A lógica dos Contratos de Alma

Por que você atrai problemas? (Material Zingdad)
Na segunda parte do capítulo ‘O que é o Mal?’ mergulharemos em um dos temas mais desafiadores, mas também mais libertadores da nossa jornada espiritual: a transição definitiva da Consciência de Dualidade para a Consciência de Unidade.
Se você já sofreu muito porque o mal existe no mundo, ou se já se frustrou tentando salvar e carregar o mundo nas costas, esse texto é para você!
Este diálogo profundo entre Zingdad e seu guia espiritual 8, tem duas partes:
Na primeira parte, 8 explicará como a ilusão de tempo e espaço é usada nos contratos de alma. Veremos como tudo o que fazemos ao outro, fazemos na verdade a nós mesmos, já que somos todos Um. E veremos como eventos aparentemente aleatórios do nosso cotidiano — como uma quebra de confiança ou uma perda material — estão, na verdade, energeticamente interligados com o nosso aprendizado evolutivo.
Na segunda parte, encararemos o obstáculo final da alma que busca a auto maestria: o Triângulo do drama vítima-agressor-salvador. E 8 nos explicará como o arquétipo do Salvador — que muitas vezes confundimos com compaixão nobre -, é o vício mais difícil de libertar, pois nos mantém presos na ilusão de que o outro é uma vítima sem poder.
O objetivo de hoje não é apenas entender esses conceitos com a mente racional, mas fazer o movimento mais importante: trazer essa sabedoria da cabeça para o coração, para que você possa, finalmente, deixar de se enxergar como vítima das circunstâncias e assumir o seu papel real de Ser Criador da sua realidade.
E se você sente o chamado para aprofundar esses conceitos, debater essas ideias e caminhar ao lado de pessoas que também buscam a expansão da consciência, convido você a fazer parte dos nossos Grupos de Estudo, que se reúnem semanalmente às terças-feiras 20h30. É um espaço de troca, aprendizado e acolhimento. Confira os detalhes em:
8: Vocês na Terra residem dentro de uma ilusão de dualidade, por isso, vocês têm a ilusão de que não é assim. O instrumento do "tempo" é usado para separá-lo de suas escolhas, por isso você não vê que tudo o que faz aos outros, também faz exata e precisamente a si mesmo. Mas nós, fora da ilusão da dualidade, vemos isso diretamente. Nós somos um. Nós sabemos disso. Nós experimentamos isso. O que eu faço a você, eu faço a mim mesmo. Portanto, um ser consciente da unidade nunca procurará causar danos porque esse dano é um dano a si mesmo.
Z: Espere lá, 8, você está dizendo que tudo o que eu faço para o outro, eu também faço diretamente a mim mesmo? Literalmente?
8: Sim. Mas a ilusão inteligente de tempo e espaço o separa de suas criações, para que você possa acreditar que não é assim. Mas é. Machuque o outro e você se machucará. Você talvez precise viajar um pouco no tempo e no espaço para sentir a dor e, portanto, pode não perceber que fez isso consigo mesmo. E pode dizer a si mesmo, quando a dor voltar, que outro fez isso. Esse é o poder da ilusão. Mas ainda é: tudo o que você faz ao outro, você faz a si mesmo. Portanto, seria muito sábio "Fazer aos outros exatamente o que você gostaria que fizessem a você". Essa é a melhor maneira de ser tratado como você gostaria de ser tratado.
Z: Ok. Então, se eu me aproximar de um estranho, lhe der um tapa na cara e fugir, depois de algum tempo ele vai me encontrar e me bater de volta?
8: Tente não pensar de forma tão simplista. Eis uma melhor descrição: que tipo de pessoa você seria se pudesse simplesmente caminhar até um estranho e lhe dar um tapa? Ou talvez, uma pergunta melhor: que crenças você expressa sobre si mesmo e sobre a vida, quando faz isso? Talvez você esteja expressando um sentimento de criança malcriada, do tipo "Eu não dou a mínima e posso me safar de qualquer coisa"? Então você se aproveita da natureza desavisada e confiante do estranho. Ele não fica na defensiva quando você se aproxima. Então você dá um tapa nele e foge. O que você realmente fez foi chocá-lo, tirando dele o sentimento de confiança na segurança. Você roubou dele um pouco de sua inocência.
E pode parecer que você selecionou esse estranho ao acaso, mas não. Você e ele tinham um contrato. Isso foi acordado em níveis superiores. Simplesmente, a alma dele precisava dessa experiência por razões próprias. Mas não compliquemos demais as coisas, deixemos de lado as escolhas e motivações dele. O ponto é que essa alma realmente pediu isso. Assim, no nível das personalidades encarnadas, você deu a ele o presente que ele pediu.
E aí, o tempo passou. Você seguiu em frente e provavelmente esqueceu totalmente esse incidente. Agora você talvez esteja em um bar, tomando uma bebida. Você vê uma bela jovem e decide conversar com ela. As coisas vão bem. Enquanto vocês conversam, ela parece ser tudo o que você procura em uma garota. E ela parece realmente gostar de você também. Um envolvimento romântico começa. Vocês se encontram mais algumas vezes. E então, quando você estava se apaixonando totalmente por ela, pronto para lhe dar seu coração... você a encontra na cama com seu melhor amigo.
Z: Um tapa!
8: Exatamente. Você acabou de experimentar o retorno do seu presente. Com um pouco de juros.
Você acabou de sentir o que é ficar chocado e ser tirado de um sentimento de confiança na segurança. Você teve sua inocência roubada.
E tudo bem, porque, em um nível de alma, você pediu isso. Você precisava saber como era sentir isso. Fazer isso com o outro e fazer isso com você mesmo são dois lados da mesma moeda, dois lados da mesma experiência. E, no nível de alma, você criou isso. Como você responde, o que você faz, depende de você.
Você escolhe sabedoria e compaixão, que o levam ao todo e à unidade? Ou você escolhe ignorância e ódio, que levam à dor e à separação?
Escolhas, escolhas, escolhas.
Você sempre pode escolher e sempre obtém os resultados de suas escolhas.
Z: Isso foi muito instrutivo, obrigado, 8. Então, se eu aplicar isso a situações da minha vida real, posso ver que quando eu anteriormente escolhi permitir que meus desejos, medos e necessidades do ego empurrassem a história do Evento da Singularidade na direção de um grande resgate para todos...
8: É a mesma coisa. De várias maneiras diferentes, você experimentou receber isso de volta com juros. Você causou algum sofrimento aos outros, aos que acompanharam suas obras e leram a versão anterior deste livro. Alguns deles sentiram uma dor considerável quando as coisas não aconteceram como prometido em 2012. Então eles experimentaram sentimentos de perda, dúvida, medo, desconfiança... Você entendeu a ideia.
Z: E então eu recebi isso de volta.
8: De várias maneiras. Você se colocou no mesmo tipo de espremedor quando as coisas não aconteceram como esperado. Mas isso não foi suficiente. Para que seu contrato de alma fosse concluído, você precisava experimentar isso sendo feito a você.
Z: Agora, de repente, entendi! Foi por isso que minha casa foi assaltada e meu laptop roubado, não foi?
8: Vejamos. Como você, compreensivelmente, tem lutado para entender isso, diga-me: quais foram os sentimentos que esse roubo lhe evocou?
Z: Perda, dúvida, medo, desconfiança... Entendi a ideia.
8: E então? O que você decidiu fazer com isso?
Z: Na verdade, eu passei pelo inferno. Eu fiquei com muita raiva e me senti violado. Minha casa não parecia mais segura. E perdi muito trabalho que não tinha backup e que nunca mais vou recuperar. Eu estava trabalhando em coisas que terei que começar de novo e...
8: ... não quero diminuir sua dor, porque eu sei que foi aguda. Mas essa não é a questão. O que você fez com isso?
Z: Eu... ãhn... bem. Não muito. Decidi tentar entender como criei essa experiência. Comecei a conversar com você. E aprendi muito sobre limites e sobre como obter os resultados de nossas escolhas. Mas eu nunca senti que tive um encerramento, que entendi por que isso aconteceu. Mas agora tudo se encaixou. Agora, nesta conversa, me caiu a ficha. Eu finalmente entendi.
8: Então você pode deixar isso de lado também?
Z: Sim. Agora posso deixar de lado.
8: E seu ladrão?
Z: Ele nunca foi encontrado.
No começo, não pude deixar de desejar todo tipo de mal a ele. Eu queria que ele fosse pego e sofresse pelo que tinha feito comigo - e com Lisa também, é claro! Mas então... bem... Eu não preciso contar todo o meu longo processo, mas eu percebi que ele é obviamente apenas mais um ser humano lidando com seu próprio medo e falta. Ele tirou de mim porque sentiu que era a única maneira de conseguir o que precisava. Eu não preciso saber a história dele. Posso simplesmente deixá-lo ir e esperar que ele faça escolhas melhores no futuro, para seu próprio bem.
8: Então você pode deixá-lo de lado também?
Z: Sim. Agora larguei toda a situação. Acabou. Aprendi e cresci muito.
8: E aí? Você acabou de fazer escolhas de ignorância e ódio? Ou de sabedoria e compaixão?
Z: Demorou um pouco, mas eu definitivamente sinto que cheguei à sabedoria e à compaixão no final. Em grande parte, graças à sua ajuda.
8: Cada passo do caminho tratava do que você estava disposto a escolher. Não diminua isso. E uma vez que você escolheu a partir da sabedoria e da compaixão, você obtém o todo e a unidade.
Você realmente sentiu isso acontecer, não? Ao escolher aceitar a perda de seu laptop, chegou o insight necessário que lhe permitiu começar a seguir em frente. Como você escolheu isso e se abriu para mais sabedoria e graça, chegaram novos insights adicionais que lhe permitiram reescrever a história do Evento da Singularidade de forma correta. E como você terminou de rescrever sobre o Evento de Singularidade, agora você é capaz de chegar a uma compreensão completa da situação com o laptop. Essas duas experiências estão energeticamente entrelaçadas para você e foram resolvidas juntas.
E agora você pode ver que tudo se desenrolou na ordem correta divina. Todos conseguiram exatamente o que pediram e precisavam e todos continuam a escolher como bem entendem e a obter os resultados de suas escolhas.
Equilíbrio e harmonia.
Missão cumprida.
Z: Sim. Missão cumprida.
É incrível como essas coisas, que aparentemente não têm relação nenhuma, para mim estão realmente ligadas energeticamente. E como elas agora foram resolvidas e liberadas juntas.
8: Você está agora lentamente se tornando consciente de sua própria natureza criadora, começando a ver a natureza de causa e efeito de suas experiências. Vendo isso claramente, não pode mais pensar em si mesmo como vítima de eventos aleatórios.
Outros podem, é claro, olhar para sua vida e pensar que você está atribuindo significado onde não há. Que essas duas coisas não estão relacionadas. Mas você pode sentir que estão. Você sabe que isso é verdade de uma forma que você não pode negar.
Z: É verdade.
Eu realmente chego à consciência de que realmente crio minhas experiências com minhas escolhas e crenças.
8: Então vou lhe dizer algo interessante. Seu ladrão também recebeu sua ação de volta com juros. Não teria sido para o bem maior se ele tivesse sido "pego". As razões para isso são complicadas e desnecessárias para o nosso diálogo, mas o ponto é que a "justiça da Terra" envolvendo polícia e prisão não era necessária ou útil aqui. Mas não duvide; seu ladrão já teve seu investimento enérgico devolvido e com consideráveis juros. Ele tirou de você as ferramentas de seu ofício, seus meios de se expressar, sua sensação de segurança... e ele experimentou perdas muito maiores em todas essas mesmas áreas.
Digo isso para enfatizar novamente seu ponto. Não importa se você está ciente de sua própria natureza criadora ou não. O que você fizer, voltará para você.
Z: "Todo mundo sempre recebe exatamente o que cria."
8: Você. E seu ladrão também. Não há vítimas, apenas criadores. E, claro,
"O que você faz a outro, você também faz a si mesmo."
Z: Eu realmente entendo isso agora. Então, aqui na separação, estamos dentro da ilusão. Nós causamos danos uns aos outros e tiramos um do outro o direito de escolher. Mas na realidade, isso é apenas uma ilusão. Na verdade, fazemos tudo isso com nós mesmos. E vocês nas dimensões superiores, outras realidades ou o que for, não têm a ilusão de tempo e espaço, então vocês não podem acreditar que estão separados uns dos outros. Vocês sabem que, o que quer que façam, fazem a si mesmos. É isso?
8: Para aqueles de nós que têm consciência de unidade, é assim. Se todas as suas experiências mostram inequivocamente que você é um com todas as outras partes da realidade, então você seria muito desatento se não aceitasse isso como verdade. É assim para nós e agora está lentamente se tornando assim para você.
Z: Então vocês nunca escolheriam conscientemente machucar alguém, porque isso resultaria imediatamente em vocês se machucando.
8: É o que estou dizendo.
E outra coisa, claro, é que um ser de verdadeira consciência de unidade não pode experimentar a dor da mesma maneira que você. Não temos formas mortais que possam ser prejudicadas, então não podemos imaginar ter danos físicos ou sermos mortos. A dor que experimentamos é o que você chamaria de dor emocional ou, possivelmente, dor psicológica. E entendemos essas mágoas de forma diferente de você. Quando acontecem, não pensamos que nos foram infligidas por outro ser ou por alguma experiência externa. Entendemos, simplesmente, que são o resultado de nossas próprias escolhas. Se eu sou ferido em uma interação com outro ser, então entendo que minhas próprias escolhas me causaram dor. A interação com o "outro eu" é simplesmente o catalisador. De fato, se eu observar, verei que tudo isso é apenas um presente que me mostra quais das minhas escolhas e crenças não me servem.
Um ser de consciência de unidade não pode experimentar o mal sendo feito a ele, nem pode contemplar fazer o mal a outro Ser.
Z: Acho que entendo isso agora.
8: Isso é bom. Então você entenderá que é somente dentro de uma realidade de dualidade, da perspectiva da separação, quando vocês não sabem que são UM, que um ser pode desejar agir de uma maneira que é profundamente dolorosa e destrutiva para si mesmo e para os outros. Somente em tal realidade eles podem experimentar tal turbulência interior de forma a se odiar tanto que podem estar dispostos a fazer todo tipo de atrocidades uns aos outros.
Z: Entendo.
8: Igualmente, somente dentro de uma realidade de dualidade, da perspectiva da separação, quando você não sabe que você é UM, você pode olhar para as ações de tal ser e ser capaz de dizer: "Você é mau."
Fora da dualidade, tanto você quanto o ser com quem você está interagindo sabem que as escolhas que vocês fizeram anteriormente resultaram na dor e confusão para si mesmos. É um milagre a maneira pela qual essa interação uniu perfeitamente dois Eus díspares para mostrar perfeitamente aos dois exatamente como essas escolhas não lhes servem. Antes dessa interação, talvez você não visse. Mas agora, como resultado da interação, você pode ver claramente. E agora que você viu, você pode escolher de forma diferente. E quando você escolher melhor, a escolha anterior e seus resultados podem ser curados, amados e reintegrados.
É um presente maravilhoso, vê?
Mas, dentro da dualidade, você pode muito bem experimentar essa interação como má. A experiência da vítima pode ser de que ela estava inocentemente vivendo sua vida quando foi horrivelmente vitimizada por algum malfeitor. E a experiência do agressor pode ser que ele teve uma vida horrível e carente, o que o levou a se comportar dessa maneira terrível. E ninguém pode dizer a nenhum deles que suas experiências não são válidas. É a experiência deles!
Cada experiência apresenta uma escolha. Quase todo mundo que joga o jogo da dualidade, depois de cada interação, faz mais uma escolha de vítima, que servirá para mantê-los na dualidade e convidar mais dessas interações. Mas é possível escapar dessa armadilha. É possível, em vez disso, aceitar que a interação é uma experiência que você trouxe para si mesmo como resultado de suas escolhas. Se você conseguir fazer isso, poderá olhar para si mesmo e fazer novas escolhas que sejam mais adequadas a você. E perceber que todas essas experiências se desenrolam dentro de uma ilusão. E que há uma verdade maior: em outro nível, você e o outro jogador sabem que vocês escolheram e concordaram.
Z: Mas isso é muito difícil, 8.
8: É. Mas não foi feito para ser fácil.
Explicarei isso em um momento com "A Parábola da Ordem Monástica".
Z: (risos) O quê?!
8: (sorri) Você verá. Mas primeiro, gostaria de oferecer uma ilustração de como um relacionamento de vítima pode se originar.
Imagine que você não está mais encarnado. Você está aqui comigo no espaço espiritual e estamos planejando uma nova vida. Venho a você e digo:
"Você me conhece, eu sou o 8. Eu desempenhei o papel de Guia Espiritual para você quando você estava perdido na dualidade e o ajudei a encontrar o caminho de casa. Eu também sou seu querido amigo e, em um nível, somos parceiros de longa data. Em outro nível, encontramos a unidade juntos. Você me conhece. E agora venho até você com minha necessidade. Para que eu proceda como desejo, eu realmente preciso entender a experiência do estado de vítima. Sinto que tenho a necessidade de encarnar e depois experimentar como é me colocar totalmente no poder de outra pessoa, de modo que ela possa me tratar muito mal e depois me matar cruelmente. Eu preciso viver isso, ver como me sinto e ver como eu respondo. Você está disposto a encarnar em um sistema de dualidade comigo, onde podemos usar o Véu e representar essa cena? Você faria o papel de agressor para mim?"
Então, se você concordasse com a minha proposta, poderíamos ter uma situação em que ambos enviássemos uma parte de nós mesmos para além do Véu e eu experimentasse ser uma vítima impotente e você pudesse desempenhar o papel do perpetrador do mal. Vemos como é e aprendemos algo sobre nós mesmos e depois lidamos com o que aprendemos.
Entende?
Z: Sim, entendo.
8: E você pode ver que isso não o torna mau? Você simplesmente me ajudou a experimentar o que eu desejava.
Z: Entendo, sim. Obrigado pela explicação. Mas espero sinceramente que você nunca me venha com um pedido desses.
8: E por quê?
Z: Porque então eu teria que recusar. Sinto muito, mas não serei seu agressor. Eu nunca vou te machucar ou tratar mal. Eu nunca vou escolher agir contigo de qualquer maneira que não seja com amor, respeito e honra.
8: Tudo bem. Mas por quê? Se eu lhe pedi, por que você não faria isso por mim?
Z: Porque, meu amado 8, é errado para mim. Porque não importa o quanto você precise experimentar tal papel, não tenho desejo em meu coração ou em meu ser de desempenhar o papel oposto.
8: Por quê?
Z: Porque... Não estou disposto a fazer isso comigo mesmo. Porque ser seu agressor cruel me machucaria muito. Nesta vida, e especialmente em minhas vidas passadas, vi o que é ser um agressor.
Eu sei como é e não preciso saber mais nada sobre isso. Eu não estou disposto. Eu me amo demais para me colocar nessa situação e eu te amo demais para fazer isso contigo. É assim que sinto em meu coração. Sinto muito se eu te desapontei.
8: Meu caro amigo! Muito pelo contrário. Por que isso me desapontaria?
Z: Porque, se eu não estou disposto a ser seu agressor, então você não pode ter as experiências que você sente que precisa, né?
8: Não. Seu mundo não está cheio de pessoas que estão dispostas a decretar alguma forma de vitimização sobre qualquer um que apenas permita?
Z: Sim. Acho que sim. Então você está dizendo que sempre será capaz de encontrar alguém para desempenhar esse papel para você?
8: Isso mesmo. Na verdade, é muito mais simples do que isso. O fato de eu desejar alguma experiência cria um desequilíbrio no campo da consciência. Lembra que na verdade há apenas um de nós aqui?
Z: Ok... E...
8: Então, se há apenas um de nós aqui, quando um aspecto do UM deseja experimentar algo, é o mesmo que o UM desejar. Isso significa que você não pode ter um desejo sem os meios de realização. O UM só poderá expressar meu desejo se houver também outro Eu que responda a esse desejo e esteja disposto a desempenhar o papel correspondente. E quando terminamos de desempenhar nossos respectivos papéis, podemos curar qualquer dor que tenhamos, percebendo que somos realmente UM, na verdade o mesmo ser maior. E é assim que acontece. Quando você está disposto a ver o Eu como horrível, mau, perverso, agressor, então você se torna algo maior do que era. Então, você ascende. E a mesma coisa, é claro, ocorre quando você está disposto a ver o Eu como a vítima triste, patética, fraca e sombria.
Z: Oh, uau, 8. Acho que você acabou de expressar algo muito importante aí. Sinto em minha alma que isso é algo de profunda importância para mim.
8: Não só para você. Para todos que estão prontos para buscar a consciência da unidade. É uma ideia que desenvolveremos ainda mais à medida que avançarmos. Mas, por enquanto, quero lhe devolver sua pergunta: considerado nossa discussão, o que você acha agora que acontecerá se eu pedir para você bancar o agressor para mim e você recusar? E aí?
Z: Bem, à luz dessa nova informação, parece-me que eu sou a resposta certa para a sua necessidade ou não. Se eu for, então direi "sim", se não for, direi "não". E, como descobrimos, dizer "sim" não me torna mau, porque então estou simplesmente mostrando algo sobre você. E dizer "não" também é bom porque, com certeza, haverá alguém para quem é certo responder "sim".
8: Então, onde está a vítima? Onde está o mal?
Z: Não existem! Porque eu sempre tenho uma escolha. Todos nós temos. E quando escolhemos, estamos simplesmente nos mostrando algo sobre nós mesmos!
8: Certo. Correndo o risco de insistir, se você optar por concordar em ser meu agressor, poderei percebê-lo como sendo mau, mas apenas dentro da ilusão do jogo. E será apenas uma experiência temporária.
Z: Sim, entendo isso agora.
8: E você sempre tem a escolha de responder para seu próprio bem maior. E se você for ao seu coração e fizer escolhas pela sua verdade mais profunda, então suas escolhas também estarão em harmonia com o que a parte da consciência da unidade em você escolhe para você.
Então você vê? Tudo o que realmente existe é escolha. Você escolhe e então experimenta os resultados de suas escolhas.
Z: Sim, vejo isso, 8, obrigado.
8: Então, recapitulemos! Agora você concorda comigo que os seres sentem que fizeram mal a eles quando sentem que suas escolhas foram removidas?
Z: Sim. Entendi isso.
8: E você também concorda que você realmente sempre tem escolhas? Você pode ter a ilusão de que não, mas se estiver disposto a assumir a responsabilidade por si mesmo, a usar sua orientação e a ouvir a verdade em seu próprio coração, então você também verá através da ilusão. Então você saberá que sempre tem escolhas.
Z: Sim, também entendo. No nível da unidade, não há mal, apenas escolhas. E ao me conectar com meu coração, eu me conecto com o que existe no nível da unidade.
8: Você está indo muito bem. Sim. Disse bem.
E agora, antes de prosseguirmos, quero revisitar brevemente meu pedido para que você seja meu agressor. Quando você optou por recusar meu pedido, o que motivou sua escolha?
Z: Amor. Decidi que não queria te machucar porque fiz uma escolha por amor.
8: Isso mesmo. Você escolheu se expressar apenas da maneira que adoraria suas expressões. E essa é uma escolha muito boa, de fato. Você escolheu deixar de lado a necessidade de criar pela dor e pelo medo. Agora você só cria pelo amor. Você vê por que essa escolha me agrada?
Z: Sim, vejo.
8: E quando eu o pressionei sobre as razões de suas escolhas, você ilustrou muito bem um ponto importante: você percebeu que ser meu agressor machucaria muito você. Certo? Isso significa que os seres em sua realidade atual que são considerados os grandes malvados aparentemente causaram a si mesmos uma dor considerável ao desempenhar esse papel.
Z: Sim. Posso ver isso. Mas ainda não consigo aprovar o que eles fizeram e ainda fazem!
8: Tudo bem. Isso significa que eles oferecem um presente, que lhes custa muito caro. É a oportunidade de escolher se você quer ou não ser vítima deles. Se você decidir que quer ser vítima deles, então lá estão eles, dispostos a desempenhar o papel que você quer que eles desempenhem! E se você optar por não ser vítima deles, então você mostra a si mesmo que realmente fez essa escolha. Veja, sem essa oferta extremamente bem elaborada, você não seria capaz de dizer que final e completamente escolheu não ser vítima.
Z: Não entendi muito bem...
8: Tudo bem. Prometi que chegaríamos nela e aqui está:
A Parábola da Ordem Monástica
Era uma vez dois homens de idades semelhantes que nasceram em circunstâncias modestas. Um tinha uma mente muito astuta para negócios, que ele conscienciosamente aplicou para acumular riqueza. Ele mal saíra da casa de seus pais e já ia muito bem. Aos trinta e poucos anos, ele era de longe o homem mais rico da cidade.
O outro homem não buscava riqueza e também não gostava muito de trabalho duro. Ele era poeta e músico e sua coisa favorita era sentar o dia todo no rio pescando peixes e compondo canções.
Mas, por mais díspares que esses dois possam parecer, ambos tinham um profundo interesse em assuntos espirituais e ansiavam por sua própria iluminação. E foi assim que ambos tomaram a decisão de se dedicar totalmente ao seu crescimento espiritual. Cada um decidiu que a maneira apropriada era se juntar ao mosteiro na colina acima de sua cidade.
Z: Eles queriam ser monges?
8: Exatamente. E um dos requisitos dessa ordem monástica era que os monges fizessem um juramento de pobreza, desistissem de todas as suas posses e renunciassem a todo apego futuro aos bens materiais.
Z: Ha, seria desafiador para o homem rico!
8: E foi! Como ele passou a vida acumulando riqueza e ele era muito bom nisso, isso virou sua medida de sucesso e a base da alta estima que muitos tinham por ele ... Foi realmente muito difícil para ele deixar tudo. O pobre homem, por outro lado, não teve essa dificuldade. Como ele não possuía quase nada, ele não desistiu de quase nada!
Z: Sim, entendo. Mas como isso ilustra seu ponto sobre a escolha de deixar de ser uma vítima?
8: Obliquamente. Chegarei lá. Veja, por acaso, esses dois homens fizeram o juramento de pobreza e ambos foram aceitos no mosteiro. Ambos eram então irmãos na ordem e nenhum deles tinha uma única posse física para chamar de sua.
Z: Ok...
8: Então, o que você acha? Qual deles sabia, no fundo de sua alma, o que é escolher a pobreza em vez da riqueza?
Z: Ah, entendo! Era o homem rico que realmente sabia o valor dessa decisão. Ele realmente sabia o que significa desistir de todas as riquezas e posses.
8: Sim. E é assim para você, nesta realidade de dualidade que você habita. Todos vocês são muito ricos em oportunidades de vitimização. Você é convidado de um milhão de maneiras diferentes todos os dias para ser novamente uma vítima. Toda vez que você liga a televisão, abre um jornal ou lê uma revista, você está sendo bombardeado com mensagens sobre sua própria vitimização, repetidas vezes.
Seus sistemas políticos, legais e financeiros existem com base no fato de que todos vocês são vítimas e eles se esforçam para mantê-los nesse estado.
Seus empregadores precisam que você seja vítima para que continue fazendo o trabalho que odeia pelo dinheiro que lhe oferecem.
Em todos os lugares, em todas as direções que você olha, são oferecidas de bandeja ofertas para sua própria vitimização.
E tudo isso é terrivelmente atraente e profundamente viciante. Então você continua acreditando que é a coisa boa, certa e responsável a fazer para conseguir o emprego, pagar a hipoteca, comprar o seguro contra todos os desastres concebíveis, consultar especialistas sobre tudo, desde o que é certo e moral, até o que é verdade para sua alma, o que é bom para sua saúde, o que você deveria comer, como você deve se relacionar com seu próprio parceiro de vida e como você deve tratar seus próprios filhos, para... bem, você entendeu a ideia ... você é viciado em ser uma vítima.
E há algumas recompensas bastante atraentes. Você pode dizer: "Não é minha culpa! Eu não fiz isso! Não é justo!" e meu favorito "Por que eu?" E você começa a sentir como se outra pessoa fosse a culpada por tudo. "Eles me prejudicaram! Eu fui enganado! Eles nunca me deram uma chance!" E assim você se livra de ter que assumir sua responsabilidade.
Coisas muito viciantes.
E muito infantis também, você não acha?
Z: Sim, quando você coloca assim, parece que somos todos pirralhos fazendo birra.
8: Às vezes, certamente parece assim. Mas tudo bem. A infância existe para ser experimentada e, a partir dessas experiências, começamos a nos descobrir e decidir quem queremos ser quando crescermos. É difícil e um pouco de birra, suponho, é normal. E, com um pouco de tempo, todo mundo realmente cresce. E a própria marca registrada de crescer é ... assumir a responsabilidade. Isso é o que um adulto faz. E um ser espiritualmente maduro é aquele que está disposto a assumir responsabilidade absoluta por todas as suas próprias experiências.
Z: E uma criança espiritual não assume a responsabilidade? Uma criança espiritual se vê como uma vítima?
8: Isso mesmo.
Z: Hmmm. Então eu acho que é hora de desistir do vício da vítima.
8: Sim. E assim como o homem rico que desistiu de seu apego à riqueza e ao poder temporal, assim como o viciado que desiste do vício em drogas, você saberá nas profundezas de sua alma que você terá final e completamente acabado com a vitimização. Quando você ascender para fora deste sistema de dualidade, para o seu próprio status de criador, você nunca mais entrará em conflito com a crença de que é uma vítima. Você terá visto a vitimização em todas as suas formas mais sedutoras. Você a terá vencido em sua própria alma, em sua própria experiência e com suas próprias decisões. Você terá criado a si mesmo como criador. O que é, obviamente, a única maneira legítima de se tornar um ser criador.
Z: Ha ha! Novamente esse paradoxo. Mas desta vez vemos pelo outro lado. Se quisermos ser criadores, devemos estar dispostos a criar que somos criadores!
Isso é tão incrivelmente legal.
8: Dizem que logo que um ser desperta para a auto maestria, esse ser começa a rir e rir e rir. E muitas vezes é assim. Descobrem que as soluções para os problemas e armadilhas que anteriormente os prendiam não são nada mais do que grandes piadas cósmicas.
Ok, então, recapitulemos. Diga-me: existe realmente algo como o mal?
Z: Pelo que entendi, eu diria que a resposta é sim e não. É algo ilusório. Se você escolher, permitir e convidar, então pode experimentá-lo.
8: Você quer dizer,
"Não há nada que seja bom ou mau por si só, mas sim a forma como você se sente sobre isso."
Z: Ha! Certo!
8: Mas qual ilusão realmente experimentamos?
Z: A ilusão de ter nossas escolhas retiradas.
8: Então você concordaria que;
"O mal é qualquer ação que parece tirar o direito de escolha de um ser."
Z: Sim, concordo.
8: Bom. Então estamos na mesma página e, creio eu, respondemos à primeira pergunta: "O que é o mal?"
Z: Sim, respondemos, obrigado.
8: E isso nos prepara perfeitamente para a segunda questão, que é:
Como responder à presença do mal?
E aí? Quer tentar? Como você acha que deve responder à experiência do mal?
Z: Parece que uma experiência dessas exige um momento transcendente. Pede que eu escolha lembrar que eu realmente sou um com todos os outros e agir com grande amor.
8: Muito bem respondido. Também está de acordo com a outra coisa que falei sobre o mal que era,
"Se existe algo como o mal, então é uma oportunidade de aprender sobre o amor."
Z: Acho que entendi muito bem, mas devo dizer que ainda não sinto isso completamente. E, tenho quase envergonha de dizer, ainda há uma objeção a isso em minha mente.
Sinto como se eu devesse estar além disso, porque tudo ainda volta para o triângulo vítima / agressor / salvador, que eu já deveria ter resolvido. Discutimos tanto esse assunto!
8: Vá com calma consigo mesmo. É preciso muito trabalho para liberar ideias e crenças profundamente arraigadas. Permita-se um pouco de graça. Você tem uma rodada final com o triângulo e eu esperava esta conversa.
Então... fora isso... O que lhe incomoda? Assim poderei ajudá-lo a mover os insights de sua cabeça, onde você acha que é verdade, para o seu coração, onde você sabe que é verdade.
E assim fechamos a segunda parte do capítulo 10, com o título 'O que é o Mal?' Texto original em inglês do Livro 1 dos Documentos da Ascensão https://zingdad.com/publications/books/the-ascension-papers-book-1
Mas sabemos que digerir esses paradoxos e aplicar a Consciência de Unidade no nosso dia a dia nem sempre é um caminho simples de se trilhar sozinho. É por isso que reforço o convite para você não parar por aqui. Se você quer estudar mais a fundo esse material, com gente bem legal espalhada por várias cidades e países, vem conferir nossos Grupos de Estudo: https://www.akashemoto.com.br/estudo
Nos reunimos semanalmente às terças-feiras 20h30 para debater esse material, compartilhar experiências e acolher uns aos outros em um ambiente seguro.