top of page

Prova Científica da Unidade

  • Foto do escritor: Taís
    Taís
  • há 12 minutos
  • 21 min de leitura

Para quem prefere ouvir, o texto está no vídeo abaixo:

Zingdad: Oi Alegria-Divina, podemos continuar a explorar a questão “existe prova da unidade”?


Alegria-Divina: Sim, claro.

Como você deve se lembrar, o objetivo da discussão sobre o "Véu do Desconhecimento" era na verdade dizer que, não, não seremos capazes de provar que tudo é um. No sentido de que não seremos capazes de fazer uma afirmação que não possa ser questionada ou refutada. Mas poderemos apresentar argumentos muito poderosos que ressoarão, ou não, com o leitor. Alguns poderão chamar os argumentos de "prova", no sentido de que fornecem uma razão sólida para o que já sabem ser verdade. Outros poderão decidir apontar falhas nos meus argumentos, refutá-los e dizer que não são prova. Ambas posições serão válidas e nenhuma excluirá a outra. Cada leitor decidirá por si mesmo onde está sua própria verdade.


Z: Um momentinho, por favor. Não sei se estou feliz com isso de "sua verdade", "minha verdade" e "todas as verdades são válidas". A palavra verdade não implica que ela é verdadeira? Ou seja, que é verdade para todo mundo?


A-D: Pode lhe indicar isso. Mas se for assim, muito rápido você ficará travado e em conflito contínuo consigo mesmo, com sua vida e com outras pessoas.

Vejo que você está com dificuldade. Já falamos disso, mas abordarei novamente e, desta vez, oferecerei um entendimento mais profundo.

Insistir que existe somente uma verdade válida sob todas as perspectivas é insistir que você e todos, em todos os lugares, devem ter a mesma perspectiva. O que claramente não acontecerá. E pior, insistir que existe apenas uma verdade significa que não há espaço para crescimento e mudança. Você está, na prática, insistindo que todos e tudo no universo inteiro devem ter exatamente a mesma experiência de vida que você. E pior: você descobriu que algumas coisas que você acreditava muito fortemente serem verdadeiras quando era mais jovem, com um pouco de tempo e um pouco de experiência de vida, se tornaram menos verdadeiras para você, não foi? Outras coisas que não eram verdadeiras para você naquela época, agora são. Isso é crescimento. Acontece com todo mundo. Agora, se você insiste que todos, em todos os lugares, devem compartilhar o mesmo conjunto de verdades, então na realidade você está insistindo que todos, inclusive você, devem cessar todo desenvolvimento e crescimento para que sua perspectiva permaneça exatamente onde está! Claramente, isso não pode e não vai acontecer. Mas quem está determinado a ver as coisas assim, que se acha certo e que todos devem concordar consigo, acaba ficando muito irritado com o mundo ao redor por estar "errado". Frequentemente sentem que precisam lutar com o mundo inteiro para "consertá-lo" e corrigi-lo para que se ajuste às suas expectativas. O que jamais acontecerá. Esses seres criam um mundo de dor e conflito para si mesmos, que só termina quando eles mesmos começam a se soltar e permitir que todos os outros expressem sua própria verdade única e individual.

Veja, o que você acredita ser verdade é baseado em suas experiências, suas contribuições e seus pensamentos. Se você experimenta algo, então acredita que a experiência é verdadeira. Então, logicamente, se alguém experimenta outra coisa, terá uma crença diferente. Agora, se dois seres se reunirem para discutir suas crenças sobre a vida, você verá que algumas almas menos maduras, como já foi descrito, vão querer brigar entre si para tentar forçar um acordo. Almas mais maduras, por outro lado, aceitarão que há uma diferença de verdades. Mas o mestre entenderá que outra perspectiva é um presente para ele. Pergunte a si mesmo "Em quais circunstâncias essas duas coisas poderiam ser verdade?" e você começará a pensar como um mestre. Aí você começará a buscar verdades transcendentais que lhe permitirão uma perspectiva maior da que você obteve com suas próprias experiências. Dessa forma, você cresce não só com suas experiências, mas com as dos outros também!

Por exemplo: o céu acima de você é azul. Se eu disser que é roxo, como você deveria responder? Como uma alma imatura e me dizer que estou louco, iludido e errado? Como uma alma madura que talvez entenda que eu vejo as coisas de forma diferente? Ou como um mestre que pode buscar uma verdade maior - que alguns céus são azuis e outros são roxos, que talvez o céu seja dessa cor por sua composição gasosa e que eu venho de outro planeta com uma atmosfera diferente. Logicamente, então, deve haver todo tipo de outras cores de céu. "Que maravilha! Que empolgante!" o mestre concluirá. Muito melhor do que discutir!

Sugiro fortemente, portanto, que você entenda que aquilo que acredita ser verdade é a "sua verdade". É verdade para você por enquanto. Nada mais. Esteja disposto a mudar a sua verdade. Esteja aberto ao fato de que as verdades dos outros são tão verdadeiras para eles quanto as suas são para você. Você descobrirá que essa é uma posição psico-espiritual bastante saudável. E permitirá que você seja flexível ao lidar com pessoas com perspectivas diferentes das suas e consigo mesmo, à medida que você cresce e inevitavelmente descobre que o que você sempre considerou verdade não lhe serve mais. Dessa forma, você permitirá o crescimento com o mínimo de dor. Você terá mais paz e harmonia se assumir essa posição. E isso permitirá que você comece a pensar como um mestre.

Você terá uma compreensão muito mais profunda de todo o tema da verdade futuramente, quando apresentar seus leitores ao nosso querido parceiro, o ser chamado 8. Ele é muito adequado para esse tipo de conversa. Mas até lá, para continuar esta discussão, por favor, aceite que é minha verdade que cada pessoa tem uma perspectiva diferente; cada uma tem um conjunto diferente de coisas como verdadeiras.


Z: Ok. Você apresentou um argumento muito convincente. Então você está dizendo que a verdade de ninguém é melhor que a do outro?


A-D: "Melhor"? Esse é um julgamento bastante inútil. O que estou dizendo é que a verdade de qualquer pessoa é tão válida quanto a de qualquer outra, se lhes servir no caminho que estão trilhando.

Imagine que sua verdade é a estrutura sobre a qual você constrói sua realidade. As verdades de algumas pessoas não têm muito espaço para construção. Talvez o andaime seja pequeno e estreito demais, ou talvez seja estruturalmente insustentável e qualquer coisa pendurada ameace colapsá-lo. Tais conjuntos de verdades causarão muita dor espiritual. Por outro lado, outros conjuntos de verdades são simples, claros e de estrutura forte. Pode-se construir muito em cima deles, sem dificuldade. Esses conjuntos de verdades trazem uma grande alegria e amor pela vida. Então, a partir dessa descrição, você pode achar óbvio que o segundo tipo é "melhor". Mas há muitas, muitas, muitas almas que se orgulham muito de guardar verdades que lhes causam dor. Eles têm essas verdades porque isso é certo para eles... Porque eles acreditam e dizem que isso é certo para eles. E quem somos você ou eu para dizer que estão errados? Eles devem decidir por si mesmos e manter aquilo que consideram verdadeiro. Cada um deve, simplesmente, decidir o que é certo para si e o que ressoa com seu próprio ser. E "melhor" não tem nada a ver com isso.

O motivo pelo qual estou aqui agora, tendo essas conversas, é que desejo compartilhar meu conjunto de verdades com vocês. Acredito profundamente que o que tenho a oferecer pode ser de grande valor para qualquer pessoa que deseje ascender sua consciência, encontrar amor-próprio, amor por todos e paz interior. Ofereço nessas conversas aqui agora minha verdade como aquela que leva à consciência da unidade, à totalidade, ao amor, à paz e, por fim, à maior alegria possível. Acho que você perceberá que isso oferece uma "estrutura da verdade" sobre a qual você pode construir uma realidade muito alegre. Se for certo integrar aquilo que compartilharei em seu conjunto de verdades, então você descobrirá em si mesmo um Eu magnífico, belo e maravilhoso que está em um estado de feliz unidade com Tudo-o-Que-É. Um ser criador poderoso que está totalmente em harmonia com Tudo-o-Que-É... com Deus.

Afirmo, a partir da minha vasta e multidimensional experiência, que a visão que ofereço promoverá um caminho de ascensão. Sim, você pode encontrar outros caminhos para a ascensão. Mas a verdade que ofereço é o caminho da alegria, e certamente é um caminho feliz.

Então, ofereço minha verdade como presente a quem ler esta obra. Mas o acordo é o seguinte: você pode aceitar esse presente ou deixá-lo, como preferir. Você pode até pegar as partes que gostar e deixar o resto. Ou você pode pegar, experimentar por um tempo, ver se gosta e descartar se não gostar. O que você fizer com o presente da minha verdade depende de você e tudo bem para mim. Mas se você aceitar qualquer parte do presente ou ele todo, então você será responsável pelo que aceitar. Aquilo que você aceitar se tornará seu porque você reivindicou para si. E você é responsável por si mesmo, pela sua verdade e pelo seu ser.


Z: Ok, obrigado pela explicação. Esses termos são bem aceitáveis para mim. Seria e deveria ser assim, se cada um de nós agisse como seres espirituais adultos, que criam e escolhem por si mesmos... e então assumem a responsabilidade por suas escolhas e criações. Obrigado.

Então, ok, acredito que finalmente estou pronto para abraçar totalmente a ideia de que cada um tem sua própria verdade, que é totalmente subjetiva e única para cada perspectiva.

Com isso, podemos entrar no assunto?


A-D: Ótimo, façamos isso. Eu disse que meio que provaria que Deus é um com Tudo-o-que-É, certo?


Z: Certo.


A-D: Bem, para argumentar, muitas vezes é mais fácil debater contra uma posição. Se eu quiser afirmar que "Deus é um com Tudo o que É", então provavelmente a posição mais radicalmente oposta seria a do ateu. Como os ateus negam a própria existência de Deus, não aceitariam nada que alguém possa dizer sobre Deus. Certo?


Z: Certo. Pode ser bem difícil discordar de um ateu.


A-D: Isso mesmo, porque, geralmente, ateus se orgulham de serem muito lógicos e racionais. Eles não se entregam a bobagens sobre fadas que não podem ser provadas empiricamente. Eles afirmam que o universo pode ser explicado sem a necessidade de um Deus e, como não há evidências diretas de Deus, o que diabos todo mundo está fazendo com toda essa bobagem religiosa? E a posição deles, devido ao Véu, é claro que é bastante razoável. Se você insiste que não há nada além daquilo que possa ser percebido diretamente pelos sentidos, então certamente pode parecer que crenças espirituais são apenas superstições.


Z: Então você não pode provar a unidade para eles, certo?


A-D: Muita calma. Não tão rápido. Tenho muito amor e respeito por pessoas de mente racional. O método científico é algo maravilhoso e aprofundou imensamente a experiência humana. Eu não gostaria de começar a jogar um novo nível do jogo só para abandonar todos os nossos amigos ateus nesse nível. Há uma pequena surpresa para eles. Veja, o Véu está afinando e já faz um tempo.


Z: O que significa “o Véu está afinando”?


A-D: Significa que gradualmente se torna cada vez mais fácil penetrar o mistério. Está se tornando lentamente mais possível descobrir que existe, de fato, um Deus do qual todos e tudo, em qualquer lugar, são uma parte indivisível.


Z: Calma lá! E toda a questão sobre o valor e a importância do Véu? Se é uma ideia tão boa, por que está desaparecendo?


A-D: Ótima pergunta! Eis a resposta: não importa o quanto você goste de um jogo e o quão importante seja um experimento científico, jogos e experimentos científicos sempre chegam ao fim. Em algum momento, quem estiver dentro dirá "Conseguimos o que queríamos, vamos fazer outra coisa"? Bem, essa é uma forma muito, muito simplificada de ver o quadro maior. O jogo (ou experimento) que é sua realidade está no meio de uma mudança bastante radical para que, finalmente, possa chegar a um fim elegante e alegre.

Veja, os seres espirituais de alto nível envolvidos no planejamento, criação e desenvolvimento contínuo desta realidade são muito amorosos. Eles amam vocês e, na verdade, sabem que são vocês. Então, embora tenha sido ordenado que o jogo termine em algum momento, eles desejam dar a todos no sistema todas as oportunidades necessárias para despertar, para estar pronto, disposto e capaz de deixar este jogo antes que ele colapse.

Portanto, por mais incrivelmente valioso que seja o construto do Véu, sua principal utilidade é permitir que quem deseja jogar neste jogo o faça. Ele permite a entrada e a permanência na separação. Mas, à medida que se torna desejável que você desperte e se eleve a densidades mais altas de consciência e, finalmente, deixe esta realidade por completo, também é igualmente desejável que o Véu lentamente se torne cada vez mais transparente. Com o tempo, vai ficando cada vez mais fino até que todos simplesmente enxerguem através dele.


Z: E se o Véu é o que torna impossível conhecer a unidade, então ao se tornar transparente será impossível não conhecer a unidade?


A-D: Muito perspicaz. Sim. A unidade é a verdade suprema. Então, quando o Véu é transparente, a unidade de todos será, literalmente, a coisa mais óbvia de toda a existência.

Quando o Véu for totalmente removido, então, para você, haverá apenas unidade e não mais separação.


Z: Sabe, eu realmente tinha notado, mesmo no curto espaço da minha vida, que o Véu está ficando mais fino. Percebo que há cada vez mais consciência espiritual "lá fora" no mundo. Cada vez mais pessoas parecem estar despertando. Também percebo que está ficando cada vez mais fácil para mim avançar no meu próprio crescimento espiritual, na minha própria ascensão. Isso significa que todo mundo está passando por isso? Será que até ateus, por exemplo, estão passando agora por algo parecido?


A-D: Não. Nem todo mundo encara as coisas como você. Lembre-se que todas as perspectivas são válidas. Então, claro, não há nada essencialmente errado em ser ateu. É uma resposta perfeitamente razoável e lógica a essa realidade. E um ateu, por definição, não se percebe como estando engajado em um ou outro "caminho espiritual". Mas o ateu não será punido por ter uma posição completamente razoável! Todos devem ter a opção de poder ver a unidade e assim ascender a um nível superior de realidade. Então, como o ateu experimenta o afinamento do Véu? Bem, certamente, para aqueles que baseiam seu ateísmo no método científico e no empirismo, algumas possibilidades interessantes estão agora se abrindo. Com o afinamento do Véu, a consciência da unidade começa a entrar em todos os tipos de áreas antes impenetráveis. Outra forma de dizer isso é que coisas que sempre teriam permanecido inexplicáveis agora se tornam compreensíveis no contexto da consciência omnipresente da unidade.


Z: Na prática? O que exatamente isso significa?


A-D: Significa que aqueles que realmente tentam entender o mundo material, aqueles que exploram profundamente a natureza da matéria, gravidade, energia, espaço e luz (para citar alguns), começarão a encontrar cada vez mais evidências da unidade eterna de tudo.


Z: Sério? Como?


A-D: Bem, os primeiros lampejos já estão lá há algum tempo. Físicos envolvidos na mecânica quântica estão se esforçando para entender sua realidade ao compreender a natureza da matéria em sua menor escala. Posso recomendar de coração que você encontre um bom livro sobre mecânica quântica. Encontre algo que explique tudo em termos simples. Ou pesquise nessa ferramenta maravilhosa chamada Internet. Você se surpreenderá com as descobertas e suas implicações. Darei um exemplo: os físicos, ao tentar explicar por que minúsculas partículas subatômicas se comportam como se comportam, desenvolveram uma teoria que sugere que nenhuma reação quântica pode ocorrer sem que haja uma consciência para observá-la. Em outras palavras, a consciência precede toda matéria. Se você considerar que a primeira reação quântica no seu universo ocorreu no início do "Big Bang", então essencialmente eles estão dizendo que deve ter havido "alguém" lá antes do Big Bang para observar essa primeira reação. E também significa que, desde o Big Bang, deve haver uma consciência para observar cada reação subatômica que já ocorreu.

Então, quem – ou o que – poderia ser o vasto campo de consciência que foi capaz de observar toda reação que já ocorreu e que ocorrerá diretamente na menor escala do que é conhecido pela humanidade?

Se isso não é Deus, então deve ser algo muito parecido, certo?


Z: Isso é fascinante!


A-D: Muito. Quero te contar mais uma coisa. Chama-se campo de energia de ponto zero. Foi proposto por Einstein e hoje é amplamente aceito nos círculos científicos. Basicamente, é uma descrição do "estado base" do seu universo. Existe um campo que está em todo lugar, o tempo todo. É um campo de energia infinita. Mas normalmente você não consegue detectar porque, bem, está em todo lugar o tempo todo. Portanto, você só pode detectar esse campo ao se tornar consciente das variações nele.


Z: Não entendi...


A-D: Ok, que tal essa analogia: se o ar ao seu redor estivesse completamente parado e em temperatura corporal, você o perceberia?


Z: Acho que não.


A-D: Você não perceberia. Mas o fato de você não conseguir percebê-lo não significa que você não esteja, na verdade, no fundo de um enorme oceano de moléculas de ar. Ao seu redor e acumulado a centenas de quilômetros acima de você, ele lhe pressiona de todas as direções. Você deveria estar muito consciente de que isso pressiona você o tempo todo. Mas você não está. Em grande parte, porque não muda.

Se houver uma mudança de pressão, uma brisa começa a se agitar para equalizar a pressão. Aí você percebe. Se houver uma mudança de temperatura e seu corpo começar a perder ou ganhar calor do ambiente, aí você sente. Viu? É realmente muito difícil para você detectar algo que não varia porque não há realmente nada para medir. Coisas constantes não podem ser facilmente percebidas.


Z: Ok. Entendi. Obrigado.


A-D: Assim, o campo de energia do ponto zero é um campo de energia infinita que está em toda parte, o tempo todo. Ele está lá em igual quantidade tanto onde há a matéria mais densa, no coração de uma estrela colapsada, quanto no quase vácuo do espaço profundo. Está em todo lugar e é sempre infinito.


Z: Mas se é energia infinita e está em todo lugar, por que não usamos nos carros e casas? Tipo, em vez de combustíveis fósseis ou algo assim?


A-D: Certamente é possível. Há um pequeno e um grande problema atrapalhando. O pequeno problema é descobrir uma tecnologia adequada. E um problema muito maior é trazê-la à tona sem que certos interesses impeçam. Mas é uma grande confusão cheia de conflitos e não quero gastar muito tempo nisso agora. Na verdade, só quero que você entenda o conceito para dizer meu ponto.


Z: Ok. Então você disse que existe um campo de energia infinito que está em todo lugar o tempo todo...


A-D: Certo. Lembra que na nossa conversa anterior descobrimos que toda matéria é, na verdade, apenas energia?


Z: Lembro.


A-D: Bem, será provado que essa energia, que compõe toda a matéria do seu universo, vem da energia infinita do campo de energia do ponto zero. São as flutuações (como ondas ou ondulações) nesse campo que formam os blocos básicos de construção da matéria: as partículas subatômicas.

O problema é que as ondas não são estáticas. Elas se movem, interferem umas nas outras e se anulam.


Z: Por que isso é um problema?


A-D: Porque aconteceria tão rápido e repetidamente que nada mais surgiria. Partículas subatômicas apareciam e depois desapareciam. Não haveria nem um único átomo no universo. Toda a matéria que agora existe na forma do seu corpo, do seu planeta e do seu universo simplesmente se dissiparia no caos e reverteria rapidamente para a energia do campo de ponto zero.


Z: Por quê?


A-D: Porque se a matéria é, em última instância, composta por ondas de energia, o que impede essas ondas de se dissiparem? Você vê? Se as partículas subatômicas que juntas compõem seu corpo são feitas de ondas, por que essas ondas simplesmente não ondulam para longe, como as ondas do mar? Ou por que os picos e os vales simplesmente não se anulam e fazem a matéria do seu corpo desaparecer? Em vez disso, por que a matéria do seu corpo parece permanecer constante?

O que estou dizendo é que seus cientistas entenderão o campo de energia do ponto zero de modo que fique claro que toda matéria é essencialmente composta por inter-relações complexas entre flutuações nesse campo. Mas eles não conseguirão entender por que essas flutuações permanecem estáveis. "Se tudo são apenas flutuações de energia, por que elas não desaparecem no caos?" se perguntarão. E é evidente que não. Seu corpo físico é um desses sistemas energéticos. E é evidente que mantém um grau de integridade física. Seu corpo continua existindo na forma esperada de momento a momento sem cair no caos. Assim isso parece incongruente e confuso. Mas a beleza está na solução - como disse antes, seus físicos teóricos já começaram a falar em consciência. Bem, a consciência terá que ser invocada novamente aqui. A hipótese que resolverá o problema e continuará fazendo sentido será a que entende que a matéria do seu universo físico não se desfaz porque existem modelos para tudo na sua realidade em uma dimensão superior. Isso literalmente sugere que deve haver "alguém" criando (ou imaginando) cada elemento da sua realidade e mantendo a imagem (ou modelo) em sua mente criativa.


Z: Então você está sugerindo que o modelo que existe em uma dimensão superior funciona como um molde no qual você pode despejar as partículas subatômicas?


A-D: Não, essa não seria a melhor analogia. Precisaremos de mais explicações antes de chegar a uma boa analogia. A primeira coisa que você precisa entender é que essas ondas não ficam paradas. Elas fluem sem parar. Então, pense nos modelos como uma barreira em um riacho que causa um redemoinho. Por exemplo, se você abrir uma torneira e observar o jato de água, depois colocar o dedo no jato, pode perceber o que acontece com o jato depois do seu dedo. Se você mantiver o dedo parado, haverá uma "forma" no fluxo da água depois do seu dedo e essa "forma" permanecerá relativamente estável e constante, apesar do fato de que o material (a água) que compõe a forma está em fluxo constante. Entendeu?


Z: Sim. Faz sentido.


A-D: Então deixe-me aplicar essa analogia. Há ondulações no campo de energia do ponto zero. Essas ondulações fazem com que partículas subatômicas apareçam na sua realidade. No nível mais básico, alguns modelos simples são criados e fazem as partículas subatômicas se moverem, se entrelaçando em uma dança. Uma vez entrelaçadas, formam partículas como elétrons e prótons que, juntos, compõem átomos. Algumas partículas subatômicas, quando entrelaçadas de uma determinada forma, podem formar um elétron. Quando entrelaçadas de outra forma, podem formar um próton. Tudo tem a ver com a forma como essas partículas subatômicas se interrelacionam.


Z: Acho bem difícil de visualizar.


A-D: Sim. Estou explicando coisas para as quais você quase não tem referência. Se isso realmente lhe interessar, primeiro você deve estudar o que seus cientistas estão dizendo para termos uma base sobre a qual construir. Estou apenas ilustrando um ponto filosófico.


Z: Ok. Continue, por favor.


A-D: Obrigado. O ponto é que, mesmo no nível mais básico da realidade, há uma interação entre duas coisas semelhantes a Deus. Uma é o campo de energia infinito, que foi chamado de campo de energia do ponto zero. A outra é a consciência, que cria os moldes que formam padrões estáveis na energia e criam a ilusão da matéria no seu universo.


Z: Ah. Então você está dizendo que, com o tempo, para quem acompanha avidamente os avanços científicos, haverá evidências de Deus?


A-D: Certamente. Eles farão perguntas muito interessantes! Ficará cada vez mais difícil não concluir que a consciência existe independentemente do cérebro humano.


Z: Ok, mas agora fiquei curioso. O que acontece com os átomos para que eventualmente se tornem pessoas, planetas, estrelas e tal?


A-D: Ah. Essa é uma história muito longa e complexa. Como não é necessária para esta discussão, pois já demonstrei meu ponto, direi simplesmente que existem modelos cada vez mais complexos. Os primeiros modelos produzem partículas atômicas. O próximo conjunto usa o conjunto anterior para formar átomos. Depois moléculas. Depois, formas mais complexas. Basicamente, existem modelos, dentro de modelos, dentro de modelos. Quanto mais básico for um modelo, mais frequentemente ele será reutilizado em outros modelos mais complexos. Seu corpo é uma interação impressionante de um número impressionante de modelos de todos os níveis de complexidade. O nível final e mais alto do modelo está no seu corpo-espírito. Mas isso também é uma conversa para outro dia.


Z: Ok. Vou anotar para outro dia. Mas, por enquanto, vejo que você já demonstrou seu ponto de que uma compreensão profunda da matéria que compõe nossos corpos e nossa realidade é, como você disse, uma interação entre a consciência e um campo de energia infinito. Excelente! E agora?


A-D: Não tão rápido. Ainda não terminei esse assunto. Há outro entendimento divino a ser extraído de tudo isso.


Z: Ok, manda.


A-D: Vamos voltar à analogia do riacho. Lembra que eu disse que o riacho passa pelo "modelo" e isso forma um padrão?


Z: Sim.


A-D: bem, isso significa que o padrão é estático, mas o material que o forma não é.


Z: Sim. A água continua fluindo.


A-D: Certo. Então, o que significa para você se eu disser que o "fluxo" do campo de energia do ponto zero passa por você? Você não "se apega" a isso e ele não reside dentro de você. O fluxo de ondulações flui constantemente para dentro e para fora do seu corpo. A única razão pela qual existe um corpo ali é porque seu corpo é o lugar onde há uma confluência de todos os modelos. Os modelos são estáveis, mas a energia em si não é.


Z: Ok, é um pensamento estranho. Mas com todo o respeito... E daí?


A-D: Ha! E daí? Isso significa que não há separação entre seu corpo e qualquer outra coisa no universo. Seu corpo e todas as outras pessoas e coisas em todo o seu universo são a mesma coisa.


Z: Uau!


A-D: Sim! Voltemos à analogia da água. Se você segurasse duas formas diferentes no fluxo de água, uma abaixo da outra, e visse duas "formas" diferentes de redemoinho na água, veria que as formas são diferentes, mas não pensaria nelas como "coisas" diferentes, não?


Z: Não. Seria tudo só água, não?


A-D: Correto. Assim, a terceira coisa quase divina que causará um pouco de admiração aos cientificamente orientados é que aparecerá que todas as coisas são uma só. Nada que você possa observar está separado de qualquer outra coisa. Tudo são padrões diferentes na mesma coisa. E essa mesma coisa flui infinita e continuamente por tudo.


Z: Uau. Isso é realmente lindo.


A-D: Assim como acima, assim abaixo e assim como abaixo, assim acima. Viu? Se você estiver disposto a olhar de verdade, verá Deus em tudo. Mas o Véu tornou isso bastante difícil. Porém, agora que o Véu está se afinando, fica cada vez mais fácil de realmente enxergar. Já é possível discernir, mas em pouco tempo haverá manchetes da comunidade científica sobre coisas como:

Tudo é UM.

Tudo está completa e absolutamente interconectado.

A unidade é infinita e sem fim.

É feita de energia infinita.

Tudo é feito de consciência.

A consciência permeia todas as coisas em todos os lugares.

A consciência é maior do que a matéria e existe antes dela.


Z: Uau! Essas são declarações bem divinas, bem místicas.


A-D: Sim. E já está começando a surgir na Ciência. E em breve aumentará dramaticamente.


Z: Ok, então... Só para esclarecer. Você está dizendo que o campo de energia de ponto zero é Deus?


A-D: Estou dizendo que é uma parte indivisível de Deus. E, como todas as partes indivisíveis, tem que possuir muitos dos atributos de Deus. Por isso, se você estudar e entender, começará a discernir os atributos.


Z: Ah. E quem cria todos os modelos que você mencionou?


A-D: Vários seres criadores trabalhando em diferentes níveis de criação. Você e todos que estão na Terra mantêm muitos modelos combinados. Você só não sabe ainda. Mas, novamente, você e os seres criadores dessa realidade também são partes indivisíveis de Deus.


Z:... e como em todas as partes indivisíveis, não podemos deixar de ter alguns atributos de Deus, certo?


A-D: Exatamente! Não se diz que você foi feito à imagem de Deus? O que isso significa? Que Deus tem dois braços e duas pernas e assim por diante? Não, seria ver do lado errado. Significa que o que Deus é pode ser visto refletido no que vocês são. Vocês são consciência. Vocês são criadores. Vocês são infinitos e imortais. Vocês são um com tudo o que é. E assim por diante.


Z: Nossa! E isso virá da Ciência?


A-D: Não. A ciência tornará possível ver as coisas dessa forma, para quem escolher. Sempre será possível ver as coisas de outra forma, como já discutimos longamente. Enquanto o Véu existir, nunca haverá provas absolutas de nada que não possa ser duvidado ou negado. Deve ser possível que novos pensamentos surjam. É assim que os seres criam para si mesmos qualquer variação de uma realidade que desejam explorar. Assim, seus cientistas se depararão com todo tipo de dado novo e interessante sobre o seu universo físico. Haverá muitas hipóteses teóricas possíveis para explicar os dados. O que estou dizendo aqui é que um modelo que inclua consciência e a unidade de todos não só será possível, mas fornecerá uma hipótese altamente satisfatória. Fará sentido e os dados vão se encaixar no modelo de forma simples e elegante. Também estou dizendo que será possível duvidar disso e continuar procurando outras hipóteses. Algumas delas terão potencial, mas, para que funcionem, continuarão exigindo níveis cada vez maiores de complexidade. O que é ótimo, se você gosta de complexidade.

O ponto principal aqui é: para quem tem uma mente altamente analítica, e for rigorosamente lógico, racional e científico por natureza, e escolher dizer que é ateu porque não há evidências de Deus... para eles, haverá a oportunidade de ver Deus nas evidências. Eles poderão seguir os modelos matemáticos e realmente encontrar evidências de um Deus que é um com Tudo o Que É.


Z: Isso é fantástico. Quando vai acontecer?


A-D: Está acontecendo. Está se desenrolando nas mentes e laboratórios dos cientistas do seu planeta enquanto falamos. Alguns desses temas já foram relatados em círculos científicos. Mais virão. Mas, por favor, ouça com atenção: o ponto é que todos poderão escolher. Se você escolher se abrir a isso, encontrará cada vez mais evidências de uma consciência criadora infinita, eterna e unificadora, de Deus. Mas se você quiser jogar mais uma rodada do mesmo velho jogo da dualidade, pode rejeitar isso e optar por não ver como prova. Todos têm livre-arbítrio. E se alguém desejar manter sua consciência em dualidade, tem todo o direito de fazê-lo. Se eles não virem a luz oferecida, então ela não os tocará. E tudo bem.


Z: Então eles se perdem?


A-D: Não! Ninguém nem nada jamais se perde! Tudo já é um. Sempre é, sempre foi e sempre será. Vocês, na dualidade, são aspectos do UM que escolheram esquecer isso. Não foi "errado" da sua parte. Era o que você deveria fazer. E agora que alguns de vocês estão escolhendo lembrar que são um, isso também não torna os demais, que escolhem não lembrar, "errados". Assim como você nunca se perdeu na dualidade em vidas passadas (mesmo que tenha se sentido assim), outros que não estão agora lembrando quem realmente são, também não estão perdidos. Todos se lembrarão no tempo perfeito, divinamente certo, quando estiverem prontos.


Z: Ok. Acho que entendi. Será cada vez mais possível tomar consciência, por meio da ciência, da unidade de tudo e da consciência unificadora subjacente da qual todas as coisas surgem. Naquela época, como agora, cada indivíduo poderá escolher aceitar essa perspectiva ou não. E não há julgamento para nenhum dos lados. A diferença é que manter essa perspectiva leva à ascensão, enquanto outra perspectiva permite que você permaneça na dualidade.


A-D: Sim. É um resumo bom o suficiente.


Z: Mas e quanto aos não científicos? Digo, há muitas pessoas na Terra que não serão tocadas pelos construtos teóricos bastante refinados da mecânica quântica, certo?


A-D: Correto. No começo desse tópico, eu disse que usaria a posição científica/racional/ateia para defender meu ponto. Em seguida, usarei a posição religiosa. Mas é suficiente por enquanto. Faremos uma pausa aqui e retomaremos na próxima conversa, que chamaremos de "Prova Religiosa da União".


Z: Estou ansioso...

Texto original em inglês no Capítulo 4 do Livro 1 dos Documentos da Ascensão https://zingdad.com/publications/books/the-ascension-papers-book-1

bottom of page