podem fazer por nós essas coisas." E por mais que os seres do SAO dissessem que todos eram realmente iguais e que os Sombrícolas podiam fazer tudo o que eles faziam, ainda assim não acreditavam neles. Por que deveriam? Era absolutamente evidente que os deuses eram capazes de grande magia e milagres, e que os Sombrícolas, não. Então isso também fracassou.

E há também um terceiro conjunto de linhas do tempo, em que os seres do SAO viam a tolice de ficar "acima" do povo. Em vez disso, escolheram ser parte dos Sombrícolas. Então eles entraram no jogo nascendo como bebês de pais Sombrícolas. Nessas linhas de tempo, a maioria deles conseguiria, de uma forma ou de outra, à medida que cresciam, começar a se lembrar das Terras Brilhantes. Eles se lembrariam da luz e então, como Sombrícolas, começariam a ajudar e ensinar os outros.


Z: E isso funcionou melhor?


A-D: Em um grau considerável. Mas a os Portadores da Luz rapidamente perceberam o que estava acontecendo. Enquanto esses professores e curandeiros do SAO tocavam suas vidas, os Portadores da Luz começaram a perder o controle sobre as pessoas. Então fizeram leis contra o ensino da luz. Eles mudaram e corromperam os ensinamentos da luz para que servissem novamente ao propósito dos Portadores da Luz de manter o povo preso e servindo aos interesses dos Portadores da Luz. Com isso, eles esconderam os ensinamentos da luz. Grupos secretos surgiram. Lá, nessas pequenas escolas secretas, os mistérios do que é eram ensinados. E aí a notícia se espalhou. Às vezes um professor se levantava e ficava um pouco mais barulhento. Às vezes, ele reunia seguidores suficientes para perturbar o status quo. Mas ele e sua rebelião eram sempre reprimidos com força e violência pelos Portadores da Luz. Mas, até isso acontecer, a mensagem já teria ido além dos seus seguidores imediatos e um grupo crescente de pessoas teria despertado. E assim, esse modo de ser fez algum bem. Mas também não foi um sucesso. A maioria das pessoas ainda acreditava que apenas os deuses eram capazes de criar sua realidade. Só os deuses poderiam te levar até as Terras Brilhantes ou negar sua entrada. A maioria deles ainda não entendeu a verdade de que cada um vai para as Terras Brilhantes porque está pronto para isso... porque conquistou a auto maestria. Eles ascendem e se tornam mestres porque estão dispostos e foram capazes de criar isso para si mesmos. Apenas uma porcentagem minúscula conseguiu entender e ascendeu.

E é aí que termina a segunda parte da História dos Sombrícolas.

Termina com um ciclo que simplesmente dá voltas e mais voltas. De novo e de novo. Essa linha do tempo na verdade não é uma linha, é um círculo. Então o fim é o começo, que é o fim, que é o começo, que é o fim... Há uma interação interminável e complexa entre os que escolheram o Serviço a Si Mesmo, o Serviço ao Outro e os que permaneceram indecisos. E existe um ponto em que o ciclo parece terminar, quando há uma colheita de todos os Indecisos porque finalmente deixam a indecisão e então ascendem ao próximo nível, onde se tornam SAO ou SASM ou, muito raramente, o terceiro tipo de Lumícola.


Z: Ah, é! Eu tinha esquecido que ainda existia um terceiro tipo. O que eles fazem?


A-D: Ainda não é hora de colocá-los na história. Primeiro, preciso terminar a Parte Dois da história dos Sombrícolas. Eu estava dizendo que há um evento no final de cada ciclo, que é chamado de colheita. É quando os que escolheram deixam de ser Indecisos e ascendem às Terras Brilhantes. Normalmente, é uma porcentagem bem pequena dos Sombrícolas.


Z: Então, com o tempo, tem cada vez menos Indecisos.


A-D: Deveria ter. Exceto que, claro, não é um sistema fechado e a linha do tempo não termina de verdade. Seres de outros lugares podem achar que este é um bom lugar para conhecerem a si mesmos e para experimentar a vida nas Terras Sombrias. De certa perspectiva, é possível ver que é um jogo muito bonito e elegante. Você pode entrar no fundo, como um novato Indeciso no jogo. Você pode ficar Indeciso pelo tempo que quiser e, depois de dar uma boa olhada, pode decidir se quer ser SAO, SASM ou o terceiro tipo (ainda chegaremos lá!). E então avança. Se você escolher SAO ou SASM, pode desempenhar esse papel pelo tempo que quiser e, quando terminar, ainda pode escolher o terceiro tipo. O terceiro tipo é único porque é o único que pode escolher sair totalmente do jogo ou continuar jogando.

Mas antes de finalmente entrarmos no que exatamente é o terceiro tipo, vamos tirar um momento para admirar a beleza desse sistema. Você consegue ver como é possível girar sem parar para sempre? Os Indecisos Sombrícolas, os Portadores da Luz do SASM e os salvadores do SAO dançam juntos. Eles formam um triângulo: os Sombrícolas desempenhando o papel de vítimas, os Portadores da Luz desempenhando o papel de agressores e os seres do SAO desempenhando o papel de salvadores. E uma vez que esse padrão é estabelecido, ele pode girar sem parar para sempre. É um jogo internamente conflituoso que simplesmente continua por toda a eternidade. Almas individuais podem entrar no jogo no começo, avançar no jogo para SASM ou SAO (e muito frequentemente um e depois outro) e, em algum momento, o terceiro tipo. E então, se quiserem, podem sair do jogo pelo terceiro tipo.


Z: Ok, eu simplesmente não aguento mais esperar. Pelo amor de deus, me diga: qual é o terceiro tipo?


A-D: Eu estava me perguntando quanto tempo passaria até sua curiosidade vencer. Muito bem, contarei e aí você pode ver se faz sentido. O terceiro tipo de Lumícola é o que vou chamar de Unificadores. Eles sabem que tudo é UM. Cada um deles sabe que é SAO, SASM e Indeciso. Tudo isso, nada disso, e ao mesmo tempo muito mais do que isso. Eles sabem que, quando olham para outro ser, não pode haver julgamento porque veem o ser como outro eu. Portanto, eles sabem que tudo é perfeito. Eles real e verdadeiramente viram a luz. Não apenas o primeiro raio de luz visto pelos outros nas Terras Brilhantes, mas sim, as profundezas de luz que brilham do coração de todo ser, que é a conexão desse ser com a Fonte. Quando tal ser olha para você, não vê sua situação temporária: suas fraquezas, suas ilusões autolimitantes, seus medos... não, eles olham para dentro do seu coração e veem Deus ali! Como fazem quando olham para si mesmos, claro. Deus está em toda parte quando você olha com os olhos de um Unificador. E eles também podem, claro, ver que, neste jogo, foram Indecisos, foram SAO e foram SASM. Portanto, eles não julgam nenhum deles. E é com os Unificadores que começaremos o próximo nível da história dos Sombrícolas...


Z: Ufa! A história está ficando longa e complexa!


A-D: Você não faz ideia de quão complexa realmente é. Tomei enormes liberdades comprimindo e agrupando para que pudesse ser contada.


Z: Então, essa história é verdadeira?


A-D: Todas as histórias são verdadeiras. E todas as histórias são ficção. Ambas afirmações podem ser verdadeiras dependendo da sua perspectiva. Essa história é só uma história, um conto de fadas, se preferir. Mas representa aspectos do que já aconteceu, e continua ocorrendo no seu mundo de uma forma interessante, que, espero, faça você refletir. Levará a novas perguntas e a novas conclusões. Propõe uma forma de entender a situação sem puxar os fios do medo e da raiva. Sem lhe arrastar pela miséria da desgraça e da tristeza. Porque essas coisas não servem ao meu objetivo. Servem à agenda dos que querem mantê-lo aqui, jogando o jogo a serviço deles.


Texto original em inglês no Capítulo 6 do Livro 1 dos Documentos da Ascensão https://zingdad.com/publications/books/the-ascension-papers-book-1

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